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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Areia embrulhada em espuma

Caminho sobre o rebentar das ondas, piso areia embrulhada em espuma, a frescura envolve os meus pés e os beija com doce ternura. As pegadas que atrás de mim deixo, são engolidas pela mesma areia embrulhada em espuma que piso deixando a areia lisa e intocada, nenhum rasto de mim fica com se de uma vida apagada se tratasse... o mar tem este poder... da mesma forma que apaga as tuas pegadas na areia, apaga a tua memória quando contemplas essa imensidão de água até perder de vista que é o oceano.

Estendo o olhar e avisto no pontão dois pescadores que estendem a linha e esperam... esperam... e... pronto.... um esticão.... algo puxou a linha, o pescador enrola rapidamente a linha e, sai saltitando da água um belo peixe... talvez um robalo... o pescador já tem um belo almoço.

Continuo pisando areia embrulhada em espuma e agora observo alguns surfistas que apenas brincam com as pranchas, vão de cá para lá e vice versa, o mar não dá para mais, está muito calmo, eles divertem-se  são felizes.

O sol está muito quente, alguns pequenos grupos de pessoas já aproveitam a praia e já se bronzeiam ao sol de Abril.

A cor do mar está magnifica de um azul quase verde com ligeiros tons de esmeralda, quase cristalino. O sol reflete-se e dá-lhe uma tonalidade prateada... A areia é fina e dourada, tão bela e sedutora... este é o mar que eu amo, é o mar da Ericeira!

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A tua terra é um sitio lindo

Tão habituada que estás a viver nesse lugar que te esqueces de explorar o que os de fora vêm de propósito para o fazer. O sítio onde vives é um local maravilhoso com praias e paisagens lindíssimas, um património histórico e cultural que deves explorar e visitar. Uma nova e impressionante vertente surgiu há alguns anos para dinamizar e revolucionar toda a forma de vida dos seus habitantes, uma terra de pescadores, gente simples, humilde e acolhedora; o surf, essa paixão que envolve novos e menos novos, tornou-se por si só numa ferramenta poderosa que fez com que uma vila outrora apagada no Inverno, se tornasse numa vila repleta de vida todos os dias do ano! Quando contemplas a praia e vês todos aqueles, miúdos e graúdos brincando e se divertido em cima das suas pranchas, horas e horas a fio desafiando as ondas, podes dizer que estás a assistir gratuitamente a um espectáculo digno de ser ver! Quando entras nos bares ou nos apoios de praia e te servem comidas deliciosas que não estás muito habituada a comer nos restaurantes tradicionais, dizes para ti própria, porque não vim aqui antes? isto já está aqui há tanto tempo!... Quando pela manhã resolves fazer uma boa caminhada pela marginal, e te apercebes do odor a maresia que te inunda as narinas, inspiras até ao fundo dos teus pulmões e levas as mãos ao Céu agradecendo ao Todo Poderoso por te dar um presente tão gratificante que torna o resto do teu dia muito mais interessante e produtivo, pois a tua estabilidade emocional se elevou consideravelmente. Quando ao final do dia te sentas na tua varanda e contemplas uma bola de fogo se afundadndo no oceano, aí, sim, ficas deslumbrada, e sem palavras! Tu que vives nessa zona linda, privilegiada pela natureza, com tantos encantos escondidos em cada canto, não te esqueças  de usufruir tanta coisa boa que ela te oferece gratuitamente, ou quase!

Estamos a falar desta terra maravilhosa que é a ERICEIRA!

 

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Caminhar nas margens do Rio Lizandro

Demos inicio à nossa caminhada no largo da capelinha da senhora do Ó, próximo da Carvoeira aí, atravessamos o rio pela ponte romana e entramos no caminho de terra batida tendo as hortas do nosso lado direito e o rio ao nosso lado esquerdo.

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"A data de edificação da igreja de Nossa Senhora do Ó, na freguesia da Carvoeira, permanece desconhecida, embora alguns elementos decorativos conservados no seu interior, como a pia de água benta, nos indiquem que era já utilizada para o culto no início do século XVI. Sabe-se que este templo, também designado como igreja de Nossa Senhora do Porto, foi elevado a matriz da freguesia em 1570. Próxima da ribeira de Cheleiros, a igreja está delimitada por adro murado, no qual foi colocado um cruzeiro, com painel de azulejos numa das faces da base."

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Caminhando sempre em piso plano aproveitando as sombras dos altos choupos que acompanham o rio em quase toda a sua extensão, contemplando a bonita paisagem que se se depara a cada instante, ora observando os patos que chapinham no rio, ora vendo os peixes numa outra parte do rio, ora metendo conversa com os agricultores que procedem aos seus trabalhos de cultivo e rega, observando e comentando as culturas mesmo ali à beirinha do caminho, vendo as espigas do trigo já a começar a ficarem douradas, tendo aqui e ali a dar cor, as papoilas e os malmequeres brancos e amarelos que crescem sem parar  e lhes dá uma linda beleza natural.

