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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Comece o dia feliz

Uma oferta de aniversário, este livrinho pequenino que contêm grandes mensagens. O objetivo é, em todas as manhãs abrir o livro ao acaso e ler a mensagem que aparecer, refletir sobre ela e adaptá-la ao seu dia.  

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 Hoje abri nesta página e deparei com a seguinte mensagem:

 

"Não há ninguém mais frágil do que aquele que se anastesia com os elogios que recebe. A pessoa inteligente não faz caso dos elogios baratos, prefere uma critica honesta que tenha a intenção de lhe trazer perfeição. Será sempre imbecil aquele que engorda com lisonjas à sua inteligência, ao seu saber, à sua riqueza ou à sua beleza. Nem desconfia de que os mesmos que o lisonjeiam são os que zombam da sua mediocridade e da sua estultícia. Prefira a critica honesta ao falso louvor!"

 

Quantas vezes já me aconteceu receber elogios sobre a minha pessoa, ou sobre algo que tenha feito, e na minha opinião saber que não são merecedores, ainda assim, esses elogios têm um efeito benéfico, porque elevam sempre a auto-estima de uma pessoa. O segredo está em não se envaidecer com esses mesmos elogios e usá-los para ser merecedora deles e se tornar cada vez mais uma pessoa melhor no seu interior e também naquilo que faz. Um trabalho bem realizado é merecedor de recompensa, e um elogio verdadeiro é um bom reconhecimento! 

 

No Coração do Império

Um livro que se lê de uma assentada, uma escrita fácil e deliciosa. Uma história que se desenrola durante o reinado de D. Afonso III e D. Catarina de Áustria. Um amor ardente entre um nobre e uma escrava preta que durou toda uma vida; uma teia de mexericos e ambição de ascenção na corte entre as damas da rainha D. Catarina....

O terramoto que destruiu Lisboa no século XVI, no ano 1531 é aqui retratado e relembrado, uma vez que o terramoto de 1755, passados cerca de 200 anos abafou este remetendo-o ao esquecimento. Posso dizer que não me lembro de alguma vez ter ouvido falar deste e, se por acaso alguma vez ouvi, terei sempre associado ao de 1755.

 

Recomenda-se!

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O melhor de 2017

A equipa sapo lança o desafio " o melhor de 2017", já falamos sobre a melhor paisagem, agora é a vez do melhor livro, envergonhadamente digo que 2017 não foi de todo para mim um ano de leituras. Sendo eu uma pessoa que gosta tanto de ler, o certo é que este ano me dediquei a outras actvidades e as leituras foram ficando para trás, um livro na mesa de cabeceira está sempre, porém, permanece sempre fechado, passa uma noite, passa outra e ele ali está abandonado, de vez em quando é mexido para limpar o pó ou para mudar um pouco a posição, mas permanece fechado.

Envergonhadamente, mostro aqui o livro que hoje mesmo vou abrir e começar a ler!

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A Vida de Éder em livro

 Éder conseguiu aquele golo que deu a vitória à Selecção Nacional. Com aquele golo Éder não só deu uma grande vitória a Portugal, como também deu uma enorme vitória a si mesmo. Com este livro que ainda não li, mas espero vir a ler, o jogador pretende ajudar muitos jovens a acreditar em si mesmos, ao mesmo tempo transmitir-lhes uma forte mensagem de confiança.

A ainda curta vida de Éder não tem sido fácil por isso, ele quer dizer ao mundo que só com muita força, coragem e muita persistência, se consegue alcançar os objectivos que fazem parte dos nossos sonhos. Éder é um exemplo vivo dessa persistência! "Vai correr tudo bem" as palavras que Éder pronunciou e que vai eternizar nesta mensagem ao mundo!

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Vestindo a capa de um livro...um livro que anda

Hoje vou vestir a capa de um livro, vou falar como se fosse um livro; um livro que ficara "esquecido" propositadamente para que outro leitor também pudesse usufruir do prazer da sua leitura.

 

O meu proprietário deixou-me aqui neste banco de jardim, terá se esquecido de mim? será que já não sou importante para ele uma vez que já me dissecou as palavras, já manuseou todas as minhas páginas, capas e contracapas, já devorou todas as minhas letras.... agora, foi-se embora e, eu aqui fiquei sozinho tal como uma coisa que já não tem qualquer préstimo.

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Estou triste com a atitude do meu proprietário, nunca pensei que me abandonasse, mais valia que não me tivesse retirado da prateleira naquele dia na livraria, me colocou sobre o balcão e pagou para me trazer, agora, abandonou-me, qual será o meu destino....estou muito triste!

