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Abrigo das letras

Abrigo das letras

A tão esperada chuva

Quase já me esquecia como era ouvir os sons das pingas de água a cair do beiral do telhado e a estatelar-se nas escadas de mármore, a água a correr pelo pátio como um rio. 

Tinha saudades de abrir um chapéu de chuva, de sentir umas pingas a cair no cabelo e molhar os sapatos, tinha também saudades de ouvir uns trovões e ver os relãmpagos, tudo isso aconteceu hoje. Agora, saio à rua e sinto o cheiro da terra molhada, sinto a pureza do ar e sinto a rua lavada dos pós. Não importa se sujo os sapatos na lama, não importa se apanho chuva no cabelo e na roupa, ou se o chapéu de chuva parte uma vareta, não importa nada disso, sinto felicidade por ver a chuva cair!

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Bem vindo Novembro e que tragas alguma chuva!

É o segundo dia do mês de Novembro, sim, chegamos a mais um Novembro, recordo aqui um post que publiquei há cerca de um ano quem sou eu . Hoje quero acrescentar mais um pouco sobre a mulher que sou e sobre o que a vida me ensinou.

- Nada acontece por acaso, nenhuma pessoa passa pela nossa vida sem deixar uma marca, boa ou má, uma impressão ou uma marca fica. Essa marca tem um sentido, é preciso saber descobri-lo e, de uma forma ou de outra aprendemos algo com isso, só é preciso estar atento.

- "hoje" aprendi que preciso das pessoas e que as pessoas precisam de mim, que todos precisamos uns dos outros, que somos mais felizes se dermos felicidade aos outros!

Bem vindo novembro

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Sou apenas uma folha de outono

Hoje, apenas sou uma folha de outono,

Já fui pequenina, já fui jovem,

Verde e viçosa

a vida transbordava da minha seiva,

abriguei na minha sombra

tantos que nem conseguia contar

Porém, agora

que a frescura e vitalidade

me abandonam, 

que me desprendo da veia que me alimenta,

que involuntáriamente caí ao chão

que ninguém precisa de mim,

estou esquecida, amarelada

no chão caída,

à espera

que o vento me leve para longe

dos olhares piedosos,

que a água da chuva me arraste

e me transforme,

porque, hoje apenas sou uma folha de outono!

(Maria Flor)

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Depois

Depois de milhares de pés terem pisado o calçadão, depois de muitos pés descalços terem pisado a areia fina da praia, depois de alguns corpos se terem estendido ao sol, depois de alguns gelados terem escorregado pelas gargantas, depois... é segunda feira e o tempo está carrancudo e cinzento e volta a chuva!

Sinto-me viva

Vou para a rua, tenho de ir para a rua, sufoco aqui, chove mas não faz mal, vou apanhar com pingos frios na cara, tenho de despertar desta letargia que me invade que me sufoca.

 

Na rua vejo as pessoas apressadas que correm a fugir da chuva, a fugir para não serem molhadas com os pingos grossos da chuva fria. Eu corro para a chuva, preciso que ela me desperte, que ela me sacuda, me abra a lucidez.

 

Os pingos da chuva são frios, sacudo os cabelos, e caminho, caminho, não me importo que as minhas roupas fiquem encharcadas, não me importo que o frio entre no meu corpo, não o sinto.

 

Sei que já é primavera, que as flores desabrocham em todas as cores, alegram jardins, canteiros, janelas e ruas, preciso que elas alegrem também o meu espirito, por isso vou para a rua, olho as flores, sinto a chuva e sinto-me viva!

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Chuva

Ainda bem que a chuva está de volta, já estava a sentir a falta dela. As plantas precisavam de ser regadas, a poeira do carro precisava de sair, o ar precisava de ser reciclado. Gosto de estar em casa e ouvir a chuva a bater nos vidros, gosto de a ver cair dos beirais dos telhados, gosto de a ver cair em grossa pingas dentro das poças e fazer a água saltitar, gosto de a ver correr pelas valetas, gosto de quando aparece o arco-iris, chove e faz sol... gosto principalmente de ver como a natureza se modifica passados uns poucos dias depois de ter chovido... Quase como por milagre tudo fica diferente... até aquela planta que estava ali atrofiada começa a despontar folhas verdes...