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Abrigo das letras

Abrigo das letras

As prendas de natal

Quando era uma garota, na casa dos meus pais não era habitual a distribuição de prendas, nem no natal nem nos aniversários, a minha mãe preparava uma refeição diferente e melhorada e fazia uma sobremesa doce, isto era o suficiente para celebrar as datas. Hoje, preparam-se uma quantidade exagerada de pratos e sobremesas nas quais por vezes ninguém toca, dão-se prendas que as pessoas são obrigadas a ir trocá-las nos dias seguintes porque ou não servem, não gostam, ou não fazem o seu género. 

Com o passar do tempo, a compra de prendas tornou-se para mim algo de preocupação porque já não sei o que comprar, o que oferecer mesmo aos mais pequenos. Numa época em que as pessoas já têm tudo e que compram em qualquer altura aquilo que precisam ou gostam de ter, o fator surpresa de uma prenda deixou de ter aquela magia que se sentia quando não havia tanta facilidade de adquirir os produtos como agora.

Continuo a dar prendas no natal e nos aniversários, mas as pessoas mais chegadas a quem são destinadas escolhem a prenda antes de eu a comprar, para não correr o risco de não se gostar ou de não servir, não existe o fator surpresa mas que importa, o importante é a intenção e o carinho que se põe em cada gesto dirigido às pessoas!

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Uma história de Natal contada às crianças

Avó conta-me a história do natal, diz a menina sempre curiosa de saber tudo, uma cabecinha sedenta de aprender, de saber o porquê das coisas, dos acontecimentos.

A avó começa então a contar - era uma vez - assim começam todas as histórias - uma senhora  que se chamava Maria, estava grávida, ia ter um bebé, e o seu marido José era carpinteiro, tiveram que viajar para outra terra para comparecer a uma reunião importante, a viajem demorava muitos dias porque a terra para onde eles iam ficava muito longe, eles viajavam muito devagar, de burro (não havia automóveis, nem aviões como há hoje). Quando estavam em viajem, o bebé que Maria trazia na barriga, nasceu, não havia nenhum hospital e os hotéis estavam todos cheios, não havia lugar para onde eles pudessem ir, só encontraram uma cabana feita de madeira com musgo à volta, lá dentro estavam uma vaca, um boi e algumas cabras, era o único sitio abrigado que eles encontraram, o bebé teve que nascer ali mesmo no meio da palha que os animais comiam - avó, e os animais não fizeram mal ao bebé tão pequenino? - Não, não só não fizeram mal, como também o aqueceram com o calor dos seus corpos, os animais eram muito mansos, responde a avó à coriusidade sempre crescente e aguçada da menina. Ao menino foi dado o nome de Jesus. Depois, vieram pastores de muito longe visitar Jesus. Um anjo vestido de branco apareceu aos pastores e lhes anunciou que tinha nascido em Belém, numa manjedoura, um menino que eles deviam ir adorar, pois este menino tinha nascido para salvar todas as pessoas. Uma estrela muito brilhante surgiu então no céu e os pastores perceberam que era aquela estrela que os iria guiar até Jesus, seguiram sempre essa luz até encontrarem a cabana onde Jesus estava com os seus pais. Os pastores levaram prendas para oferecer a Jesus.

 

A avó continua a falar da história - sabes, quando tu fazes anos, recebes prendas e tens uma festa, convidas os teus amigos, assim é como o natal que é a festa de anos de Jesus e todas as pessoas são convidadas, porque Jesus é amigo de todas as pessoas. As familias reunem-se na casa umas das outras e fazem uma festa para comemorar o aniversário de Jesus e também trocam prendas! 

 

Avó, que historia tão bonita, achas que eu tanbém poderia dar uma prenda a Jesus?

 

Sim, responde a avó - sempre que tu dás alguma coisa para ajudar os outros, já estás a dar uma prenda a Jesus. Ele fica muito feliz quando os meninos e meninas são bons uns para os outros.

 

Que bom avó, não me vou esquecer nunca desta história!

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