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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Um dia para a história de Portugal

Parabéns Salvador Sobral. Pela primeira vez Portugal conseguiu ser o vencedor do Festival da Eurovisão.

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 Confesso que para mim foi uma verdadeira surpresa, de tão habituada estar a que as nossas músicas ficarem tão mal classificadas nos festivais.

Ontem, dia 13 de Maio foi um dia memorável para a nossa história: 

O Papa Francisco em Portugal;

O Benfica obteve o título de Tetracampião pela primeira vez;

Salvador Sobral torna-se o primeiro vencedor português do festival da eurovisão

Ontem Fez-se história!

Só me resta estar orgulhosa do nosso país e dos portugueses!

 

1 de Dezembro de 1640

O que o nosso país é hoje é consequência de uma história susseciva com muitos séculos de existência. Ler e reler algumas passagens dessa mesma história é um prazer para os amantes da história portuguesa. Por vezes esquecemo-nos que não se viveu sempre assim, existem enúmeros marcos históricos por todo o país que a todo o momento nos faz saber um pouco como se viveu em outras épocas. Numa breve pesquisa encontrei este pequeno texto escrito em linguagem simples que elucida um pouco o dia que se comemora hoje. 

"A morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, sem deixar descendência e outras motivos de natureza vária que não cabem neste pequeno resumo, concorreram para a perda da Independência de Portugal. Sem um sucessor directo, a coroa passou para Filipe II de Espanha. Este, aquando da tomada de posse, nas cortes de Leiria, em 1580, prometeu zelar pelos interesses do País, respeitando as leis, os usos e os costumes nacionais. Com o passar do tempo, essas promessas foram sendo desrespeitadas, os cidadãos nacionais foram perdendo privilégios e passaram a uma situação de subalternidade em relação a Espanha. Esta situação leva a que se organize um movimento conspirador para a recuperação da independência, onde estão presentes elementos do clero e da nobreza. A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vem à janela proclamar D. João, Duque de Bragança, rei de Portugal. Termina, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. A revolução de Lisboa foi recebida com júbilo em todo o País. Restava, agora, defender as fronteiras de Portugal de uma provável retaliação espanhola. Para o efeito, foram mandados alistar todos os homens dos 16 aos 60 anos e fundidas novas peças de artilharia." Este pequeno texto pode ser lido na integra Aqui

 

 

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 Coroação de D. João V

(imagem tirada da net)

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

O dia do desenho

Hoje é o dia do desenho e também a data em que se comemora o aniversário de nascimento de Leonardo da Vince.

 

"A data foi escolhida em homenagem ao grande gênio italiano Leonardo da Vinci, que nasceu no dia 15 de abril de 1452. Leonardo da Vinci foi um dos maiores artistas renascentistas e atuava em vários segmentos da arte, principalmente o desenho, que era usado com frequência nos seus estudos, das mais variadas formas - tanto quanto para ilustrar e explicar seus inventos. Ao longo da história, o desenho evoluiu no mesmo ritmo que a própria humanidade, mas jamais perdeu a sua essência como forma de expressão, arte e comunicação"

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 (Imagem tirada da net) Desenhos de Leonardo da Vince

 

Chocolate

Chocolate é o nome de um filme que relata a história de uma mulher e sua filha que alugam uma casa numa pequena cidade no interior de França, local onde Vianne decide instalar a sua loja de chocolates. Sendo mãe solteira (situação mal vista para o povo daquela cidade),  desenvolve um enorme vendaval entre os moradores que, habituados à sua forma de viver abedecendo em tudo ao conde, se vêm confrontados com alguém que, acabada de chegar à cidade, transgride todas as regras, sendo alvo de grande falatório e desconfiança por parte do conde. A sua chegada à cidade dá-se num domingo, no momento em que se celebra a missa, e na qual participam todos os moradores, sob forte vigilância do Conde de Reynaud...

 

Esta é uma história que se vai desenrolando num clima tranquilo e no final transmite uma grande liçaõ!

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O carneirinho branco

Mamã conta-me uma história, é assim todas as noites, a menina pede, a mãe conta.

Aconchegada no calor da sua cama e embalada pelas palavras da historia que a mãe vai contando, a pequenina vai ouvindo e absorvendo como música a história até adormecer. Umas vezes a mãe lê a história de um livro, outras vezes a mãe inventa.

 

Era uma vez um carneirinho muito branco, pequenino, com o pêlo de lâ ainda curto mas muito fofinho, pastava ao lado da mamã ovelha, uma ovelha grande de pêlo amarelado e emaranhado. O dia estava frio, mas eles não tinham frio, os rolinhos de lã que os cobriam eram muito quentinhos. O carneirinho sentia-se protegido, a sua mãe oferecia-lhe muita segurança. Um dia apareceram outros carneirinhos para pastarem no mesmo sitio, o carneirinho branco distraiu-se a brincar com eles e afastou-se sem dar por isso, quando reparou, não viu a sua mãe, assustou-se e começou a chamar por ela - mãe!

 

A mãe não o ouviu, e ele começou a correr por aquele verde e imenso prado, à procura. Por sua vez, a mãe quando deu por falta do filho, também ela ficou apavorada à procura. Chegou a noite e não se  encontraram, o carneirinho apesar de ser pequenino, era forte e destemido, encontrou uma pequena gruta e entrou nela para se abrigar do frio e ali ficou a pensar e a chamar baixinho a sua mãe. Não tinha medo, no dia a seguir iria procurar de novo a mãe e sabia que ela também estava triste e que também o iria procurar, de certeza que se haviam de encontrar.

