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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Desafio de escrita dos pássaros#Cantas bem, mas não m’encantas!

Lembras-te amor, daqueles dias soalheiros que passávamos debaixo das palmeiras, sussurrando palavras doces e jurando amor eterno? tinhas um jeito especial para cantar e sussurravas aos meus ouvidos melodias de encantar;  no meu traço de menina, enternecida pelo teu jeito carinhoso, embebida no teu canto misturado com o canto das aves mais o sussurro da folhagem das árvores e o farfalhar da água correndo no riacho.... lembras-te amor dos momentos que vivemos dentro daquele cenário natural e inebriante que era só nosso, onde tu cantavas para mim e tornavas a cantar e eu cheia de amor por ti dizia-te a brincar; "cantas bem, mas não m'encantas", olhavas para mim e perguntavas; não gostas? e eu respondo; ADORO, e juntos rolávamos na erva que crescia, éramos jovens e tão felizes!

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Adoro a natureza # Desafio das Flores#2

Adoro a natureza no seu estado mais puro e selvagem. São imagens assim que nos fazem absorver ar puro, limpar a mente de coisas negativas e recarregar energias!

A Primavera tem este dom, de nos presentear com o que tem de melhor, este Abril tem sido um mês como há muitos anos não havia, chove quando é preciso chover na quantidade certa para limpar, purificar e regar. Até trovoada já tivemos e as temperaturas são normais para esta época! parece que a natureza está a agradecer à humanidade a redução de poluição  a enviar para a atmosfera! 

 

 
 

 

Desafio dos pássaros - Atualizem-me, por favor!

O sol já se põe no horizonte, a noite não tarda em cair e daqui a nada estão aí as notícias das oito; os números, sempre os números, chegam de todas as partes do mundo, o cenário sempre igual e aterrador; somos personagens dum filme de ficção (pessoalmente não aprecio filmes de ficção) e agora vejo me envolvida na rodagem do mais aterrador filme não imaginado. Um filme rodado fora de salas de estúdio, fora de cenários criados ou locais escolhidos. Um filme onde as personagens andam de máscaras, onde as mesmas personagens se obrigam a manter distanciamentos e a ocultar a manisfestaçao de afetos. 

Ando a ver muitos filmes e até já sonho com eles, já não distingo a ficção da realidade! Preciso com urgênia que algúem  "me atualize por favor"!

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Desafio de escrita dos pássaros - Não tenho Tempo para te aturar

Era noite, a hora já ia adiantada, mas o sono não vinha, preocupada, deitada na cama estava, e ouvia o vento desvairado lá fora querendo arrancar tudo dos seus lugares, os estores dançavam dentro dos caixilhos, os assobios eram vivos com a garra de alguém em fúria, a sua força inatingível soprava querendo levar tudo para longe dos seus lugares,  neste vaivém acompanhava-o a chuva a bater nos estores, uma sinfonia até agradável de ouvir quando estamos entre lençóis. Ao som desta música os meus pensamentos deslizam para o assunto da actualidade e dou por mim a rezar, a pedir a Deus que tenha misericórdia do mundo, que alivie o seu povo deste mal tão grande que se abateu sobre a humanidade! E nas minhas preces encontro uma vontade enorme de esquecer certas palavras ditas algures noutro tempo, antes deste tempo, palavras essas: "não tenho tempo para te aturar" palavras ditas a pessoas que agora tenho todo o tempo do mundo para escutar, pessoas que agora estão longe de mim que provavelmente já me esqueceram! Porque vivíamos num mundo de pressas, num mundo de individualismo, de consumismo, e para quê? Agora nos damos conta da inutilidade de tantos dos nossos comportamentos, de tantas palavras ditas sem sentido! Este é um tempo que nos convida à reflexão da nossa existência, o quê e porquê andarmos aqui? temos uma missão a cumprir, não andamos neste mundo apenas por andar.

"Não tenho tempo para te aturar" merece a pena reflectir bem nestas palavras! Pode mudar a nossa forma de lidar com os outros, pode mudar a nossa vida!

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Desafio de escrita dos pássaros - Tive uma ideia

Tive um ideia

Será que tive alguma ideia que outros não tenham tido já? Penso que não!

Numa altura em que o mundo vive uma grande guerra contra um inimigo invisível que obriga a um recolhimento social para o qual ninguém estava preparado, ideias não faltam por aí para ocupar o tempo (esse bem que não chegava para tudo o que se pretendia, parecia um bem escasso, e agora sobra e sobra), todos têem ideias, umas mais úteis que outras, mas não deixam de ser ideias. Deste modo, e como o fator tempo tem que ser preenchido de alguma forma, a minha ideia recaiu para o bocadito de terra que faz parte do meu quintal, dedicar-me a criar uma pequena hortinha onde possa colher um pouco de tudo o que gosto de consumir e repartir, assim, alguém me preparou o terreno com uma máquina de modo a que este ficasse fofo e fácil de trabalhar. Depois foi dar largas à imaginação e fazer o plano de onde colocar o quê, resultado, plantei morangos, couves, alfaces, tomateiros, pimenteiros, beringela, courgete e cebola, ainda semeei coentros e cenouras. Agora dedico-me a regar e arrancar ervas daninhas. Todos os dias observo o seu crescimento e posso dizer que me dá uma alegria redobrada ver o crescimento da vida numa altura tão conturbada como esta!

A foto que ilustra este texto não é a minha mini horta mas sim de outras hortas que vou observando por aí e me dão ideias para a minha!

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Desafio de escrita dos pássaros - Foi tão bom não foi!

Vivia-se uma época em que os pais tinham muitas crianças, mais um filho era uma bênção de Deus, por isso na nossa casa éramos muitos irmãos e irmãs, não tínhamos televisão, telemóvel, muito menos Internet, e livros, poucos. O que eram essas coisas? longe de nós imaginar sequer que um dia viríamos a ter isso tudo e que tudo isso iria mudar a vida de todos e todas as formas de vida até aí vividas, como da noite para o dia. Éramos felizes com o pouco que tínhamos, tão felizes como o desafio dos pássaros  quando eles cantam em harmonia uns com os outros. Brincávamos na rua sem qualquer problema, tomávamos conta uns dos outros e ao anoitecer, enquanto a nossa mãe fazia o jantar, nós, as crianças, sentadas no quarto ou na sala fazíamos uma roda e inventávamos as nossas histórias que contávamos para todos. Assim, passavam horas sem darmos por isso inebriados nas aventuras da nossa imaginação e após o jantar íamos dormir tranquilos uns com os outros. 

Ainda hoje, quando falamos da nossa infância, eu e os meus irmãos relembramos sempre essas histórias, às quais demos um nome tão esquisito que nunca mais o esquecemos, lembramos com saudade esse tempo, sentindo a nostalgia própria dessas memórias, de uma felicidade que o tempo não deixou esquecer, levando-nos por vezes a comentar entre nós "foi tão bom não foi!"

O melhor de 2017

A equipa sapo lança o desafio " o melhor de 2017", já falamos sobre a melhor paisagem, agora é a vez do melhor livro, envergonhadamente digo que 2017 não foi de todo para mim um ano de leituras. Sendo eu uma pessoa que gosta tanto de ler, o certo é que este ano me dediquei a outras actvidades e as leituras foram ficando para trás, um livro na mesa de cabeceira está sempre, porém, permanece sempre fechado, passa uma noite, passa outra e ele ali está abandonado, de vez em quando é mexido para limpar o pó ou para mudar um pouco a posição, mas permanece fechado.

Envergonhadamente, mostro aqui o livro que hoje mesmo vou abrir e começar a ler!

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