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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Na parede de pedra

O sol, a praia, o céu azul, o mar, os passeios à beira mar, os longos dias, o vento, o nevoeiro matinal, os chuviscos, o tempo encoberto, manhãs e noites frias intercaladas com algumas manhãs e noites quentes, é isto o Verão na minha zona de morada. Sempre que posso e, ou me apetece dou um pulinho até à praia, quase sempre está vento, salva-me o corta vento, apanho sol, vou ao banho, a água é fria, (nem sempre é fria) por incrível que pareça, eu gosto desta água fria, da areia molhada, do corpo molhado a escorrer estas pingas frias, depois sento-me na toalha e olho longe, lá estão eles, estão sempre lá, se não são uns, são outros, mas estão sempre lá, as pranchas não tem descanso e quem as monta também não, estão horas naquilo, depois regressam, despem aqueles fatos e vestem casacos quentes por alguns momentos, ou não fazem nada disto e vão embora assim mesmo com a prancha debaixo do  braço, está feito o desporto de hoje.

Está calor, vou até à água refrescar quando regresso, estou a escorrer, olho para cima, para a parede de pedra que se encontra à minha frente, a parede que suporta o acesso até à praia, e vejo isto, esta planta que no meio das pedras nasceu e cresceu, talvez outras sementes também tenham germinado nesta parede, mas apenas esta vingou, a lei dos mais fortes, tal como os homens também a natureza se rege segundo esta regra. Fico por alguns momentos ali a olhar e a pensar, "tu podes estar no meio do nada, mas isso não te impede de vingar no teu objectivo, apenas tens que possuir uma força de vontade e fazer acontecer", vê esta planta, aqui sozinha no meio do nada, ninguém trata dela, nem água lhe dão e ela cresce...e floresce.

Hoje o sol aqueceu, a praia está composta, tudo com as devidas distancias, tem que ser, não se pode facilitar mesmo que já estejamos vacinados,  os grupos de jovens lá estão sempre naquela zona, mais para a esquerda, a música deles não pára, tenho que ser justa para mim mesma e não estender a toalha muito perto deles senão quero ser incomodada com a musica e as conversas deles. É tão bom ser jovem, sentir a vida a pulsar... mas tudo tem a beleza certa na idade certa, há que saber aproveitar o de melhor que cada idade oferece!

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Verão

Se me perguntarem se gosto do Verão? é verdade, eu gosto do Verão, gosto de usar roupas frescas, de comer saladas e peixe grelhado, gosto de ir à praia e tomar banhos de água fria, caminhar na areia molhada com as ondas a rebentar nos pés, gosto de ver o pessoal a jogar à bola na areia, de ver os corpos bronzeados, de comer gelados, de sentir o sol a queimar ao de leve a minha pele, das cores e das sombras do chapéus de sol, de ver e ouvir as crianças pequeninas a brincar na areia com os seus baldinhos e pás, gosto dos piqueniques feitos no pinhal ou em parques próprios e das festas de verão, dos arraias, das procissões, dos artistas, dos bailaricos e do fogo de artifício, de almoçar, jantar e comer caracóis nos restaurantes das festas, das quermesses, de ver pessoas que já não via há anos e sobretudo do convívio, e tantas mais coisas que não me estou a lembrar agora. Também há as coisas de que não gosto, a confusão de gente nas praias, nos supermercados, no transito, nas ruas (mas sem gente nas ruas o verão não sabe a verão), não gosto dos incêndios, das bebedeiras, da má educação e faltas de respeito etc...

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Não gosto do calor extremo que se fez sentir a semana passada, nem que esse mesmo calor tenha provocado tantos prejuízos nas vinhas e pomares, nem da destruição de tantos hectares de floresta queimada pelos incêndios, nem de tantas casas queimadas e tento colocar-me no lugar das pessoas que perderam tudo pelo o que lutaram uma vida inteira, tento colocar-me nesse lugar mas não consigo, é muito difícil imaginar-me ficar sem tudo o que construí de um momento para o outro e compreendo a relutância que muitas dessas pessoas tiveram em abandonar as suas casas, mas também compreendo que em primeiro lugar está a vida da pessoa, a casa e os bens vêm em segundo lugar embora, isso seja uma parte importantíssima da vida das pessoas... Depois há que recomeçar do zero.... deixo aqui um grande abraço de solidariedade para todos os que ficaram menos bem!

Dias de verão, Ericeira

Da Ribeira D`Ilhas até à praia do Matadouro, Ericeira
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O “Guardião da Reserva Mundial de Surf da Ericeira” faz o apelo coletivo à preservação ambiental: todos – dentro e fora de água – somos guardiões deste património único que são ondas. A escultura está instalada no miradouro de Ribeira d’Ilhas, a mais mediática e cosmopolita das sete singulares ondas que constituem a primeira Reserva da Europa e a segunda do mundo". mais informação aqui

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"Ribeira d’Ilhas é a zona balnear mais a norte da freguesia da Ericeira, localizada a cerca de 3,5 km. Famosa por ser palco de múltiplas provas nacionais e internacionais de surf, esta praia constitui uma autêntica “sala de visitas” portuguesa da modalidade e as suas ondas são as mais mediáticas – e concorridas – da Reserva Mundial de Surf da Ericeira. Situada num vale onde desagua a ribeira que lhe dá o nome, a sua configuração geográfica é a de um anfiteatro natural, com as arribas altas funcionando como miradouro. Mais informação aqui

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Praia da Empa - Por ser uma praia quase em estado selvagem e que só é acessível na baixa-mar, é uma praia que dispõe de poucas infra-estruturas de apoio, sendo essencialmente frequentada por amantes dos desportos náuticos, como surfistas e bodyboarders, e praticantes de pesca desportiva, que utilizam as rochas para conseguirem bons locais para a pesca à linha, mais informação aqui

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"Praia do Matadouro, O seu areal é bastante extenso, tendo espaço suficiente mesmo nos dias de maior afluência. Está envolvida por uma bonita paisagem rochosa, ladeada por rochas tanto a norte como a sul. No centro do areal passa a Ribeira da Fonte, que desagua nesta zona, mais informação aqui

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 (Fotos de Maria Flor, textos retirados da net)