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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Areia embrulhada em espuma

Caminho sobre o rebentar das ondas, piso areia embrulhada em espuma, a frescura envolve os meus pés e os beija com doce ternura. As pegadas que atrás de mim deixo, são engolidas pela mesma areia embrulhada em espuma que piso deixando a areia lisa e intocada, nenhum rasto de mim fica com se de uma vida apagada se tratasse... o mar tem este poder... da mesma forma que apaga as tuas pegadas na areia, apaga a tua memória quando contemplas essa imensidão de água até perder de vista que é o oceano.

Estendo o olhar e avisto no pontão dois pescadores que estendem a linha e esperam... esperam... e... pronto.... um esticão.... algo puxou a linha, o pescador enrola rapidamente a linha e, sai saltitando da água um belo peixe... talvez um robalo... o pescador já tem um belo almoço.

Continuo pisando areia embrulhada em espuma e agora observo alguns surfistas que apenas brincam com as pranchas, vão de cá para lá e vice versa, o mar não dá para mais, está muito calmo, eles divertem-se  são felizes.

O sol está muito quente, alguns pequenos grupos de pessoas já aproveitam a praia e já se bronzeiam ao sol de Abril.

A cor do mar está magnifica de um azul quase verde com ligeiros tons de esmeralda, quase cristalino. O sol reflete-se e dá-lhe uma tonalidade prateada... A areia é fina e dourada, tão bela e sedutora... este é o mar que eu amo, é o mar da Ericeira!

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Dia da poesia - Vi-te de longe

Vi-te de longe no meu sonho,

vestias uma camisa aos quadrados

na cabeça, um chapéu trazias,

via a nossa vida aos bocados,

ouvia as palavras que dizias,

eram belas, repletas de ternura

um carinho infinito,

palavras de embalar,

palavras de poesia,

A tua imagem se desvaneceu,

restaram apenas as sombras,

o meu coração desfaleceu

e se encrespou como as ondas.

Dentro de mim saiu um grito,

sem som, mas profundo,

débil, amargurado,

como saído de um coração aflito.

Quisera nunca te ver,

quizera nem te conhecer,

tranquila levava a vida,

agora sem compasso nem guarida!

(Maria Flor)

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Passeio à beira mar

O sol convida a sair de casa e dar um passeio à beira mar, este está lindamente calmo, o azul das suas águas é estonteante, há pessoas na praia, outras vão passeando de máquina fotográfica na mão e tiram fotos uns aos outros e a tudo o que acham interessante para mais tarde recordar. Pernas descobertas mesmo a chamar o verão vão caminhando com a lentidão de quem não tem pressa, de quem se quer libertar do stress da correria da semana. Contempla-se o mar, o rebentar das ondas, a serra lá muito ao longe, as gaivotas que emprestam a sua presença à paisagem graciosa. Existe um misto de liberdade e ociosidade neste fim de semana prolongado, e o sol aquece os corpos e as almas....