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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Desafio Caixa de lápis de cor#12# Terra lavrada

Semana após semana, eis que chegamos ao número 12 do desafio "caixa lápis de cor". proposto pela Fátima Bento, finalizamos com a cor Castanho escuro

A terra gemia sob as lâminas afiadas da charrua, enquanto esta rasgava as suas entranhas sem dó nem piedade em profundos sulcos, deixando à vista o que permanecera oculto durante cerca de um ano. Tractor e tractorista completavam-se na arte de lavrar a terra, iam modificando atrás de si as cores e o relevo. Agora, o verde da superfície dera lugar ao castanho escuro da terra lavrada, dela exalava um odor agradável e fresco a terra remexida e húmida. O aspecto era de uma área de terra ondeada de cor castanho escuro, os pássaros felizes apressavam-se para esgravatar à procura das minhocas e outros bicharocos que eram o seu alimento.

Em poucas horas o que era uma extensão de verde passou a castanho escuro, iria ficar a enxugar durante uns dias, após isso, viria  a mesma equipa de tractor e tractorista mas com outra ferramenta, a frese, que iria alisar a terra e prepará-la para a sementeira.

Naquele ano iria ali ser semeado trigo, no ano anterior tinha sido milho, o agricultor ia alternando as sementeiras, não era produtivo semear sempre a mesma coisa no mesmo local. O espaço voltaria a ser verde, agora de um verde rejuvenescido em pouco tempo. É o ciclo da vida! Voltar a semear, tornar a nascer!

Ano após ano, durante a sua infância a menina via da varanda esta azáfama do tractor, tractorista e agricultor, depois ia acompanhado o crescimento das sementeiras até às colheitas, e tudo voltaria a ser igual no ano seguinte. 

Os anos passaram, a menina cresceu, continua a ver a mesma azáfama no campo mas o agricultor já não é o mesmo. O Deus que lhe deu a vida, já o devolveu à terra que ele tanto amou, que tanto trabalhou com as suas mãos calejadas, à terra que lhe deu tudo, que sustentou a sua família com trabalho árduo e duro, ao sol, ao frio e à chuva.

A terra e a família eram a paixão da sua vida!

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(Foto da minha autoria)

 Neste desafio encontramo-nos todas as semanas eu a Marquesa a Concha, a A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Ana D., a Célia, a Charneca Em Flor, a Miss Lollipop, a Ana Mestre a Ana de Deus, a Cristina Aveiro, a bii yue, o José da Xã e o João-Afonso Machado  a Fátima Bento

Escutem, sou eu a "Terra" que vos fala

Mais uma vez a natureza traíu os habitantes da terra, mais uma vez as profundezas da terra se sacudiram e disseram aos humanos - estou aqui, vejam, estou aqui e vocês por mais inteligentes que sejam nada podem contra a minha fúria. Posso derrubar, posso sacudir, posso abrir covas profundas, posso enterrar-vos vivos, e vocês o que podem fazer contra mim? nada.... Vocês habitam a minha crosta porque eu a vos empresto, não seria pedir muito que ao menos a respeitassem, que conservassem melhor o ar que as árvores que crescem sobre mim, purifica para vosso bem, já pensaram nisso? As árvores bebem a humidade que percorre as minhas entranhas para crescerem e se mantrem verdes para vos proporcionar sombra e ar puro.... às vezes irrito-mo convosco, percebem, e quando me sinto irritada, estremeço, tenho que sacudir a poeira e, quando o faço são vocês que pagam a fatura. Pensem mais um pouco em mim por favor, respeitem-me mais, é só o que vos peço!

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Não queria provocar esta dor tão grande num país tão bonito como é Itália, não queria provocar dor em país nenhum.... mas vocês irritam-me tanto com as vossas atitudes e comportamentos que não aguento, vejam agora também os incêndios - porque queimam as árvores que eu com tanto carinho ajudo a crescer durante largos anos para depois em poucos momentos ficarem reduzidas a cinzas - eu não vos compreendo!!!! Repito, não consigo compreender-vos, vocês precisam tanto de mim!

O castigo

A terra do quintal era de cor castanha e estava muito solta, tinha sido mexida, preparada para plantar alfaces. O rapazinho fora brincar para o quintal sob o aviso da mãe - não podes ir brincar na terra, porque ficas todo sujo.

 

A vontade de mexer na terra foi mais forte que ele e os seus pezinhos pequeninos levaram-no precisamente para lá. Quando a mãe voltou a olhar para ele, nem queria acreditar, o seu menino mais parecia um daqueles grandes chocolates da páscoa, mas em vez da forma de coelhinho, tinha a forma de um rapazinho - ó meu Deus - exclama ela.

 

Depois da repreensão merecida, seguia-se o castigo que o menino já sabia que não se ia livrar. Ele já estava habituado que a seguir à desobediência vinha um castigo.

 

Não havia outra forma de limpar o menino, só o banho o salvava daquela cor de chocolate e daquele pó entranhado na pele, nos cabelos, nos olhos e na boca, ele já comia terra.

 

Como a água felizmente lava tudo, menos as "más linguas", lá foi a criança para o banho a meio do dia, de seguida, não foi preciso dizer mais nada, o sítio do castigo estava ali à espera dele!

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Dia da terra

A terra é o teu mundo, a tua casa, por isso, mesmo só por isso, respeita-a e respeita aquilo que dela brota. É a terra que te dá tudo, mesmo tudo incluindo tudo aquilo que compras nas grandes lojas e supermercados, tudo aquilo que não fazes a mínima idéia de onde vem.

Tudo vem da terra e tudo para ela volta!

 

Como hoje é o dia da terra nunca é demais refletir sobre lsto 

As minhas plantas e o vento

Farta de um vento que tudo abana e estraga, provoca um barulho e levanta terra no ar que quase me cega... hoje o sol aquece e o vento amainou, rego as plantas que estão muito danificadas e secas, espero que elas se recomponham dos remoinhos provocados pela  ventania a que foram sujeitas...

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