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Abrigo das letras

Abrigo das letras

O verdadeiro sentido da Páscoa

Quando faço uma pesquisa de imagens sobre a Páscoa, aparece-me de imediato uma quantidade de imagens com coelhinhos e ovinhos coloridos, eu própria comprei coelhinhos e ovinhos de chocolate embrulhados em embalagens coloridas. Tudo bem, a Páscoa é um periodo de alegria porque se celebra a ressurreição de Jesus mas, não é só isso, o periodo que antecede o dia de Páscoa, a Quaresma é um tempo de reflexão e preparação para esse mesmo dia. As cerimónias que decorrem nas capelas e igrejas nestes dias da Semana Santa são momentos de muito louvor e recolhimento, são momentos dedicados à reflexão sobre o sofrimento de Jesus. Não deixemos passar em branco estas cerimónias, não deixemos passar em branco a reflexão para que possamos viver uma páscoa feliz junto das nossas famílias e amigos com uma mesa posta de comida saborosa, ovinhos e coelhinhos coloridos e sentir o verdadeiro sentido da Páscoa!

Santa e feliz Páscoa

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Mensagem de Natal

Ano após ano tudo se repete, as luzes, os concertos, as mensagens, os jantares e almoços, as festas, a correria e azáfama das compras e a procura dos presentes que quase nos põe a cabeça à roda, porque já não sabemos o que oferecer, e não queremos repetir o que demos o ano passado e o ano anterior, depois, coloca-se sempre a questão "mas o que vou oferecer?" eles têm tudo.... depois queremos ser originias nos presentes mas não conseguimos encontrar aquela prenda ideal que sabemos que eles ainda não têm e que vão gostar. Todos os anos é isto. Será isto o Natal? Evidentemente que não, o seu verdadeiro sentido, o que Jesus quis transmitir ao mundo não foi isto, a verdadeira mensagem que Jesus nos deixou não é fácil, ela está tão e somente dentro do coração das pessoas. Sê verdadeiramente amigo do teu amigo e dos outros também, levanta quem cai ao chão sem nada esperares em troca, dá agasalho e comida aos que nada têm e fá-lo com amor e carinho, transmite afetos por onde passares, espalha alegria à tua volta e faz esta quadra ser resplandecente dentro do coração de cada um. Podes crer, os presentes dão satisfação no momento, mas os afetos permanecem e não se esquecem e são eles que nos enriquecem como pessoas! FELIZ NATAL

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Sexta feira Santa

Sexta feira Santa!

"Jesus agonizou na cruz por aproximadamente seis horas. Durante as últimas três, do meio-dia às três da tarde, uma escuridão cobriu "toda a terra" .

Quando Jesus morreu, houve um terremoto, túmulos se abriram e a cortina do Templo rasgou-se cima até embaixo. José de Arimateia, um membro do Sinédrio e seguidor de Jesus em segredo, foi até Pilatos e pediu o corpo de Jesus para que fosse sepultado. Outro seguidor de Jesus em segredo e também membro do Sinédrio Nicodemos, foi com José de Arimateia para ajudar a retirar o corpo da cruz. Porém, Pilatos pediu que o centurião  que estava de guarda confirmasse que Jesus estava morto e um soldado furou o flanco de Jesus com uma lança, o que provocou um fluxo de sangue e água do ferimento."

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A árvore de natal

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Hoje foi dia de montar a árvore de natal lá em casa, não uma árvore grande onde as crianças não chegam para ajudar a montar mas sim, uma pequenina, onde as crianças chegam até ao cimo para colocar a estrela. Foi o trabalho de casa das gêmeas, a avó colocou as luzes em primeiro lugar, elas colocaram fitas, laços e bolas; a avó montou a cabana com pedaços de madeira para o presépio, elas desembrulharam as figuras uma a uma e, vendo que faltava uma peça, uma das gêmeas pergunta: avó, onde está o menino Jesus?  a avó guardava durante todo o ano a figura do menino noutro local, estava sempre à vista, tinha um carinho especial por aquela figura de menino em posição de deitado num berço, foi buscá-lo e colocou-o nas palhinhas dentro da cabana, as meninas colocaram as restantes figuras, o presépio era composto apenas pelas figuras principais. Árvore e presépio ficaram prontos, a avó ligou as luzes, acendeu umas velas pela casa, colocou uma coroa de natal na porta de entrada, assim, deu à casa aquele espírito natalício que já se vive fora de portas. 