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Em determinados locais os choupos deixam cair a sua flor leve e fofa como o algodão, que esvoaça ao vento e dá uma ilusão de neve a cair tornando o chão branco e fofo como se pode observar na foto.20200521_111608.jpg

Após cerca de mais ou menos uma hora de caminhada  encontramos um cruzamento onde uma ribeira ao nosso lado esquerdo desagua no rio, se quisermos continuar a seguir o rio temos que a passar uma pequena ponte de madeira envolta na verdejante paisagem.

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Nós não passamos a ponte de madeira, continuamos a nossa caminhada ao longo do lado esquerdo da ribeira,  onde um pouco mais à frente a atravessamos para o outro lado por cima de umas bases que que estão colocadas  dentro da ribeira, precisamente para os caminhantes a atravessarem sem molhar os pés.

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Por entre vegetação muito densa e fresca continuamos,  e voltamos a atravessar a ribeira outra vez para o outro lado, ocorre-me dizer que a água da ribeira era límpida e pura, ainda chapinhei naquela água, entretanto o nosso destino estava próximo, mas antes de lá chegarmos deparou-se umas ligeiras subidas que se ultrapassaram sem dificuldade, sempre apreciando as belas paisagens, ouvindo o cantar  dos pássaros, o coaxar das rãs, sentindo a tranquilidade e a paz do local, nem por uma vez nos lembramos da "pandemia" que atinge o mundo. É no meio desta natureza que encontro uma paz de espírito tão reconfortante como a água fresca que se bebe quando se tem sede!

Após uma hora e quarenta e cinco minutos de caminhada atingimos o nosso objectivo, estávamos no adro da capelinha da Senhora do Arquitecto! É tradição haver aqui festa em honra de Nossa Senhora do Arquitecto uma vez por ano em Junho (este ano não vai haver).

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"Não se sabe a verdadeira origem da Capela da N.ª Senhora do Arquitecto mas, segundo a lenda, dever-se-á à promessa de um pescador que, ao ver-se livre do mar num dia de tempestade, a terá prometido a N.ª Senhora do Socorro".

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Durante o nosso percurso ainda pudemos observar uma parede bastante antiga quase escondida no meio da vegetação que dá a ideia de ter sido uma azenha, também bem pertinho da capelinha do Arquitecto vimos esta parede antiquíssima que deve ter sido uma habitação pois possui uma janela e uma porta.

Após uma pausa para comer alguma coisa e descansar um pouco, iniciamos a viagem de regresso. Um passeio lindo!

"O Lizandro, também conhecido por Rio de Cheleiros é um rio do distrito de LisboaPortugal, que desagua na praia foz do Lizandro junto à Carvoeira, perto da Ericeira no concelho de Mafra. Em diferentes alturas do ano a barra encontra-se fechada por uma língua de areia, sendo necessário a abertura por meios mecânicos. Nasce na freguesia de Venda do Pinheiro no concelho de Mafra e possui uma extensão de cerca de 30 km, tendo como principais afluente, na margem esquerda, a Ribeira da Cabrela".

 

 

 

 

 

 

 

Dias de verão, Ericeira

Da Ribeira D`Ilhas até à praia do Matadouro, Ericeira
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O “Guardião da Reserva Mundial de Surf da Ericeira” faz o apelo coletivo à preservação ambiental: todos – dentro e fora de água – somos guardiões deste património único que são ondas. A escultura está instalada no miradouro de Ribeira d’Ilhas, a mais mediática e cosmopolita das sete singulares ondas que constituem a primeira Reserva da Europa e a segunda do mundo". mais informação aqui

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"Ribeira d’Ilhas é a zona balnear mais a norte da freguesia da Ericeira, localizada a cerca de 3,5 km. Famosa por ser palco de múltiplas provas nacionais e internacionais de surf, esta praia constitui uma autêntica “sala de visitas” portuguesa da modalidade e as suas ondas são as mais mediáticas – e concorridas – da Reserva Mundial de Surf da Ericeira. Situada num vale onde desagua a ribeira que lhe dá o nome, a sua configuração geográfica é a de um anfiteatro natural, com as arribas altas funcionando como miradouro. Mais informação aqui

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Praia da Empa - Por ser uma praia quase em estado selvagem e que só é acessível na baixa-mar, é uma praia que dispõe de poucas infra-estruturas de apoio, sendo essencialmente frequentada por amantes dos desportos náuticos, como surfistas e bodyboarders, e praticantes de pesca desportiva, que utilizam as rochas para conseguirem bons locais para a pesca à linha, mais informação aqui

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"Praia do Matadouro, O seu areal é bastante extenso, tendo espaço suficiente mesmo nos dias de maior afluência. Está envolvida por uma bonita paisagem rochosa, ladeada por rochas tanto a norte como a sul. No centro do areal passa a Ribeira da Fonte, que desagua nesta zona, mais informação aqui

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 (Fotos de Maria Flor, textos retirados da net)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olhares contemplativos

Ergues-te alta e esbelta,

cortas o azul do infinito;

misturas os teus perfumes

com os odores da maresia.

Não te derrubam os ventos

nem se acanham os rebentos,

acariciam-te os raios de sol 

e a brisa da manhã;

Recebes os olhares dos turistas

e a contemplação dos apaixonados,

feliz a todos retribuis

com a tua subtil beleza

Neste miradouro és a rainha 

neste lugar tão amado

és realeza!

 

 

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 Ericeira

Foto e texto de Maria Flor