 

Alguém se senta mesmo aqui ao meu lado, é uma senhora, veste um vestido às flores de muitas cores, é um vestido alegre e fresco, tem cabelos louros e olhos azuis, não sei precisar a sua idade. Olha para mim com ar intrigado, hesita, não sabe se me há-de pegar ou não, olha mais uma vez e, decididamente, pega-me. A sensação destas mãos a folheraem as minha páginas é agradável, sinto calor e conforto, sinto carinho, será que vou ter outro dono, ou será que vou voltar a ficar abandonado?

  

Não sei quanto tempo esta senhora, como novo leitor me dedicou, sei que foi muito tempo para uma primeira vez, sei que despertei o seu interesse, ela fecha-me e guarda-me dentro da sua mala porque, encontrou no meio das minhas páginas uma mensagem que dizia que me podia levar para casa... agora, estou feliz outra vez!

 

Caro Leitor se está a ler este livro - O livro que anda

Pegue, leia e deixe-o em um lugar público para outra pessoa ler.

 Abrace esta ideia e faça o mesmo com seus livros.

 Livro guardado é palavra amordaçada!”

 

Na praia meio selvagem...

Praia meio selvagem, com acesso dificil, sem assistência. Em tempo de verão, quando todas as outras praias estão cheias de pessoas, onde não cabe mais uma toalha, há quem escolha uma praia que não lhe oferece assistência, nem um acesso fácil, mas oferece-lhe tranquilidade, a tranquilidade que aprecia quando está na praia. Caminha sobre a areia, caminha sobre as rochas e perto da rocha estende a toalha, a rocha oferece-lhe a privacidade e serenidade que procura e assim, pega no livro que está dentro do seu saco e começa ler sem distrações!

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 Quando o céu se mostra de um tom azul um pouco mais claro que o azul do mar e se vislumbra a serra lá bem longe, a paisagem tem que ser maravilhosa!

 

Um livro caído na areia da praia

Poderia dizer que, durante um passeio numa  praia encontrei este livro deixado esquecido na areia, poderia dizer que ele foi deixado lá propositadamente para incentivar alguém a ler pela curiosidade do achado, também poderia dizer que quando a maré subisse, as ondas o poderiam destruir, qualquer uma destas hipoteses seria válida, mas não foi isto que aconteceu.

 

Pousei delicadamente este livro na areia depois de o ter acabado de ler e ter ficado a refletir sobre ele, a máquina fotográfica estava ali à mão e não resisti, registei o momento enquanto a leitura ainda estava quente misturada com o calor da areia.

 

Miguel Sousa Tavares relata aqui numa forma mais ou menos romanceada, uma viagem que fez ao deserto do Saara, uma viagem/aventura repleta de dificuldades, tempestades, perigos  e adrenalina, fez esta aventura de jip, na companhia de uma jovem também ela sedenta de aventura pelo deserto!

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 É um livro pequeno, com apenas 125 páginas, lê-se num ápice e é uma narrativa incrível, muito bom mesmo!

Símbolo perdido, a minha última leitura

 O Símbolo perdido de Dan Brown, foi a minha última leitura, é um livro com algum grau de suspensse. Esse suspense acontece quando o próprio filho de Peter Solomon, transformado e completamente tatuado, excepto uma pequena zona no alto da cabeça que ele deixou para o fim, para a altura do sacrifício, altura essa em que coloca o pai entre a espada e a parede. Mal`Akh identifica-se ao pai Peter Solomon, como sendo o seu filho, aquele que dez anos atrás, ele, o pai também o obrigou a fazer uma escolha difícil... Não digo mais nada.

É um livro muito ao estilo de Dan Brown, de suspense, drama e mistério.

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 Chamado por seu amigo Peter Solomon para dar uma palestra em Washington, Robert Langdon viaja até a capital americana, mas ao entrar no palco para iniciar a palestra descobre que tudo aquilo foi uma forma de atraí-lo até ali para iniciar uma busca por um antigo portal místico que tornaria possível a Apoteose. Robert vê-se então forçado a colaborar com Mal`akh, vilão que esquematiza todos os passos de Langdon para que este decifre e revele o segredo da Pirâmide Maçônica, para que assim Mal`akh tenha acesso ao poder prerrogado pela lenda dos Antigos Mistérios. No desenrolar da trama Robert recebe ajuda de Katherine Solomon, irmã de Peter que está sendo mantido refém pelo vilão da história. Katherine é uma pesquisadora de um novo ramo da ciência, a Noética. Juntos vão decifrando os segredos escondidos na Pirâmide e se aproximando cada vez mais do grande Símbolo Perdido, palavra que quando entendida daria ao homem um poder sobre-humano.

