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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Verão

Se me perguntarem se gosto do Verão? é verdade, eu gosto do Verão, gosto de usar roupas frescas, de comer saladas e peixe grelhado, gosto de ir à praia e tomar banhos de água fria, caminhar na areia molhada com as ondas a rebentar nos pés, gosto de ver o pessoal a jogar à bola na areia, de ver os corpos bronzeados, de comer gelados, de sentir o sol a queimar ao de leve a minha pele, das cores e das sombras do chapéus de sol, de ver e ouvir as crianças pequeninas a brincar na areia com os seus baldinhos e pás, gosto dos piqueniques feitos no pinhal ou em parques próprios e das festas de verão, dos arraias, das procissões, dos artistas, dos bailaricos e do fogo de artifício, de almoçar, jantar e comer caracóis nos restaurantes das festas, das quermesses, de ver pessoas que já não via há anos e sobretudo do convívio, e tantas mais coisas que não me estou a lembrar agora. Também há as coisas de que não gosto, a confusão de gente nas praias, nos supermercados, no transito, nas ruas (mas sem gente nas ruas o verão não sabe a verão), não gosto dos incêndios, das bebedeiras, da má educação e faltas de respeito etc...

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Não gosto do calor extremo que se fez sentir a semana passada, nem que esse mesmo calor tenha provocado tantos prejuízos nas vinhas e pomares, nem da destruição de tantos hectares de floresta queimada pelos incêndios, nem de tantas casas queimadas e tento colocar-me no lugar das pessoas que perderam tudo pelo o que lutaram uma vida inteira, tento colocar-me nesse lugar mas não consigo, é muito difícil imaginar-me ficar sem tudo o que construí de um momento para o outro e compreendo a relutância que muitas dessas pessoas tiveram em abandonar as suas casas, mas também compreendo que em primeiro lugar está a vida da pessoa, a casa e os bens vêm em segundo lugar embora, isso seja uma parte importantíssima da vida das pessoas... Depois há que recomeçar do zero.... deixo aqui um grande abraço de solidariedade para todos os que ficaram menos bem!

Dias de verão, Ericeira

Da Ribeira D`Ilhas até à praia do Matadouro, Ericeira
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O “Guardião da Reserva Mundial de Surf da Ericeira” faz o apelo coletivo à preservação ambiental: todos – dentro e fora de água – somos guardiões deste património único que são ondas. A escultura está instalada no miradouro de Ribeira d’Ilhas, a mais mediática e cosmopolita das sete singulares ondas que constituem a primeira Reserva da Europa e a segunda do mundo". mais informação aqui

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"Ribeira d’Ilhas é a zona balnear mais a norte da freguesia da Ericeira, localizada a cerca de 3,5 km. Famosa por ser palco de múltiplas provas nacionais e internacionais de surf, esta praia constitui uma autêntica “sala de visitas” portuguesa da modalidade e as suas ondas são as mais mediáticas – e concorridas – da Reserva Mundial de Surf da Ericeira. Situada num vale onde desagua a ribeira que lhe dá o nome, a sua configuração geográfica é a de um anfiteatro natural, com as arribas altas funcionando como miradouro. Mais informação aqui

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Praia da Empa - Por ser uma praia quase em estado selvagem e que só é acessível na baixa-mar, é uma praia que dispõe de poucas infra-estruturas de apoio, sendo essencialmente frequentada por amantes dos desportos náuticos, como surfistas e bodyboarders, e praticantes de pesca desportiva, que utilizam as rochas para conseguirem bons locais para a pesca à linha, mais informação aqui

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"Praia do Matadouro, O seu areal é bastante extenso, tendo espaço suficiente mesmo nos dias de maior afluência. Está envolvida por uma bonita paisagem rochosa, ladeada por rochas tanto a norte como a sul. No centro do areal passa a Ribeira da Fonte, que desagua nesta zona, mais informação aqui

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 (Fotos de Maria Flor, textos retirados da net)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O verão, as férias, a piscina e o mar

Lá em baixo está a piscina e o relvado, está um pai deitado na relva que vai levantando e baixando uma perna, as suas crianças divertem-se a saltar por cima da perna, elas correm e saltam uma e outra e outra vez, depois desatam a correr a volta da piscina com uma energia que não se esgota. Como é bom  ver e sentir as crianças felizes.

 

Noutro ponto da relva está um grupo de adolescentes a jogar às cartas, estes também se divertem exercitando o cérebro, puseram de parte por, talvez umas horas as tecnologias.

 

Grandes e pequenos refrescam-se na piscina, mergulham, nadam, brincam.... o calor é muito e é verão!

 

As espreguiçadeiras estão para os que querem descansar e aproveitar as sombras, lendo livros e revistas ou apenas conversando uns com os outros.

O colorido e a graciosidade que o cenário apresenta é agradável aos olhos de quem se encontra uns metros mais acima e, de onde pode desfrutar de uma paisagem lindíssima com o mar como pano de fundo. Bem lá ao longe no meio do azul vislumbra-se um veleiro de pequeno porte, certamente um barco de recreio, também estes, os ocupantes do veleiro estarão no pleno gozo das suas férias...

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Já avisto a minha chaminé

Quando vamos para fora do nosso país ou mesmo da nossa cidade por uns tempos, por umas férias, ou outro motivo qualquer, é comum quando estamos a chegar dizer "já avisto a minha chaminé".

