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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Maçã e canela

Hoje a minha casa cheira a maçã e canela. Ontem, mesmo com aquela chuva, fui ao supermercado e comprei uma vela que liberta aroma de maçã e canela.

O tempo lá fora era húmido, frio  e triste, dentro da minha casa havia calor e cheirava a maçã e canela, estava confortável e havia calor fisico e humano!

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 Hoje voltei a acender a vela e cheira a maçã e canela!

Beijos, beijinhos e beijocas

Estava de saída, mesmo apressada jamais se esqueceria de uma coisa, beijou a filhota com ternura e disse-lhe " boa escola". Tinha dado apenas alguns passos, voltou-se, levou a mão aos lábios, deitou-lhe um beijo e soprou. A menina ainda olhava a mãe, recebeu cheia de alegria mais aquele beijinhp desajeitado que entre a brisa que corria, atravessou o curto espaço que lhe pareceram montes e vales e caiu direitinho na pequena face da menina. Cada uma seguiu para as suas tarefas e no final do dia voltarão a dar e receber os seus beijinhos e beijocasI

 

Hoje é o dia internacional do beijo

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Nunca me tinha ocorrido isto

 Cada dia fico mais surpreendiada ao que os humanos são capazes de submeter as aves apenas visando fundos lucartivos! 

"As jovens avestruzes, que são aves espertas, sensíveis e curiosas, são tratadas como vítimas de um filme de terror simplesmente porque alguém quer uma bolsa Birkin texturada ou uma carteira Prada de pele rugosa"

A mochila que leva jóias

Toda a gente fala da mochila de Joana Vasconcelos. Será que Joana ao viajar instalada num barco que tem capacidade para 30 pessoas e leva 100, tem espaço para manobrar as agulhas, ou numa tenda montada no meio da lama tem conforto suficiente para se dedicar ao desenho e a trabalhos manuais? Certamente Joana tem necessidades básicas diferentes da maioria das pessoas. Enquanto uns levariam as coisas mais óbvias de se levar como: alguma roupa, alguma comida, Joana leva o que levaria alguém que vai de férias e tem um hotel à espera para se instalar. E as jóias? estas seriam para usar ou vender. Se calhar não está mal pensado levar as jóias, já que estas poderão ser convertidas em dinheiro mesmo sendo vendidas a preços irreais. Ela respondeu à pergunta em 30 segundos, pode eventualmente ter confundido a pergunta!

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Estacionamento

Entrei naquele parque subterrãneo e estacionei. Passadas algumas horas dirigi-me à caixa automática, passei o ticket, introduzi uma nota, fiz validar e recebi o troco. Guardei o ticket e o recibo, tranquila, entrei no carro e dirigi-me à saída. Até aqui, tudo bem. 

 

Passei o ticket conforme as instruções e a cancela não abriu, voltei o ticket com a barra para cima, para baixo, para os lados e nada, a cancela continuava sem abrir, eu estava com pressa, a pessoa que estava atrás de mim também queria sair. Percebeu a minha atrapalhação e veio ver o que se passava, olhou para o visor e disse que estava ali escrito que o estacinamento não estava pago - como não está pago, se eu paguei na máquina com uma nota, recebi o troco e tenho aqui o recibo? Já estava a ficar nervosa - agradeci ao senhor que tentou me ajudar e fiquei por momentos a pensar o que havia de fazer, uma coisa eu tinha a certeza, tinha que tirar o carro dali, estava a bloquear a saída dos outros e a sentir-me tola, tinha que resolver aquilo e depressa, olhei para cima, vi um simbolo de um telefonezinho e sem mais demoras, carreguei - estava ali a salvação para a emergência, responde-me uma voz a perguntar em que podia ajudar, expliquei-lhe a situação e a voz diz-me que o estacionamento não estava pago - ora essa, como não está pago, estão a gozar comigo? - agora estava mesmo a ficar furiosa. Voltei a repetir a mesma coisa e a voz disse-me para esperar que já vinha ter comigo. Tirei o carro dali, as outras pessoas queriam sair, eu estava a impedir. 

 

Apareceu o funcionário, repeti o sucedido e mostrei-lhe o recibo - vou ter que ficar com o seu recibo e ticket, disse ele, dê a voltinha que já lhe abro a cancela, assim foi. Perdi ali uma data de tempo por causa daquela criatura quase da minha altura, de metal pintada com a cor do Benfica, com alguns botões e orifícios para meter moedas e notas, que aceitou o dinheiro e não registou. 