 

A avó recua no tempo e revive a época em que ia ao pinhal, levava um serrote, procurava um pinheiro com o tamanho e a forma que mais se adequasse ao seu gosto, era sempre um pequeno pinheiro, cortava-o  e trazia-o para a árvore de natal, metia as mãos por debaixo das camadas de musgo, procurava o mais macio e verde, rasgava-o em bocados grandes que trazia para casa numa caixa de madeira, trazia também umas heras, areia e algumas pedras. Montava então um grande presépio, com as pedras cobertas de musgo dava-lhe relevo em alguns locais para formar os montes e vales, com a areia que levou, desenhava os caminhos por onde passavam os pastores na sua ida  para visitar Jesus. As heras ajudavam a decorar e dar uma idéia mais real ao cenário. Colocava então as figuras, eram muitas, havia as figuras principais e também mais uma catrefa delas: pastores, muitas ovelhas, cães, o anjo em cima da cabana, lavadeiras, padeiros, os três reis magos, mendigos etc.

 

Com a chegada dos pinheiros artificiais esta prática deixou de existir, evitou-se assim o corte de tantos pinheiros em crescimento nesta quadra, também não se montavam tantas árvores de natal, montavam-se mais os presépios com musgo real.

 

Bom Natal!

 

 

 

Uma história de Natal contada às crianças

Avó conta-me a história do natal, diz a menina sempre curiosa de saber tudo, uma cabecinha sedenta de aprender, de saber o porquê das coisas, dos acontecimentos.

A avó começa então a contar - era uma vez - assim começam todas as histórias - uma senhora  que se chamava Maria, estava grávida, ia ter um bebé, e o seu marido José era carpinteiro, tiveram que viajar para outra terra para comparecer a uma reunião importante, a viajem demorava muitos dias porque a terra para onde eles iam ficava muito longe, eles viajavam muito devagar, de burro (não havia automóveis, nem aviões como há hoje). Quando estavam em viajem, o bebé que Maria trazia na barriga, nasceu, não havia nenhum hospital e os hotéis estavam todos cheios, não havia lugar para onde eles pudessem ir, só encontraram uma cabana feita de madeira com musgo à volta, lá dentro estavam uma vaca, um boi e algumas cabras, era o único sitio abrigado que eles encontraram, o bebé teve que nascer ali mesmo no meio da palha que os animais comiam - avó, e os animais não fizeram mal ao bebé tão pequenino? - Não, não só não fizeram mal, como também o aqueceram com o calor dos seus corpos, os animais eram muito mansos, responde a avó à coriusidade sempre crescente e aguçada da menina. Ao menino foi dado o nome de Jesus. Depois, vieram pastores de muito longe visitar Jesus. Um anjo vestido de branco apareceu aos pastores e lhes anunciou que tinha nascido em Belém, numa manjedoura, um menino que eles deviam ir adorar, pois este menino tinha nascido para salvar todas as pessoas. Uma estrela muito brilhante surgiu então no céu e os pastores perceberam que era aquela estrela que os iria guiar até Jesus, seguiram sempre essa luz até encontrarem a cabana onde Jesus estava com os seus pais. Os pastores levaram prendas para oferecer a Jesus.

 

A avó continua a falar da história - sabes, quando tu fazes anos, recebes prendas e tens uma festa, convidas os teus amigos, assim é como o natal que é a festa de anos de Jesus e todas as pessoas são convidadas, porque Jesus é amigo de todas as pessoas. As familias reunem-se na casa umas das outras e fazem uma festa para comemorar o aniversário de Jesus e também trocam prendas! 

 

Avó, que historia tão bonita, achas que eu tanbém poderia dar uma prenda a Jesus?

 

Sim, responde a avó - sempre que tu dás alguma coisa para ajudar os outros, já estás a dar uma prenda a Jesus. Ele fica muito feliz quando os meninos e meninas são bons uns para os outros.

 

Que bom avó, não me vou esquecer nunca desta história!

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