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Abrigo das letras

Abrigo das letras

A força dos Afectos

A força dos Afectos, um livro apaixonante, um relato vivido e contado com tanta naturalidade como natural são as coisas. 

Torey, uma professora do ensino especial que com técnicas delicadas e humildes, ao mesmo tempo doces consegue quase o impossivel nas crianças que estão a seu cargo. Porém, o maior desafio de Torey é sem dúvida a mãe de uma das crianças que, sendo uma mãe muito problemática se torna quase uma aluna no entanto, uma assistente de uma capacidade incrível. As duas juntas, Torey e Lady chegam ao fim do periodo escolar com um trabalho fantástico com as crianças!

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 Um livro que acabei de ler e recomendo, é fascinante, não só pela forma como está escrito mas especialmente pelo tema que aborda. RECOMENDO vivamente!

 

 

 

Comece o dia feliz

Uma oferta de aniversário, este livrinho pequenino que contêm grandes mensagens. O objetivo é, em todas as manhãs abrir o livro ao acaso e ler a mensagem que aparecer, refletir sobre ela e adaptá-la ao seu dia.  

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 Hoje abri nesta página e deparei com a seguinte mensagem:

 

"Não há ninguém mais frágil do que aquele que se anastesia com os elogios que recebe. A pessoa inteligente não faz caso dos elogios baratos, prefere uma critica honesta que tenha a intenção de lhe trazer perfeição. Será sempre imbecil aquele que engorda com lisonjas à sua inteligência, ao seu saber, à sua riqueza ou à sua beleza. Nem desconfia de que os mesmos que o lisonjeiam são os que zombam da sua mediocridade e da sua estultícia. Prefira a critica honesta ao falso louvor!"

 

Quantas vezes já me aconteceu receber elogios sobre a minha pessoa, ou sobre algo que tenha feito, e na minha opinião saber que não são merecedores, ainda assim, esses elogios têm um efeito benéfico, porque elevam sempre a auto-estima de uma pessoa. O segredo está em não se envaidecer com esses mesmos elogios e usá-los para ser merecedora deles e se tornar cada vez mais uma pessoa melhor no seu interior e também naquilo que faz. Um trabalho bem realizado é merecedor de recompensa, e um elogio verdadeiro é um bom reconhecimento! 

 

No Coração do Império

Um livro que se lê de uma assentada, uma escrita fácil e deliciosa. Uma história que se desenrola durante o reinado de D. Afonso III e D. Catarina de Áustria. Um amor ardente entre um nobre e uma escrava preta que durou toda uma vida; uma teia de mexericos e ambição de ascenção na corte entre as damas da rainha D. Catarina....

O terramoto que destruiu Lisboa no século XVI, no ano 1531 é aqui retratado e relembrado, uma vez que o terramoto de 1755, passados cerca de 200 anos abafou este remetendo-o ao esquecimento. Posso dizer que não me lembro de alguma vez ter ouvido falar deste e, se por acaso alguma vez ouvi, terei sempre associado ao de 1755.

 

Recomenda-se!

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Sob um Céu de Mármore Branco

Este é o título do último livro que li, um título muito criativo que que nos remete para um mundo imaginário....

"Sob um Céu de Mármore Branco" é uma leitura que envolve tanto o leitor que ele se esquece da época em que vive e entra num outro tempo e noutro espaço, se esquece das horas, vai lendo sem dar por isso e quando chega ao fim sente um vazio porque acabou. Este é um daqueles livros que não se quer que acabe....

Um relato empolgante de amor, ódio, guerras, intrigas, inspirado no Mausoléu "Taj Mahal" na India e na sua construção.

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O melhor de 2017

A equipa sapo lança o desafio " o melhor de 2017", já falamos sobre a melhor paisagem, agora é a vez do melhor livro, envergonhadamente digo que 2017 não foi de todo para mim um ano de leituras. Sendo eu uma pessoa que gosta tanto de ler, o certo é que este ano me dediquei a outras actvidades e as leituras foram ficando para trás, um livro na mesa de cabeceira está sempre, porém, permanece sempre fechado, passa uma noite, passa outra e ele ali está abandonado, de vez em quando é mexido para limpar o pó ou para mudar um pouco a posição, mas permanece fechado.

Envergonhadamente, mostro aqui o livro que hoje mesmo vou abrir e começar a ler!

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A mulher do capitão

Um romance lindo, escrito numa linguagem simples que cativa o leitor do princípio ao fim. Desenrola-se na época da guerra no ultramar em que uma jovem tendo ficado orfã muito cedo vê no casamento uma forma de orientar a sua vida, mesmo sem amar o homem com quem casou. Encontra depois o seu verdadeiro e único amor, um homem a quem ama até aos limites e de quem tem uma filha..... O destino se encarregaria de lhe apaziguar o sofrimento que a vida e outros lhe causaram..... Já adulta se inscreveu numa universidade e se tornou médica como era o seu sonho.... nada mais digo! 

