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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Desafio Caixa lápis de cor#3# Negro

Avó vem cá!

Estas palavras chegavam-lhe aos ouvidos vindas do lado de fora da porta, mas ela atarefada que estava junto à bancada da cozinha a descascar e a cortar batatas, cebolas, alhos, tomates, que a seguir meteu tudo num tacho por camadas estrategicamente seleccionadas. Estava nem mais nem menos a preparar uma boa caldeirada para o almoço.

- Avó vem cá, anda ver! O menino continuava a chamar, não tirando os olhos do lugar.

- Já vou meu querido!

As palavras chegavam aos seus ouvidos, o assunto parecia carecer de urgência, num ápice limpou as mãos, ligou o fogão e apressou-se a ir atender ao chamado, dirigiu-se à porta e ali estava sentado num degrau da escada de pedra de mármore branco o menino que olhava para cima, impressionado com a cena que observava. 

Avó, vês aquela ave vestida de negro, vês o que ela está a fazer? três bicos rosados saiam de um pequeno buraco daquela minúscula casinha castanha feita de lama e erva seca agarrada ao beiral do telhado, junto a ela, aquela ave vestida de negro alimentava aqueles bicos rosados ávidos de comida. O menino nunca tinha visto coisa igual e estava deslumbrado.

Como se chamam elas e o comem avó?

- chamam-se andorinhas e caçam insectos que comem e também levam para as andorinhas bebés. Elas são aves migratórias que vêm na primavera, fazem os seus ninhos, deitam os ovos  e nascem as andorinhas bebés. Quando as bebés estão já estão crescidas e vestidas de negro, também já sabem voar e o tempo entretanto já está a arrefecer, deixam os ninhos e vão embora à procura de sítios mais quentes. Voltarão na próxima primavera!

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Em cada primavera elas voltam para refazer os ninhos já feitos ou fazer novos. As andorinhas são lindas, animam o espaço à sua volta com o seu canto e a sua silhueta vestida de negro!

As andorinhas, os seus filhotes, os seus ninhos e os seus ovos são uma espécie protegida tanto a nível nacional como a nível europeu. Há quem não ache graça a ter os seus ninhos nos seus beirais, até porque elas fazem muita sujidade, mas eu não me importo, gosto! Espalham alegria com o seu canto e o seu esvoçar!

É bastante alegre ouvi-las cantar logo pela manhã!

Neste desafio participo eu,Fátima Bento Concha, A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa,  a Ana D., a Célia, a Charneca Em Flor,  a Gorduchita, a Miss Lollipop, a Ana Mestre a Ana de Deus, a Cristina Aveiro, e a bii yue

"Todas as quartas feiras e durante 12 semanas publicaremos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio. Acompanha-nos nos blogues de cada uma, ou através da tag "Desafio Caixa de lápis de Cor".

 

 

O menino lindo da avó

Sou o menino mais novo da sala, ainda necessito de ajuda para ir á casa de banho e ao refeitório, mas faço tudo sozinho, a sanita, o lavatório e o cabide para pendurar o casaco são todos à minha medida, dispenso a ajuda dos adultos para muitas tarefas, aliás, eu sei que sou um menino pequeno mas também sei que sei fazer as coisas como os adultos por isso, quando a minha avó me vai buscar à escola e a porta da sala se abre, a educadora chama o meu nome, saio disparado por aquela porta direitinho à minha avó, que ela até fica zonsa com a minha energia, ponho-me a imitar a voz de alguns animais e ela fica admirada a olhar para mim. Dou-lhe um grande beijinho, ela fica toda derretida e pergunta - quem é o menino mais lindo da avó? logo respondo todo babado, o meu nome. Depois, obriga-me a ir à casa de banho mesmo que eu não tenha vontade de fazer nada, ela sabe que ainda me descuido, que às vezes molho as calças e não quer de jeito nenhum que eu molhe o banquinho do carro dela onde me sento. Eu sei isso e lá vou lhe fazer a vontade. Vocês podem não acreditar mas eu sou um menino bem comportado, embora tenha cá o meu feitio por vezes um bocadinho dificil, mas então, vou ser um homem e um homem tem que ter a sua personalidade.

Quando chego à casa da minha avó, nem a deixo fechar o carro, peço-lhe logo o comando e eu mesmo fecho o carro, depois dou-lhe o comando, uma vez meti o comando no bolso do meu casaco e foi um problema para o encontrar assim, agora dou-lho logo para que não volte a acontecer desagrados desses. A seguir fecho sozinho o portão da entrada, a minha avó fica pasmada com as coisas que faço, é que eu ainda não tenho 3 anos.

Já em casa e é hora de lanchar, não preciso que me digam nada, vou direitinho à gaveta dos panos, tiro de lá um e estendo na mesa, digo à minha avó que não quero leite com chocolate, mas sim um yogurte, vou buscar a colher e como o yogurte num ápice, entretanto já tirei uma banana da fruteira e a estendo à minha avó para que ela corte só a pontinha porque eu é que a descasco, ela trás-me uma fatia de pão com manteiga e nem preciso que ela me diga para comer. Rápidamente acabo o meu lanche e sei que a seguir é hora de dormir uma pequena sesta na cama dela, quero que ela se deite comigo, gosto de segurar a sua mão enquanto adormeço, sei que depois ela larga a minha mão e vai embora porque quando acordo ela não está mais lá. Adoro a minha avó e sei que ela também me adora, sem vaidades sei que sou o menino lindo dela!

