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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Dia do Pai

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Dedico este dia com orgulho,

ao homem que me concebeu,

sem grande alarde ou barulho,

ergo o meu olhar ao céu;

A tua mão me guiou,

pelos caminhos da vida,

a tua experiência me ensinou,

a voar desinibida;

Percorreste caminhos e trilhos,

sem medos ou hesitação,

homem honrado foste,

sempre aberto de coração;

Agora no céu és uma estrela,

que a luz irradia,

és força, és natureza, 

  és um misto de dor e alegria;

Neste dia do Pai,

 te ofereço uma oração,

 com um beijo também vai,

 flores do meu coração!

 

 

 

Quando algo nos foge

Sem conseguires evitar, algo te escapa entre os dedos e que, no teu coração está amarrado. Tentas soltar essa "coisa" que poderás apelidar de amor ou outro nome que aches mais apropriado, no entanto, embora te esforces, esse fenómeno é mais forte que tu e sem quereres te invade de uma dor estranha que tu não queres. Sim, tu não queres essa dor, ela se torna insuportável, tentas em vão que o teu pensamento voe para outras alturas, outras paragens e, sem mais nem menos estás de novo a pensar no mesmo, é quase um vício... que não consegues evitar!

Dizem os que já viveram mais, que o tempo se encarrega de sarar todas as feridas, dizem, porque já aconteceu com eles e portanto sabem do que falam. 

Por mim, acho que as feridas ficarão saradas mas as cicatrizes profundas ficarão lá para sempre!

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Espírito de Natal e o Rudolfo

A manhã estava fria,  a geada cobria as ervas e sentia-se a humidade da madrugada ainda a pairar no ar. Olhei para a rua através das vidraças e vislumbrei um saco vermelho pendurado no portão, intrigada, perguntei-me o que seria aquilo.

Vesti um roupão quentinho e abeirei-me do portão a fim de ver o que continha o saco, lá dentro estava uma cesta em forma de rena (mais tarde o meu menino disse que era o Rudolfo), dentro desta estava um embrulho também feito de papel vermelho brilhante e uma carta, mas a carta não tinha nome, apenas um coração desenhado a caneta. Continuei intrigada sem saber se abria ou não a carta, decidi-me por abrir, afinal esta aldeia é um sitío pacato onde todos se conhecem e se falam, mesmo os estrangeiros que a adotaram como sua e a escolheram para viver.

A coriosidade é sempre um sentimento forte e determinado e por isso não resisti, tinha que abrir aquela carta, tinha que saber quem me estava a enviar aquele presente, percebei de imediato que era um presente de natal de alguém que me queria bem.

Soube de quem era quando cheguei ao fim da carta, não pelos nomes que a assinaram, estes eram estrangeiros e embora já tivesse falado várias vezes com as pessoas, não sabia os seus nomes mas, o lindo conteúdo da carta revelou a sua origem. Não estava de nada à espera de uma surpresa tão gentil e agradável daquelas, fiquei imensamente feliz e deveras agradecida com aquele gesto tão simples e tão bonito.

O conteúdo do embrulho eram doces variados e  frutos secos oferecidos com o coração. Obrigada do coração meus simpáticos vizinhos!

Passados uns dias encontrei-os e perguntei se aquela oferta tinha vindo da parte deles ao que eles responderam afirmativamente, então agradeci-lhes pessoalmente e no dia seguinte lhes ofereci algo do meu quintal. 

 

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Quando vem o sol

É hora de começar a limpar. Limpar as paredes que criaram humidade no tempo chuvoso, limpar as ervinhas que estão a mais no quintal, e limpar as teias de aranha que estão na cabeça, estas são seguramente as mais difícieis de eliminar, mas com um solinho a aquecer e os dias a crescer elas lá se vão desvanecendo. Bem vindo Sol que nos aqueces os corpos e o coração!

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