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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Dia da Libertação

Já lhe chamam o "dia da libertação" e porquê? apenas porque foram levantadas as restrições que impediam as pessoas de circularem sem máscaras e sem certificado digital em alguns locais. Mas o que significa isto "esta libertação"? De repente me senti livre para retomar as minhas rotinas que esbarraram com um monstro há dezoito meses atrás. Foi apenas momentâneo porque continuo a não me sentir livre desse "monstro" quando penso em viajar ou passear em grupo, ou quando penso em entrar numa sala de baile cheia de gente e dançar com que me apetecer, quando penso em abraçar e beijar as pessoas.

Não, para mim ainda não chegou essa hora, a hora de me sentir livre, de poder entrar em qualquer lugar sem a preocupação de ter a máscara no braço ou no bolso para usar sempre que necessário, ou a preocupação de desinfectar as mãos a cada momento, ou de poder abraçar e beijar as pessoas sem a sombra que paira sobre a cabeça.

Muitos dos nossos hábitos anteriores mudaram, habituamo-nos a novas rotinas, o uso da máscara vai nos acompanhar ainda por muito tempo, assim como a desinfecção das mãos, até porque adequar estes hábitos às nossas rotinas diárias vai ajudar a proteger-nos de outras doenças.

Posto isto, só me sentirei livre deste monstro quando me sentir à vontade em qualquer lugar sem a preocupação de usar máscara ou não, quando essa questão for apenas uma opção minha e não uma imposição do "monstro"!

Nessa altura terei a liberdade de uma gaivota!

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Orou, cantou e conviveu!

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e Vos amo, peço-Vos perdão pelos os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

Pela força profissional, pela força do lazer, pela força de problemas com a saúde e por outras razões, o certo é que  se vai perdendo hábitos que foram transmitidos pelas gerações anteriores. Hábitos que até nos faziam sentir bem connosco e com os outros. Hábitos que também já transmitiu.

 

A nãe já é idosa, mas nunca falha e diz "eu não te ensinei assim", pois não, desabituei-me foi o que foi, responde. A mãe diz - é falta de fé, e ela responde, não tem a ver com isso. Poderia arranjar uns tantos argumentos para se esquivar, mas não interessa, não precisa de se justificar à mãe. Precisa sim é de se justificar a ela mesma e sabe perfeitamente que não tem argumentos que justifiquem porque se não pode ir numa hora ou num dia, vai noutra hora ou noutro dia. É tudo uma questão de opção.

 

Quando vai, gosta de lá estar e arrepende-se por não ir mais. Gosta do ambiente, gosta dos cânticos, gosta das palavras do padre, gosta do ritual e sobretudo gosta de conversar com as pessoas à saída da missa. Ali tem sempre a oportunidade de conviver com as pessoas e até ir tomar um cafésinho, pôr conversas em dia, saber como vai fulano e cicrano.

 

Hoje ela foi, orou, cantou e conviveu, começou bem o dia! Bem haja.

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Maus hábitos

Sentada numa repartição de serviço público à espera de vez para ser atendida, ia ouvindo sem querer a conversa de duas amigas, onde uma dizia que não entrava cedo ao trabalho porque a colega com quem fazia equipa também não entrava e até dizia, que estava lá outra colega a iniciar o serviço. Sendo eu uma pessoa que apenas estou a ouvir a conversa ocasionalmente, tendo portanto uma opinião imparcial, acho que nem uma nem outra estão a ter um comportamento correto no trabalho. Quando queremos que as coisas corram bem e dentro da normalidade, temos que fazer alguma coisa por isso, e não é porque alguém tem um mau comportamento que os outros o vão imitar, a agir desta maneira tudo correrá mal e vão se atribuindo culpas a quem as não tem, porque sabemos que alguém ou alguma coisa, com razão ou não, será responsabilizado pelo mau funcionamento das coisas.