 

 

A história de um caracol que descobriu a importância da lentidão

Quando muita gente se passeia pela feira do livro, eu passeio-me pela biblioteca municipal. Deparei com " A história de um caracol que descobriu a importância da lentidão", estava nas sugestões do dia. Nunca tinha lido nada deste autor, nem conhecia o seu gênero, ao abri-lo e ter lido um pouco, soube logo que tinha que o trazer.

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Num ápice devorei esta fábula de Luis Sepúlveda. Parecendo um conto para crianças, é um conto que nos faz pensar o porquê de as coisas serem com são e não de outra forma. O caracol que ousou saber o porquê de ser tão lento e porquê que não tinha nome, é mandado embora do espaço que compartilha com os outros caracóis por estar a ser chato ao levantar tantas questões.

Na sua lenta, muito lenta caminhada em buscas das respostas, encontra uma tartaruga que o que lhe dá o nome de "Rebelde" e o ajuda a ver o que os "humanos" andam a fazer, que irá destruir o seu pequeno espaço dentro do prado e também o habitat de outros animais.

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Preocupado com isto, volta para trás e vai na sua lenta, muito lenta caminhada avisando todos os animais que encontra no caminho, até chegar ao "País do Dente-de-Leão", o seu país. Conta a sua aventura aos amigos, alguns recusam-se a acrediar nele, os mais novos acreditam e seguem-no. Muitos precalços encontram no caminho, mas acabam por encontrar outro País "do Dente-de-Leão".

É uma fábula maravilhosa que nos mostra a coragem, o amor e a entre-ajuda que existe entre todos os seres vivos.

É a primeira fábula que leio de Luis Sepúlveda, fiquei fascinada pela forma como é narrada a história e também pelas ilustrações espetaculares. Livrinho pequeno que se lê "enquanto o diabo esfrega um olho". e que também podemos ler para as crianças, um pouquinho em cada dia para as não cansar e também para as habituar a ler livros um pouquinho maiores.

 

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 Outros estão na mira para a próxima ida à biblioteca municipal.

 

 

 

 

O livro que leio

 

O livro que leio, prende-me a atenção, encontro-me dentro dele, naqueles lugares, vivendo aquelas situações, aqueles momentos, não percebo que os minutos, as horas não param só porque estou a ler um livro. Os olhos cansados, a boca seca avisam-me que é hora de fazer uma pausa. Sacudo os ombros, esfrego os olhos, estico as pernas e levanto-me. Vou buscar um copo de água, a água molha a minha boca, desliza pela minha garganta, refresca o interior do meu corpo.

 

A água que bebo é da torneira, dizem que a água da torneira tem um sabor esquisito, que sabe a desinfetante. Eu bebo água da torneira, houve um tempo em que bebia água engarrafada mas, cheguei à conclusão que não fazia sentido andar a carregar e a pagar garrafões de água, quando a torneira está ali sempre à mão. Cheguei também à conclusão que a água engarrafada é apenas e somente uma máquina de fazer dinheiro para alimentar indústrias e enriquecer uns tantos, porque um dia alguém se lembrou de dizer que a água da torneira tinha mau sabor.

 

Dou alguns passos pela casa, volto a esticar as pernas e a sacudir os ombros, o meu olhar estende-se para lá das vidraças da janela que dá para a varanda, ao longe está o mar, ali mais perto está uma estrada, nela, passam carros e os carros levam pessoas. A praia não está longe, o mar parece estar calmo e o sol é quente (hoje tem sol, amanhã vai estar chuva) dizem eles na metereologia. Hoje está sol, as pessoas passam nos carros, talvez vão até à praia, talvez vão buscar as crianças à escola....

 

Volto ao meu livro, devoro palavras atrás de palavras, palavras que fazem sentido no contexto em que estão inseridas. Às vezes, tenho que voltar atrás na leitura para perceber o que está escrito à frente, outras vezes estou a ler e o pensamento fugiu para outra dimensão qualquer, nessas vezes, também tenho que voltar atrás para reler aquilo que li sem ler.

 

Quando isso acontece, é o subconsciente que me está a avisar que é hora de fazer uma pausa e beber mais um copo de água.

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