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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Quando vem o sol

É hora de começar a limpar. Limpar as paredes que criaram humidade no tempo chuvoso, limpar as ervinhas que estão a mais no quintal, e limpar as teias de aranha que estão na cabeça, estas são seguramente as mais difícieis de eliminar, mas com um solinho a aquecer e os dias a crescer elas lá se vão desvanecendo. Bem vindo Sol que nos aqueces os corpos e o coração!

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Grata pela surpresa

Surpresa é algo que nos acontece e que não estamos à espera, isto toda a gente sabe. Uma surpresa boa tem um efeito agradável na pessoa que é surpreendida, esse efeito transmite felicidade e pode até elevar a auto estima de alguém, depende da matéria, objecto da surpresa que tanto pode ser material como sentimental. Ontem fui premiada pela equipa do Sapo, confesso que para mim  foi uma grande surpresa ao abrir o blog e perceber que estava nos destaques com este post e mais tarde, ainda mais surpresa fiquei quando percebi que estava também nos mais lidos.

Sou apenas uma pequenina aspirante a blogger, por vezes faço grandes pausas, muitas vezes me falta a inspiração, algumas vezes me falta o tempo e outras me falta a disposição.

Após uma grande ausência, ser premiada na "reentré" é fantástico, eleva a auto estima e incentiva a continuar. Fiquei feliz, e estou agradecida.

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Bem vindo Novembro e que tragas alguma chuva!

É o segundo dia do mês de Novembro, sim, chegamos a mais um Novembro, recordo aqui um post que publiquei há cerca de um ano quem sou eu . Hoje quero acrescentar mais um pouco sobre a mulher que sou e sobre o que a vida me ensinou.

- Nada acontece por acaso, nenhuma pessoa passa pela nossa vida sem deixar uma marca, boa ou má, uma impressão ou uma marca fica. Essa marca tem um sentido, é preciso saber descobri-lo e, de uma forma ou de outra aprendemos algo com isso, só é preciso estar atento.

- "hoje" aprendi que preciso das pessoas e que as pessoas precisam de mim, que todos precisamos uns dos outros, que somos mais felizes se dermos felicidade aos outros!

Bem vindo novembro

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Paixão por antiguidades

Se temos a mania de guardar coisas? sim, temos. Mesmo quando essas coisas já parecem tão velhas e que sabes que nem tu nem mais ninguém as vai usar, ainda assim guardas essas coisas, porquê? Será que no fundo do teu intímo mesmo sem saberes está guardada ainda uma utilização para essa peça? Pois, são algumas perguntas dificies de responder eu sei.

Cansada de olhar para o minúsculo relógio que guarnecia o meu pulso, cansada de olhar para ele e não conseguir ver as horas porque, enfim a vista já não está tão boa como antes, me veio à memória um relógio que há séculos estava adormecido numa caixa sem qualquer préstimo.

Porque não lhe dar vida outra vez? é uma antiguidade, e as antiguidades até estão na moda!

Pego no relógio e o levo ao relojoeiro para saber se o podia pôr a funcionar, ele até me soube dizer em que década foi fabricado, sim, eu sabia que o relógio tinha milhentos anos, ele não me deu nenhuma novidade.

Deu-me um orçamento que aceitei, mandei arranjar, comprei uma bracelete nova e eis o resultado, um relógio todo catita, diferente dos que toda a gente usa, com traços grandes, bons para os meus olhos. Tens que lhe dar corda todos os dias, senão ele não trabalha, dizes-me tu, concordo, mas também te digo que até é engraçado, pois o primeiro relógio que tive também tinha que lhe dar corda. É uma forma de recordar outros tempos, antes de o mundo ter sido invadido pela tecnologia!

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Os incêndios não dão tréguas

Chega-me às narinas um certo cheiro a mato queimado trazido pelo vento, vou à varanda olhar ao longe em todas as direções a ver se alcanço o local que lança o cheiro. Não vislumbro focos de incêndio, mas em algum sitio, mato está a ser consumido pelas chamas, o cheiro que me chega não engana. A minha zona felizmente não costuma ser muito castigada pelas chamas, acontecem alguns fogos, lembro-me de uns dois ou três que foram mais perigosos.

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 Na televisão passam as imagens de casas com as labaredas a sair pelas janelas, passam imagens desoladoras de áreas muito grandes cobertas de um manto negro e os esqueletos das árvores, hirtos, isentos de folhagem. Pessoas cansadas que árduamente combatem o flagelo das chamas, homens e mulheres que arriscam a vida para salvar bens e pessoas. Como dou apreço a estas pessoas, como dou valor à sua coragem....