Este é o segundo romanace que leio deste autor e, tal como o primeiro me empolgou do princpio ao fim, embora tenha feito uma paragem a meio deste e retomado agora a última metade que li de um fôlego.

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Primeiro dia de escola

"No velho casarão do convento é que era a aula. Aula de primeiras letras. A porta lá estava, amarela, com fortes pinceladas vermelhas, ao cimo da grande escadaria de pedra, tão suave que era um regalo subi-la. Obra de frades, os senhores calculam... Já tinha principiado a aula quando a Helena entrou comigo pela mão. Fez-se um silêncio nas bancadas, onde os rapazes mastigavam as suas lições e a sua tabuada, num ritmo cadenciado e monótono, cantarolando. E ouviu-se então a voz da Helena dizer para o senhor professor, um de óculos e cara rapada, falripas brancas por baixo do lenço vermelho, atado em nó sobre a testa:

– Muito bons-dias. Lá de casa mandam dizer que aqui está a encomendinha.

 Oh! Oh! A encomendinha era eu, que ia pela primeira vez à escola. Ali estava a encomendinha!

 – Está bem, que fica entregue. E lá em casa como vão?

E enquanto o velho professor me tomava sobre os joelhos, a Helena enfiava-me no braço o cordão da saquinha vermelha, com borlas, onde ia metido nem eu sabia o quê. Meu pai é que lá sabia... E ali estava eu entre os joelhos do senhor professor, com o boné numa das mãos e a saquinha vermelha na outra, muito comprometido. A Helena, que sorria contrafeita, baixou-se para me dar um beijo, e disse-me adeus..."

(Do livro os” Meus Amores” de Trindade Coelho).

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Biblioteca itinerante

Hoje é dia de vir a biblioteca itenerante (ambulante) à aldeia, apresso-me a ir recolher os livros que li nestes quinze dias desde a última vez que a carrinha veio. Tenho cerca doze ou treze ou anos, a minha sede de ler é imensa, os meus pais não nos compram livros e pouco acesso temos a eles, às vezes lá aparece um ou outro em casa mas não são para a minha idade e não são leituras que aprecie. O meu irmão mais velho consegue alguns livros não sei onde. A carrinha chegou, é um momento alto do dia, da semana, juntam-se muitas pessoas para escolher os seus livros, não podem entrar todos ao mesmo tempo na carrinha, temos que aguardar vez. É a minha vez de entrar, que bom é escolher o que quero ler, escolho dois livros de aventuras, leio quase tudo o que Enid Blyton escreve, sou fã incondicional desta escritora. 

Há saída comentamos uns com os outros as nossas escolhas e os livros que lemos na quinzena anterior, é um momento de convívio de felicidade.

 

A Fundação Calouste Gulbenkian teve para mim um papel muito importante no que toca a satisfazer a minha ânsia de leitura ao  ter criado as bibliotecas itinerantes que de outra forma não teria acesso a livros tão bons que todas as gerações lêem! 

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 A Fundação Calouste Gulbenkian estabeleceu parcerias com as autarquias, através das quais estas últimas cediam instalações para depósito dos livros e pontualmente contribuíam no pagamento de despesas, ao passo que a Fundação arcava com o grande ónus das expensas (fornecer o acervo de obras, o biblio-carro, pagar os honorário do pessoal, o combustível, despesas de manutenção e conservação, etc). A Gulbenkian substituia-se assim ao Estado ao criar uma rede de bibliotecas, até porque o Estado não estava muito interessado na formação de cidadãos plenamente esclarecidos e informados.

Há livros a circular pelas ruas de Lisboa

Uma iniciativa que aplaudo com as duas mãos. A Junta de Freguesia de Arroios em Lisboa em conjunto com a Biblioteca S. Lázaro da mesma freguesia uniram-se numa iniciativa de distribuição de livros pelas ruas com o intuito de fomentar o gosto pela leitura. Os livros são um mundo a descobrir.

 

Nós, os particulares também podemos aderir a esta iniciativa nas cidades, vilas ou aldeias onde vivemos com livros que temos a mais em casa e que por vezes já se sobrepôem uns sobre os outros.

 

Há algum tempo já publiquei um post sobre este tema que podem ver aqui  e já deixei alguns livros em bancos de jardim, nunca cheguei a ver se alguém os levou porque não fiquei para ver. Tenho a certeza que sim que alguém os terá levado, deixei uma mensagem no meio das suas páginas. 

 

Há leituras que gosto tanto que passado alguns anos volto a lê-los porque já me esqueci de parte do seu conteúdo, ficou a memória de ter gostado muito e isso leva-me a querer ler de novo. Com eles conheço lugares, países, culturas, épocas, uma infinidade de conhecimentos que quem não lê não adquir a menos que viaje muito!

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