 

Durante a noite outros animais também se quiseram proteger do frio e também procuraram aquela gruta, primeiro chegou o esquilo que ficou muito admirado por ver ali, no que ele dizia ser sua e dos seus amigos, aquela gruta, ficou portanto surpreendido por encontrar ali um carneirinho.

- Como encontraste a minha gruta? perguntou.

- Perdi-me da minha mãe e não sei o caminho de casa, posso ficar aqui contigo esta noite?

- Sim, respondeu o esquilo, mas sabes, estão a chegar os meus amigos que também ficam aqui.

O carneirinho olhou para o esquilo durante alguns segundos e percebeu que o esquilo era meigo e compreensivo, por isso disse:

- Não faz mal, eu posso vos fazer companhia!

 

Entretanto começaram a chegar os amigos do esquilo, veio o coelho, o rato, e ainda um cabritinho. O esquilo foi apresentando o carneirinho a todos os seus amigos. O cabritinho a todos cumprimentava com um sorriso e todos ficaram a gostar muito dele e a noite passou muito depressa. Assim chegou a manhã, todos se levantaram, todos tinham coisas para fazer. O cabritinho despediu-se de todos agradecendo a cada um em particular a hospitalidade deles e prometeu vir visitá-los de vez em quando. Agora tinha de ir procurar a mamã ovelha que devia estar aflita à sua procura.

 

Ainda não tinha andado muito quando avistou ao longe uma sombra que depressa distinguiu como sendo a mãe, correu para ela abraçou-a e contou-lhe a sua aventura da noite.

 

Meu filho, eu estava muito preocupada contigo, não sabia o que te tinha acontecido, mas agora que aqui estás a salvo, estou muito orgulhosa de ti pois soubeste agir com prudência!

 

O que é prudência mamã?

 

Prudência é observar com cuidado as coisas antes de tomar as decisões. Por exemplo, o carneirinho antes de decidir ficar na gruta com o esquilo e os seus amigos, obervou com atenção o esquilo para ver se podia confiar nele!

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Padeira de Aljubarrota

 

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 Seja homem ou mulher, uma pessoa não fica na história por ter um corpo perfeito e um rosto lindo. A bondade de Madre Teresa de Calcutá, a coragem de Joana d`Arc, a determinação de Nelson Mandela, a criatividade de Joana Vasconcelos, e também a malvadez e crueldade de Hitler etc..., Brites de Almeida, sendo o seu nome Beatriz como  a rainha Beatriz de Portugal e Castela, mas conhecida por "Padeira de Aljubarrota" ficou na história pela força e coragem que demonstrou ter ao longo da sua vida e como a soube pôr ao serviço do Reino de Portugal quando a invasão de Castela contra Portugal, mais própriamente na conhecida "batalha de Aljubarrota" onde está edificada uma estátua em sua homenagem. Brites de Almeida não era uma pessoa de feições bonitas nem tão pouco tinha um corpo perfeito, conta a lenda que ela nasceu com seis dedos em cada mão, deficiência que lhe causou ser apelidada pelo povo de criatura do demónio e bruxa.

 

  "Acabaria, entre uma lendária vida pouco virtuosa e confusa, por se fixar em Aljubarrota, onde se tornaria dona de uma padaria e tomaria um rumo mais honesto de vida, casando com um lavrador da zona. Encontrar-se-ia nesta vila quando se deu a batalha entre portugueses e castelhanos. Derrotados os castelhanos, sete deles fugiram do campo da batalha para se albergarem nas redondezas. Encontraram abrigo na casa de Brites, que estava vazia porque Brites teria saído para ajudar nas escaramuças que ocorriam.

Quando Brites voltou, tendo encontrado a porta fechada, logo desconfiou da presença de inimigos e entrou alvoroçada à procura de castelhanos. Teria encontrado os sete homens dentro do seu forno, escondidos. Intimando-os a sair e a renderem-se, e vendo que eles não respondiam pois fingiam dormir ou não entender, bateu-lhes com a sua pá, matando-os. Diz-se também que, depois do sucedido, Brites teria reunido um grupo de mulheres e constituído uma espécie de milícia que perseguia os inimigos, matando-os sem dó nem piedade."

 

 

 

Lenda de S. Martinho

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Verão de S.Martinho, bem quentinho, parece que estamos no principio de Setembro.

 

Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França quando aconteceu o famoso episódio do manto, que poderá ter ocorrido no ano de 337, próximo da capital da Picardia.

 

Reza a história que um dia, quando regressava no seu cavalo, atravessando montanhas altas e frias, um mendigo com roupas esfarrapadas tiritando de frio pediu-lhe esmola e, como nada tinha para oferecer e ajudar o infeliz, o cavaleiro cortou seu próprio manto vermelho com a espada, dando metade ao pedinte. Contam os relatos escritos que, durante a noite, o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião.

 

Conta ainda a lenda que Martinho normalmente andava bem agasalhado para a época e que o mau tempo, as nuvens e o frio que se faziam sentir, como por milagre desapareceram, dando lugar a um céu sem nuvens, com sol e uma temperatura quente. Por essa razão, normalmante por esta altura o tempo está bom e se diz que é verão de s. Martinho!