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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Caminhar nas margens do Rio Lizandro

Demos inicio à nossa caminhada no largo da capelinha da senhora do Ó, próximo da Carvoeira aí, atravessamos o rio pela ponte romana e entramos no caminho de terra batida tendo as hortas do nosso lado direito e o rio ao nosso lado esquerdo.

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"A data de edificação da igreja de Nossa Senhora do Ó, na freguesia da Carvoeira, permanece desconhecida, embora alguns elementos decorativos conservados no seu interior, como a pia de água benta, nos indiquem que era já utilizada para o culto no início do século XVI. Sabe-se que este templo, também designado como igreja de Nossa Senhora do Porto, foi elevado a matriz da freguesia em 1570. Próxima da ribeira de Cheleiros, a igreja está delimitada por adro murado, no qual foi colocado um cruzeiro, com painel de azulejos numa das faces da base."

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Caminhando sempre em piso plano aproveitando as sombras dos altos choupos que acompanham o rio em quase toda a sua extensão, contemplando a bonita paisagem que se se depara a cada instante, ora observando os patos que chapinham no rio, ora vendo os peixes numa outra parte do rio, ora metendo conversa com os agricultores que procedem aos seus trabalhos de cultivo e rega, observando e comentando as culturas mesmo ali à beirinha do caminho, vendo as espigas do trigo já a começar a ficarem douradas, tendo aqui e ali a dar cor, as papoilas e os malmequeres brancos e amarelos que crescem sem parar  e lhes dá uma linda beleza natural.

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Em determinados locais os choupos deixam cair a sua flor leve e fofa como o algodão, que esvoaça ao vento e dá uma ilusão de neve a cair tornando o chão branco e fofo como se pode observar na foto.20200521_111608.jpg

Após cerca de mais ou menos uma hora de caminhada  encontramos um cruzamento onde uma ribeira ao nosso lado esquerdo desagua no rio, se quisermos continuar a seguir o rio temos que a passar uma pequena ponte de madeira envolta na verdejante paisagem.

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Nós não passamos a ponte de madeira, continuamos a nossa caminhada ao longo do lado esquerdo da ribeira,  onde um pouco mais à frente a atravessamos para o outro lado por cima de umas bases que que estão colocadas  dentro da ribeira, precisamente para os caminhantes a atravessarem sem molhar os pés.

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Por entre vegetação muito densa e fresca continuamos,  e voltamos a atravessar a ribeira outra vez para o outro lado, ocorre-me dizer que a água da ribeira era límpida e pura, ainda chapinhei naquela água, entretanto o nosso destino estava próximo, mas antes de lá chegarmos deparou-se umas ligeiras subidas que se ultrapassaram sem dificuldade, sempre apreciando as belas paisagens, ouvindo o cantar  dos pássaros, o coaxar das rãs, sentindo a tranquilidade e a paz do local, nem por uma vez nos lembramos da "pandemia" que atinge o mundo. É no meio desta natureza que encontro uma paz de espírito tão reconfortante como a água fresca que se bebe quando se tem sede!

Após uma hora e quarenta e cinco minutos de caminhada atingimos o nosso objectivo, estávamos no adro da capelinha da Senhora do Arquitecto! É tradição haver aqui festa em honra de Nossa Senhora do Arquitecto uma vez por ano em Junho (este ano não vai haver).

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"Não se sabe a verdadeira origem da Capela da N.ª Senhora do Arquitecto mas, segundo a lenda, dever-se-á à promessa de um pescador que, ao ver-se livre do mar num dia de tempestade, a terá prometido a N.ª Senhora do Socorro".

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Durante o nosso percurso ainda pudemos observar uma parede bastante antiga quase escondida no meio da vegetação que dá a ideia de ter sido uma azenha, também bem pertinho da capelinha do Arquitecto vimos esta parede antiquíssima que deve ter sido uma habitação pois possui uma janela e uma porta.

Após uma pausa para comer alguma coisa e descansar um pouco, iniciamos a viagem de regresso. Um passeio lindo!

"O Lizandro, também conhecido por Rio de Cheleiros é um rio do distrito de LisboaPortugal, que desagua na praia foz do Lizandro junto à Carvoeira, perto da Ericeira no concelho de Mafra. Em diferentes alturas do ano a barra encontra-se fechada por uma língua de areia, sendo necessário a abertura por meios mecânicos. Nasce na freguesia de Venda do Pinheiro no concelho de Mafra e possui uma extensão de cerca de 30 km, tendo como principais afluente, na margem esquerda, a Ribeira da Cabrela".