 

O quê? estava a querer burlar-me, achou que eu ia pagar duas vezes o mesmo serviço, ora essa! E se eu tivesse deitado fora o recibo antes de sair como faz tanta gente, não tinha como provar o pagamento e aí tinha que pagar mesmo duas vezes o mesmo serviço. Por sorte tenho o hábito de guardar os papelinhos todos durante algum tempo.

 

Já não basta haver para aí tanta gente a querer burlar o semelhante de qualquer forma e feitio, será que as máquinas também já aprenderam?

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Adolescentes e roupa preta

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 Do sitio onde estou, tenho uma boa visão de quem passa, ainda falta algum tempo para o meu compromisso, portanto aguardo no carro e observo. Grupos de adolescentes que vão ou vêm da escola, todas têm em comum uma coisa, ou várias coisas, neste caso em concreto o que me desperta a atenção, são as roupas pretas. De mochila às costa, calças justas, camisola, blusão e sapatilhas, todas trajam assim, todas usam pelo menos uma peça de roupa preta. Vão em grupos duas, de três ou quatro, conversam umas com as outras ou mexem nos telemóveis. Eu também ja tive a idade delas, não tinha porém, mochila, blusão nem sapatilhas e muito menos telemóvel. Era outro tempo, um tempo do passado. Tinha outras coisas, toda a gente tem ou teve outras coisas, tem ou teve outra forma de viver, o tempo está em constante mudança, o minuto que acabou de passar, já faz parte do passado, o que foi criado ontem já faz parte do passado, o presente é apenas este momento e este momento também já é passado.

 

Voltando ás roupas pretas, olho para mim, também eu tenho vestida uma peça de roupa preta. Porquê que hoje também eu vesti uma peça de roupa preta? Será porque hoje eu iria me focar nas pessoas que vestem esta cor, se é que se pode chamar cor ao preto. Claro que o preto é uma cor assim como o branco, se assim não fosse não fariam parte da palete das cores.

 

Porquê então, vesti eu uma roupa preta? A resposta não sei, sei apenas que a blusa dessa cor ficava bem por baixo do casaco que queria vestir. O preto assim como o branco são as duas únicas cores que criam harmonia com todas as outras.

 

"Com um simples vestido preto eu nunca me comprometo"

Dia mundial da saúde

"Assinalado dia 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estará este ano centrado na diabetes. Entre outros objetivos, no âmbito desta campanha será lançado o primeiro relatório mundial sobre a doença, que irá "descrever o peso e as consequências da diabetes e defender a existência de sistemas de saúde mais sólidos, que assegurem uma melhor vigilância, prevenção e uma gestão mais efetiva da diabetes".

A epidemia da diabetes está a aumentar rapidamente em muitos países. Uma grande percentagem dos casos de diabetes podem ser prevenidos. A diabetes tem tratamento e pode ser controlada. A gestão da doença previne complicações. Estas são algumas das mensagens centrais da campanha. É também sublinhado que muitos setores da sociedade têm "um importante papel a desempenhar", como é o caso dos governos, empregadores, educadores, setor privado, a comunicação social, mas também cada pessoa individualmente."  

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Se fosse eu

O que colocava eu, numa mochila se tivesse que fugir da guerra e pedir refúgio noutro país? Não podia levar uma mochila muito grande porque não teria força para a carregar, então levaria: Umas calças de ganga, duas camisolas finas ou grossas conforme o tempo, um casaco de malha, alguma, pouca roupa interior, uma toalha de rosto e outra mais pequena, alguns produtos básicos de higiene, bolachas, uma garrafa de água, telemóvel e carregador, óculos de ver ao perto, um boné, dinheiro e cadernos mais esferográfica para escrever acontecimentos, sentimentos, alegrias e tristezas. Seria mais ou menos isto, porque se sobrasse algum espaço ainda meteria mais qualquer coisa, se faltasse teria que tirar. 

 

Isto seria o que levaria na mochila porque, no coração levaria a minha família e amigos, a minha casa, o meu país, muita saudade que começaria a sentir mesmo ainda de ter partido e um medo atroz do mar, da viajem, da entrada noutros países e, se conseguisse chegar a um país de acolhimento o meu medo diminuiria, ainda assim teria medo da minha adptação ao país, às pessoas.

 

Levaria também muita esperança, esperança de conseguir um futuro melhor e tranquilo, esperança de ser bem acolhida, esperança de um dia voltar ao meu país quando acabasse a guerra.

 

Levaria sem dúvida, medo e esperança que não caberia em nenhuma mochila!

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