Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Abrigo das letras

Abrigo das letras

Desafio Caixa de lápis de cor#9# Elétrico 28

Semana após semana, eis que chegamos ao número 9 do desafio "caixa lápis de cor". proposto pela Fátima Bento, hoje com a cor Amarelo.

As manas decidiram que iriam passear para Lisboa, a mana mais velha conduzia e tinha carro, a mana mais nova não conduzia nem tinha carro. Mas iriam para Lisboa no carro da mana mais velha. Assim, naquela terça feira de Junho, quando os dias já eram grandes, o céu era azul e o sol aquecia, deixaram a caminha cedo e rumaram à capital. Deixaram o carro num parque e foram para o Martim Moniz, compraram bilhetes para o transporte que as levaria no passeio naquele dia.

A cidade já fervilhava de turismo naquela área da cidade. Entraram no eléctrico tal e qual, turistas no seu país, mas dada a versatilidade de línguas que se falavam, nem diriam que estavam em Portugal. A mana mais velha nunca tinha feito aquele percurso e ansiava por aproveitar ao máximo captar Lisboa no olhar.

Pelos carris o eléctrico 28 deslizava lentamente, parando em todas as paragens para deixar e apanhar passageiros. As manas através das janelas viam desfilar os prédios cobertos de azulejos, espreitavam as subidas íngremes, ficavam impressionadas com o trajecto serpenteante entre colinas, miradouros e praças de cortar a respiração que iam surgindo à sua frente.

O Objectivo era fazer o percurso completo, desde o Martim Moniz até aos Prazeres. Quando Chegaram aos Prazeres apearam-se  e decidiram que fariam parte do percurso de retorno a pé pela zona histórica. Assim, a palmilhar visitaram a Basílica da Estrela, passearam pelo seu Jardim , estiveram na Assembleia da República, admiraram a Sé de Lisboa, o Panteão, o Jardim da Graça, no miradouro de Santa Luzia apreciaram a fabulosa vista sobre o Tejo,  almoçaram calmamente na esplanada de um típico restaurante lisboeta, visitaram o castelo de S. Jorge, apreciaram as ruas estreitas e típicas de Alfama e acabaram  no Rossio.

No final deste maravilhoso passeio por uma Lisboa linda, tipicamente portuguesa, regressaram a casa. A mana mais velha deixou a mana mais nova na casa dela e dirigiu-se para a sua. Ao abrir a porta da cozinha o cenário que se deparou era um chão decorado com comida de pássaro, embelezado com com uma gaiola caída e um canário assustado lá dentro; um canário que não era amarelo mas que, a mana mais velha o pintava com  essa cor todas as vezes que olhava para ele.

O agressor devia de andar algures por aí, e qual seria ele, eram por aí uns seis que passeavam no quintal todos os dias. Vasculhou a casa à procura, debaixo das camas, atrás das cortinas, atrás dos armários... onde andaria ele? A despensa... deve estar aí... e estava mesmo ali encolhidinho o felino preto e branco que, deve ter entrado em casa sem que a mana desse por isso numa altura em que a porta estava aberta!

Gatos e pássaros não combinam!

lisboa.jpg

(Imagem tirada da net)

Neste desafio participo eu,Fátima Bento Concha, A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa,  a Ana D., a Célia, a Charneca Em Flor,  a Gorduchita, a Miss Lollipop, a Ana Mestre a Ana de Deus, a Cristina Aveiro, e a bii yue

"Todas as quartas feiras e durante 12 semanas publicaremos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio. Acompanha-nos nos blogues de cada uma, ou através da tag "Desafio Caixa de lápis de Cor".

Ponte Salazar

"Às dez e meia em ponto ouve-se o hino nacional “enquanto no forte de Almada uma bateria dá os 21 tiros da ordenança em salvas compassadas. Lá longe, sobre o rio, sobe um foguete que estoira e deixa um rasto de fumo. E mais foguetes e morteiros rebentam nas alturas, anunciando o começo da cerimónia” de inauguração da Ponte Salazar, lia-se na edição de 7 de agosto de 1966 do DN.

 

O dia será vivido em clima de festa em Lisboa e Almada. Assim se descreve o ambiente na Margem Sul: “Cedo as ruas das terras da Outra Banda começaram a cruzar-se de gente com ar domingueiro e feliz.” A “maioria tomava o rumo dos pontos altos (…). Era uma autêntica romaria. (…). E todos se encaminhavam a pé ou (…) em camionetas para os cimos de Almada, donde se avistam os lugares da festa”.

 

 

Em Lisboa, à noite, toda a cidade saiu para as ruas para ver um “grandioso espetáculo” de fogo-de-artifício.

 

Os elétricos passavam apinhados, com gente dependurada, em equilíbrio precário, arris- cando a integridade física na ânsia de alcançar um ponto estratégico que lhe permitisse ver o show de luzes e cores fabricado pelos pirotécnicos nortenhos”. Por sua vez, a “ponte, profusamente iluminada, oferecia um deslumbrante espetáculo que valia a pena contemplar”.

 

Após o 25 de Abril de 1974, é rebatizada com a designação da data da queda do regime fundado por Salazar. e passa a designar-se "Ponte 25 de Abril"

6-de-agosto-1966∏Infraestruturas-de-Portugal_Cel

 Ponte Salazar