Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Abrigo das letras

Abrigo das letras

Estrelas de Natal

Não tenho uma estrela de Natal, todos os anos quando monto a árvore de Natal, penso nisto "não tenho uma estrela de natal", não tenho e não me lembro de comprar. O programa que tinha para esta tarde de domingo falhou e, como já tinha planeado montar a árvore de natal e tinha tempo, pensei, vou fazer uma estrela de natal.

Uma pequena pesquisa na net e encontrei um molde que serviu na perfeição para e execuxão da obra, materiais em casa havia, um saco feito de papel de lustro dourado que tinha chegado a casa com alguma coisa que não me lembro o quê, e que guardei porque era mal empregado deitar fora (eu guardo tudo o que acho que algum dia pode servir para alguma coisa) hoje foi o caso, nem sabia que o saco estava ali guardado quando fui à procura dos materiais para fazer as estrelas de natal, assim que o vi, soube logo que era aquilo mesmo que precisava. Ora bem, tendo o papel de lustro dourado, fácil era arranjar cartão, pois guardo sempre as caixas de cartão que me parecem boas, de resto, a tesoura e a cola também havia, pronto, agora era mãos à obra. Há quanto tempo que não me debruçava a fazer trabalhos manuais como se tivesse na escola, adorei estar ali a recortar, a medir e a colar e, no fim gostar do trabalho feito. Fiz três estrelas, uma coloquei no topo da árvore, outra por cima da cabana do presépio e a última colei na porta da sala. Para quem não tinha uma estrela, agora tem três e, melhor ainda, não foi preciso comprar, assim tem outro valor, o valor de quem constrói!

Estrelas de natal.jpg

 

 

 

 

 

 

A árvore de natal

f_218838.jpg

 

Hoje foi dia de montar a árvore de natal lá em casa, não uma árvore grande onde as crianças não chegam para ajudar a montar mas sim, uma pequenina, onde as crianças chegam até ao cimo para colocar a estrela. Foi o trabalho de casa das gêmeas, a avó colocou as luzes em primeiro lugar, elas colocaram fitas, laços e bolas; a avó montou a cabana com pedaços de madeira para o presépio, elas desembrulharam as figuras uma a uma e, vendo que faltava uma peça, uma das gêmeas pergunta: avó, onde está o menino Jesus?  a avó guardava durante todo o ano a figura do menino noutro local, estava sempre à vista, tinha um carinho especial por aquela figura de menino em posição de deitado num berço, foi buscá-lo e colocou-o nas palhinhas dentro da cabana, as meninas colocaram as restantes figuras, o presépio era composto apenas pelas figuras principais. Árvore e presépio ficaram prontos, a avó ligou as luzes, acendeu umas velas pela casa, colocou uma coroa de natal na porta de entrada, assim, deu à casa aquele espírito natalício que já se vive fora de portas. 

 

A avó recua no tempo e revive a época em que ia ao pinhal, levava um serrote, procurava um pinheiro com o tamanho e a forma que mais se adequasse ao seu gosto, era sempre um pequeno pinheiro, cortava-o  e trazia-o para a árvore de natal, metia as mãos por debaixo das camadas de musgo, procurava o mais macio e verde, rasgava-o em bocados grandes que trazia para casa numa caixa de madeira, trazia também umas heras, areia e algumas pedras. Montava então um grande presépio, com as pedras cobertas de musgo dava-lhe relevo em alguns locais para formar os montes e vales, com a areia que levou, desenhava os caminhos por onde passavam os pastores na sua ida  para visitar Jesus. As heras ajudavam a decorar e dar uma idéia mais real ao cenário. Colocava então as figuras, eram muitas, havia as figuras principais e também mais uma catrefa delas: pastores, muitas ovelhas, cães, o anjo em cima da cabana, lavadeiras, padeiros, os três reis magos, mendigos etc.

 

Com a chegada dos pinheiros artificiais esta prática deixou de existir, evitou-se assim o corte de tantos pinheiros em crescimento nesta quadra, também não se montavam tantas árvores de natal, montavam-se mais os presépios com musgo real.

 

Bom Natal!