 

 

 

 

 

 

 

Dias de verão, Ericeira

Da Ribeira D`Ilhas até à praia do Matadouro, Ericeira
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O “Guardião da Reserva Mundial de Surf da Ericeira” faz o apelo coletivo à preservação ambiental: todos – dentro e fora de água – somos guardiões deste património único que são ondas. A escultura está instalada no miradouro de Ribeira d’Ilhas, a mais mediática e cosmopolita das sete singulares ondas que constituem a primeira Reserva da Europa e a segunda do mundo". mais informação aqui

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"Ribeira d’Ilhas é a zona balnear mais a norte da freguesia da Ericeira, localizada a cerca de 3,5 km. Famosa por ser palco de múltiplas provas nacionais e internacionais de surf, esta praia constitui uma autêntica “sala de visitas” portuguesa da modalidade e as suas ondas são as mais mediáticas – e concorridas – da Reserva Mundial de Surf da Ericeira. Situada num vale onde desagua a ribeira que lhe dá o nome, a sua configuração geográfica é a de um anfiteatro natural, com as arribas altas funcionando como miradouro. Mais informação aqui

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Praia da Empa - Por ser uma praia quase em estado selvagem e que só é acessível na baixa-mar, é uma praia que dispõe de poucas infra-estruturas de apoio, sendo essencialmente frequentada por amantes dos desportos náuticos, como surfistas e bodyboarders, e praticantes de pesca desportiva, que utilizam as rochas para conseguirem bons locais para a pesca à linha, mais informação aqui

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"Praia do Matadouro, O seu areal é bastante extenso, tendo espaço suficiente mesmo nos dias de maior afluência. Está envolvida por uma bonita paisagem rochosa, ladeada por rochas tanto a norte como a sul. No centro do areal passa a Ribeira da Fonte, que desagua nesta zona, mais informação aqui

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 (Fotos de Maria Flor, textos retirados da net)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olhares contemplativos

Ergues-te alta e esbelta,

cortas o azul do infinito;

misturas os teus perfumes

com os odores da maresia.

Não te derrubam os ventos

nem se acanham os rebentos,

acariciam-te os raios de sol 

e a brisa da manhã;

Recebes os olhares dos turistas

e a contemplação dos apaixonados,

feliz a todos retribuis

com a tua subtil beleza

Neste miradouro és a rainha 

neste lugar tão amado

és realeza!

 

 

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 Ericeira

Foto e texto de Maria Flor

 

 

Vila turística, Ericeira

Como tantas outras pessoas, passeio nesta vila de gente pacata que durante o verão e aos fins-de-semana é invadida por gente de todos os lados. É vê-las nos supermercados nas compras, na padaria, nas ruas a passear e tirar fotografias. Tiram fotografias às ruas, às janelas, ao mar, às furnas, às pessoas e a tudo o que acham interessante. Nas esplanadas tomam o pequeno-almoço, o lanche, apanham sol, lêem revistas e jornais, e conversam uns com os outros. Porque motivo esta vila atrai tanta gente? É simples. Este mar e este cheiro a maresia é único no país, esta costa é lindíssima, a vila é limpa, todas as manhãs os empregados da junta de freguesia dão o seu melhor para que as ruas apresentem um aspecto limpo e cuidado.

A vila é tranquila com bons restaurantes onde se pode comer peixe fresquíssimo grelhado no carvão. As casas são pintadas de branco com barras azuis, e o sol esse amigo que nos aquece o corpo e a alma. Ouço comentários das pessoas com quem cruzo, falam de tudo e de todos, ora é o primo que já está bom, ou o pai que morreu, ou tu que estás sempre igual e não te fazes velha. Ou então falam da doença do marido e despedem-se com um “gostei muito de te ver”.

Casais com crianças ou pessoas sozinhas param em frente a uma imobiliária e observam as casas que estão expostas em fotografias, com descrição das assoalhadas e características, estarão a pensar em comprar ou será só curiosidade. Estão de fim-de-semana e estão a ver montras, precisam de ocupar o tempo.  Há quem circule de bicicleta, outros empurram carrinhos de bebé, outros apenas passeiam de braço dado, outros com sacos das compras da loja das roupas ou das sapatarias. É assim o dia de Sábado nesta vila única que é a Ericeira!

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Passeando pela Ericeira

 

 

Percorrendo as praias da Ericeira. Logo pela manhã, o dia estava azul, nada daquelas nebelinas matinais que por vezes se prolonga pela manhã toda, decidi-me pela praia do sul ou praia da Baleia, antigamente conhecida por "Praia dos banhos".

 

 
À tarde dando outras voltas fui ter ao Forte de S. Lourenço! Uma bela paisagem se oberva deste local!
 
 
 
E acabei a tarde na Praia da Empa, onde me estendi ao sol depois de ter dado umas braçadas naquelas zonas de banho fantásticas. Uma praia sem assistência.