Ler livros na praia... esquece .... para Maria, não

Maria estava numa praia onde supostamente ninguém a conhecia e onde ela não conhecia ninguém. Maria levava um livro para para ler algumas páginas embora soubesse de antemão que se calhar nem o ia abrir, mas levou o livro. A concentração no livro era sempre interrompida pelas vozes de pessoas que passavam, por brincadeiras de crianças, pelo o múrmúrio das ondas, ou simplesmente pelo abanar das abas do guarda sol. Qualquer coisa servia para que Maria se distraísse e tirasse os olhos do livro, ela queria apreciar a praia e o momento.

 

Deitou-se de barriga para baixo e fechou os olhos "passou pelas brasas" por momentos, ouve o som das ondas que vão e vêem em intervalos pequenos, outras vezes faz-se um silêncio e Maria tem a sensação de estar sozinha naquela praia, olha em volta e a praia está cheia de chapéus de sol e corta-ventos.

 

Maria está na sombra do seu guarda- sol e no abrigo do seu corta-ventos desfrutando o momento bom que a praia proporciona, entretanto, vai escrevinhando com lápis de carvão umas palavras num caderno de folhas brancas que a acompanha sempre para poder registar os momentos de inspiração.

 

A areia do areal é em alguns sítios, muito grossa, chega a incomodar e magoar os pés enquanto se caminha sobre ela, ainda assim, é uma praia muito limpa, de fácil acesso e galardoada com bandeira azul. Em Junho a praia não está muito cheia, existe uma distância razoável entre os grupos de pessoas, mesmo que os grupos sejam só de uma pessoa.

 

Por vezes, as abas do chapéu-de-sol de Maria abanam, provocando um som característico de abas a abanar, o vestido de algodão às riscas que está pendurado nas varetas do chapéu, que tem uma fita que aperta na cintura e uns berloques nas pontas, quando estas batem no pau do chapéu, fazem tlim tlim.

 

O livro que acompanha Maria, jaz quieto dentro do saco, nem o tirou de lá, o livro é grande e pesado, não é próprio para levar para a praia, mas levou-o na mesma, falta pouco para chegar ao fim, vai esperar pela a noite. Decididamente para Maria é escusado levar livros para a praia, alguma revista sim, livros não!

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O areal em certos sitios são pedrinhas "Zen", é quase difícil caminhar sobre elas

 

Vou procurar o meu manjerico

Mês de junho é mês de santos populares, de manjerico, de noivas e de festas. Sempre gostei de ter um manjerico em casa nesta altura do ano, gosto do seu cheiro, gosto de o ver crescer. O manjerico faz-me lembrar todos os dias, o mês que eu tanto gostava quando era adolescente. Adorava este mês, era o mês em que todas as aldeias, nas noites dos santos, acendiam no meio dos seus largos grandes fogueiras, o pessoal corria a saltar por cima das labaredas, quem era mais afoito saltava quando as labaredas eram bastante altas. Durante o dia recolhiam grandes quantidades de lenha para queimar durante a noite. E havia baile, um acordeonista aparecia para tocar umas músicas bem mexidas para o pessoal se divertir. Grandes noites.... e quantos namoricos se arranjavam nestas noites. Era frequente na manhã seguinte a fogueira ainda fumegar quando iamos para a escola ou para outro sítio qualquer. Outros tempos, outros manjericos....

 

Hoje vou à procura do meu manjerico verde plantado num vaso de barro, com cheiro inconfundível de manjerico.

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 Os mitos que acompanham o manjerico
"Quem não ouviu já dizer que não se pode cheirar o manjerico senão ele morre? E se só se tocar nas folhas para depois cheirar a mão? Morrerá na mesma? Como ninguém se consegue conter sem cheirar um manjerico, passados uns dias ele lá morria. Tais afirmações não passam de mitos sem fundamento científico, pois os manjericos morrem por outras causas. As plantas ornamentais que temos em casa são quase sempre plantas vivazes ou perenes, isto é, que dão flor várias vezes ao longo do seu ciclo de vida e, se bem tratadas, continuam a crescer por vários anos. Pelo contrário, as plantas anuais, como o manjerico, só florescem uma vez, morrendo de seguida. Uma planta de manjerico, mesmo saudável e bem tratada, umas semanas depois de ser comprada, floresce e morre. Não há nada a fazer, é a sua natureza."