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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Desafio dos pássaros - Atualizem-me, por favor!

O sol já se põe no horizonte, a noite não tarda em cair e daqui a nada estão aí as notícias das oito; os números, sempre os números, chegam de todas as partes do mundo, o cenário sempre igual e aterrador; somos personagens dum filme de ficção (pessoalmente não aprecio filmes de ficção) e agora vejo me envolvida na rodagem do mais aterrador filme não imaginado. Um filme rodado fora de salas de estúdio, fora de cenários criados ou locais escolhidos. Um filme onde as personagens andam de máscaras, onde as mesmas personagens se obrigam a manter distanciamentos e a ocultar a manisfestaçao de afetos. 

Ando a ver muitos filmes e até já sonho com eles, já não distingo a ficção da realidade! Preciso com urgênia que algúem  "me atualize por favor"!

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Na gaiola e fora dela

Depois daquele dia acidentado em que o pássaro caiu da varanda abaixo com gaiola e tudo, partiu uma asa e passados poucos dias morreu, não tinha entrado mais nenhum para lhe ocupar o lugar. Ele era de um amarelo muito bonito e tinha um canto lindo.

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Agora, outro subiu ao trono, comprou-se uma gaiola nova, porque a outra ficou muito danificada e foi direitinha para o lixo mais o desgraçado, coitado. O novo rei da cozinha que afinal é uma rainha e não é canária, não tem bom canto mas faz para ali barulho com fartura, abana muito as asas e morde quando lhe dou comida e limpo os aposentos.Tem um bico tipo papagaio e já me mordeu uma orelha numa das vezes que a deixei esvoaçar à vontadinha pela cozinha. No momento parecia que tinha feito da minha orelha a sua refeição, aquilo doeu!

Porquê que o sono não chega quando queremos dormir

Houve umas noites que dormi mal ou melhor, quase não dormi. Saturada de estar na cama sem conseguir dormir, sempre a olhar para o relógio, a dar voltas e mais voltas na cama, comecei a contar carneirinhos, digo, não sei quantos rebanhos contei nem quantos carneirinhos tinha cada rebanho, não resultou. Comecei então a rezar pais nossos e ave marias, quase um terço, pensando que adormeceria assim, também não resultou, continuava tão desperta como no princípio. Cansada e enervada das voltas na cama e nas olhadelas para o relógio, por não conseguir dormir mais outra noite... comecei a desenhar este post na minha cabeça, com todos os pontos e vírgulas, parágrafos, traços e tudo o mais que é possível colocar num texto, tudo bem direitinho, tudo bem defenido e bem desenhado, assim pensava eu. Deve ter sido no meio deste desenho que talvez adormecesse, digo que talvez adormecesse porque me lembro das horas que o relógio marcava na úitima vez que olhei.

 

Depois, sem mais nem menos, senti um clik no meu corpo e olhei o relógio, tinham passado tavez, uma três horas, - boa - dormi um bocadinho, pensei e despertei.

 

E tudo voltou ao mesmo até manhã, até à hora que me levantei. Posto isto, dormi apenas umas escassas três horas e tive tantas horas na cama, que desperdício. Socorro, quero e preciso de dormir.

 

Resta apenas dizer que esta pessoa não era eu. A pessoa que assim relatava a sua noite, não estava lá muito bem. Eu apenas vi aqui um tema que podia servir de de mot para o meu post mesmo relatado na primeira pessoa. Eu durmo que nem uma pedra, o que é uma benção. Tenho no entanto muito respeito por quem não consegue dormir. Tudo é mais fácil  e mais leve quando o cérebro descansa em sintonia com o corpo!

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Aquele dia de Abril

Percorro a rua central daquele espaço cercado por um muro alto pintado de branco, dentro desse espaço existem muitos espaços pequenos de fora retangular cobertos por uma pedra de mármore branca, e em alguns casos de pedra preta de granito. Em qualquer dos casos estes espaços têm à cabeceira outra pedra com formatos diferentes. Páro num espaço que tem à cabeceira uma pedra recortada em forma de coração. Olho demoradamente a foto já amarelada pelo o tempo que está embutida no coração. Fecho os olhos e revejo uma vida.

 

A pequena brisa que sopra nos meus cabelos, são as mãos que carinhosamente os afagaram,

 

o sol que me aquece o corpo nesta manhã fria de Abril, é o corpo que me aqueceu nas noites frias de Inverno,

 

o sopro do vento que uma rajada deitou, é a voz que cautelosamente me sacudiu para a vida e,

 

os pingos de chuva que começam a cair são as lágrimas que correram pela minha face naquele dia de Abril.

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Chocolate

Chocolate é o nome de um filme que relata a história de uma mulher e sua filha que alugam uma casa numa pequena cidade no interior de França, local onde Vianne decide instalar a sua loja de chocolates. Sendo mãe solteira (situação mal vista para o povo daquela cidade),  desenvolve um enorme vendaval entre os moradores que, habituados à sua forma de viver abedecendo em tudo ao conde, se vêm confrontados com alguém que, acabada de chegar à cidade, transgride todas as regras, sendo alvo de grande falatório e desconfiança por parte do conde. A sua chegada à cidade dá-se num domingo, no momento em que se celebra a missa, e na qual participam todos os moradores, sob forte vigilância do Conde de Reynaud...

 

Esta é uma história que se vai desenrolando num clima tranquilo e no final transmite uma grande liçaõ!

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