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A árvore de natal

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Hoje foi dia de montar a árvore de natal lá em casa, não uma árvore grande onde as crianças não chegam para ajudar a montar mas sim, uma pequenina, onde as crianças chegam até ao cimo para colocar a estrela. Foi o trabalho de casa das gêmeas, a avó colocou as luzes em primeiro lugar, elas colocaram fitas, laços e bolas; a avó montou a cabana com pedaços de madeira para o presépio, elas desembrulharam as figuras uma a uma e, vendo que faltava uma peça, uma das gêmeas pergunta: avó, onde está o menino Jesus?  a avó guardava durante todo o ano a figura do menino noutro local, estava sempre à vista, tinha um carinho especial por aquela figura de menino em posição de deitado num berço, foi buscá-lo e colocou-o nas palhinhas dentro da cabana, as meninas colocaram as restantes figuras, o presépio era composto apenas pelas figuras principais. Árvore e presépio ficaram prontos, a avó ligou as luzes, acendeu umas velas pela casa, colocou uma coroa de natal na porta de entrada, assim, deu à casa aquele espírito natalício que já se vive fora de portas. 

 

A avó recua no tempo e revive a época em que ia ao pinhal, levava um serrote, procurava um pinheiro com o tamanho e a forma que mais se adequasse ao seu gosto, era sempre um pequeno pinheiro, cortava-o  e trazia-o para a árvore de natal, metia as mãos por debaixo das camadas de musgo, procurava o mais macio e verde, rasgava-o em bocados grandes que trazia para casa numa caixa de madeira, trazia também umas heras, areia e algumas pedras. Montava então um grande presépio, com as pedras cobertas de musgo dava-lhe relevo em alguns locais para formar os montes e vales, com a areia que levou, desenhava os caminhos por onde passavam os pastores na sua ida  para visitar Jesus. As heras ajudavam a decorar e dar uma idéia mais real ao cenário. Colocava então as figuras, eram muitas, havia as figuras principais e também mais uma catrefa delas: pastores, muitas ovelhas, cães, o anjo em cima da cabana, lavadeiras, padeiros, os três reis magos, mendigos etc.

 

Com a chegada dos pinheiros artificiais esta prática deixou de existir, evitou-se assim o corte de tantos pinheiros em crescimento nesta quadra, também não se montavam tantas árvores de natal, montavam-se mais os presépios com musgo real.

 

Bom Natal!

 

 

 

Uma história de Natal contada às crianças

Avó conta-me a história do natal, diz a menina sempre curiosa de saber tudo, uma cabecinha sedenta de aprender, de saber o porquê das coisas, dos acontecimentos.

A avó começa então a contar - era uma vez - assim começam todas as histórias - uma senhora  que se chamava Maria, estava grávida, ia ter um bebé, e o seu marido José era carpinteiro, tiveram que viajar para outra terra para comparecer a uma reunião importante, a viajem demorava muitos dias porque a terra para onde eles iam ficava muito longe, eles viajavam muito devagar, de burro (não havia automóveis, nem aviões como há hoje). Quando estavam em viajem, o bebé que Maria trazia na barriga, nasceu, não havia nenhum hospital e os hotéis estavam todos cheios, não havia lugar para onde eles pudessem ir, só encontraram uma cabana feita de madeira com musgo à volta, lá dentro estavam uma vaca, um boi e algumas cabras, era o único sitio abrigado que eles encontraram, o bebé teve que nascer ali mesmo no meio da palha que os animais comiam - avó, e os animais não fizeram mal ao bebé tão pequenino? - Não, não só não fizeram mal, como também o aqueceram com o calor dos seus corpos, os animais eram muito mansos, responde a avó à coriusidade sempre crescente e aguçada da menina. Ao menino foi dado o nome de Jesus. Depois, vieram pastores de muito longe visitar Jesus. Um anjo vestido de branco apareceu aos pastores e lhes anunciou que tinha nascido em Belém, numa manjedoura, um menino que eles deviam ir adorar, pois este menino tinha nascido para salvar todas as pessoas. Uma estrela muito brilhante surgiu então no céu e os pastores perceberam que era aquela estrela que os iria guiar até Jesus, seguiram sempre essa luz até encontrarem a cabana onde Jesus estava com os seus pais. Os pastores levaram prendas para oferecer a Jesus.

 

A avó continua a falar da história - sabes, quando tu fazes anos, recebes prendas e tens uma festa, convidas os teus amigos, assim é como o natal que é a festa de anos de Jesus e todas as pessoas são convidadas, porque Jesus é amigo de todas as pessoas. As familias reunem-se na casa umas das outras e fazem uma festa para comemorar o aniversário de Jesus e também trocam prendas! 

 

Avó, que historia tão bonita, achas que eu tanbém poderia dar uma prenda a Jesus?

 

Sim, responde a avó - sempre que tu dás alguma coisa para ajudar os outros, já estás a dar uma prenda a Jesus. Ele fica muito feliz quando os meninos e meninas são bons uns para os outros.

 

Que bom avó, não me vou esquecer nunca desta história!

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Dia do pijama

Avó anda ver as cazinhas que eu e o mano trouxemos da escola - Marianinha pega na mão da avó e mostra-lhe as cazinhas, são lindas diz a avó. Marianinha vai explicando que amanhã é dia do pijama e todos os meninos vão de pijama para a escola, podem levar também um peluche e uma almofada. Avó podes dar uma moeda para colocar dentro da cazinha, é para ajudar os meninos que não não têm que comer nem brinquedos para brincar.

 

A avó dá-lhe a moeda, Marianinha fica feliz!

 

Amanhã é o "dia do pijama"

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