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Abrigo das letras

Abrigo das letras

A caixa do supermercado

Passou por mim de relance, pareceu-me ver traços familiares, olhei, só a vi de costas. Prestei atenção para ver melhor e de frente, sim, não havia dúvidas, era ela. Ia tirando coisas da prateleira e metendo no carrinho. De vez em quando encontro pessoas famosas nas grandes superfícies e também em algumas lojas mais pequenas. Hoje, porém deparei-me com a "Alzira" da série "Beirais" uma personagem que muito apreciei enquanto vi a série, engraçada nas falas, vistosa na aparência.

Quando me dirigi à caixa, lá estava ela, coincidiu me colocar precisamente atrás dela para pagamento das compras, a mesma voz que ouvia na televisão surgia ali em tempo real. 

Pensei em aproveitar a oportunidade para lhe dizer o quanto apreciava o seu trabalho, mas encolhi-me mais uma vez na minha concha como o caracol se encolhe na dele e nem dei um passo e muito menos uma palavra.

Porque me custa tanto sair da minha zona de conforto, porque não me atrevo a fazer ou dizer alguma coisa de diferente? Era tão simples!

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As andorinhas

Todos os anos essas doces criaturas voltam aos meus beirais, numa azáfama constante elas transportam lama e palha para construir/ reconstruir os seus ninhos, estes são feitos com tal habilidade que perduram nos anos. Nesses pequenos ninhos põem entre quatro e cinco ovos de cada vez e levam cerca de 25 dias até nascerem as novas andorinhas. Quando o tempo arrefece elas desaparecem, voam quilómetros até chegarem a outras paragens mais quentes.
Tanto o macho como a fêmea cuidam dos ovos até os filhotes nascerem e os dois os alimentam, é nessa altura que sujam tudo com os seus dejetos. Eu não me importo, adoro vê-las a esvoaçar e, empoleiradas à entrada dos ninhos,  alimentar os seus rebentos!

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(Imagem tirada da net)