O verão está a chegar e com ele, as férias já estão a dar o seu ar de graça. Muitos irão para fora do país, muitos irão para as zonas onde existe praias, outros preferirão zonas mais sossegadas como o Alentejo e o turismo rural, o contato com a natureza e os animais. Muitas e diversificadas serão as preferências das pessoas.

Por muito que se aprecie estar fora do nosso ambiente de todos os dias, por muito que se goste de correr mundo, a nossa chaminé é sempre a nossa chaminé, e quando regressamos temos uma sensação tão boa, tão nossa que parece que tivemos fora séculos!

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 Delicia de amêndoa

A leitura da luz

Enquanto esperava pela minha vez, ia ouvindo dstraidamente a conversa que se desenrolava com duas pessoas lá atrás, uma mulher e um homem. Dizia a mulher - hoje só vou chegar a casa lá para  a noite, ontem a esta hora já estava quase despachada daqui. É que, tenho que apanhar a camioneta para a feira onde está o meu marido, depois, petisco ali qualquer coisa e tenho que apanhar outra camioneta para ir a outro sitio levar a leitura da luz, ando a pagar luz que ainda não consumi, sabe, esta coisa das estimativas é uma treta, andamos a pagar aquilo que ainda não gastamos. 

 

Dizia então o homem - eu já há muito tempo que me habituei a dar a leitura pelo telefone, assim, pago só aquilo que gasto e não me chateio mais, dantes também me acontecia isso e nunca sabia o que gastava. É que, isto das estimativas é mesmo muito chato e termos que dar a leitura é chato também, ao fim e ao cabo estamos a fazer o trabalho deles, já pagamos todas aquelas taxas que eles nos impôem e mesmo assim, ainda temos que fazer o trabalho que lhes compete como por exemplo,  fazer e enviar a contagem da luz para eles.

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 Isto acontece com a luz mas o mesmo acontece com a água, pelo menos no meu concelho. No verão, então é deveras aborrecido principalmente para quem tem quintais, pequenas hortas ou piscinas e não tem furo, ou seja, quem tem estas coisas e precisa da água da companhia para poder usufruir delas. Se uma pessoa se distrai com as torneiras e não dá as leituras mensalmente, quando eles vem fazer a contagem que é de quatro em quatro meses, é de ficar tonto e cair para o lado com a conta que aparece. O verão está aí a chegar, nada de esquecer de enviar as leituras.

 

 

 

Lenda de S. Martinho

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Verão de S.Martinho, bem quentinho, parece que estamos no principio de Setembro.

 

Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França quando aconteceu o famoso episódio do manto, que poderá ter ocorrido no ano de 337, próximo da capital da Picardia.

 

Reza a história que um dia, quando regressava no seu cavalo, atravessando montanhas altas e frias, um mendigo com roupas esfarrapadas tiritando de frio pediu-lhe esmola e, como nada tinha para oferecer e ajudar o infeliz, o cavaleiro cortou seu próprio manto vermelho com a espada, dando metade ao pedinte. Contam os relatos escritos que, durante a noite, o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião.

 

Conta ainda a lenda que Martinho normalmente andava bem agasalhado para a época e que o mau tempo, as nuvens e o frio que se faziam sentir, como por milagre desapareceram, dando lugar a um céu sem nuvens, com sol e uma temperatura quente. Por essa razão, normalmante por esta altura o tempo está bom e se diz que é verão de s. Martinho!

 



 

As estações da nossa vida

O fim do verão era já anunciado com  a temperatura a descer, e o tamanho dos dias a decrescer. Aí estão os sinais de que o outono se instala e com ele o amarelecimento, depois a cor vermelho acastanhado das folhas e a sua consequente queda. Tudo vai ficar com folhas meio secas no chão, elas vão rolar com o sopro do vento, são transportadas para outros sítios, as árvores vão ficar despidas, despojadas de toda a magestosa folhagem que as embelezou nas anteriores estações, apenas vai restar um esqueleto escuro, sem graça e sem utilidade até à proxima primavera. A natureza humana é quase assim, apenas as suas estações duram um pouco mais, mas, à medida que a idade avança, a sensação que fica é de que se viveu somente uma vez as quatro estações.

As estações da nossa vida:

Primavera, nascemos, crescemos bonitos e saudáveis, a transbordar de energia, tornamo-nos em homens e mulheres fortes com idéias e projetos de poder mudar o mundo.

O verão da nossa vida, queremos ter o nosso espaço, fundar a nossa familia, obter êxito profissional, adquirir estabilidade familiar e económica.

No outono, queremos beneficiar do produto de toda uma vida de trabalho, queremos fazer aquelas viajens que não tivemos oportunidade de fazer, queremos ler aqueles livros que se foi sempre adiando, queremos nos dedicar a artes para as quais temos aptidão e nunca tivemos tempo para explorar, queremos nos dedicar mais à familia, mesmo que a nossa familia já tenha a familia deles. Mas o outono da nossa vida muitas vezes reserva-nos supresas desagradáveis e não nos deixa tempo, forças e disposição para estas coisas.

O inverno da nossa vida não teria que ser triste, mas infelismente, para a maioria das pessoas é uma estação muito, mesmo muito triste, cheia de sofrimento fisico, espiritual e emocional.

Na próxima estação a vida se renova e tudo começa de novo!