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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Primeiro dia de praia

Sabia que o calor ia apertar, olhou o tempo, estava calmo, nem uma réstia de vento, nem uma fogaz nuvem, um ceu azul e uma temperatura morna logo àquela hora da manhã. Decidiu, este vai ser o meu primeiro dia de praia. Logo tratou de passar protetor solar em todp o corpo, assim já não precisava de levar para a praia a embalagem do protetor, era um peso a menos, porque quando está muito calor tudo pesa no saco. Ainda era cedo e só pretendia lá estar umas duas horas, mas acabou por estar três. Enfim, quando estamos bem, vamos ficando.

Já na praia e porque era de manhã, a areia encheu-se de casais com as suas crianças pequenas, muitas delas também a primeira vez de praia. Molhou os pés, achou a água fria, não foi além disso, voltou para a toalha e ali se estendeu, ora lendo umas páginas daquele livro que levou e que conforme vai lendo vai ficando abismada com o que lê, sabe que umas coisas são ficção mas que outras são baseadas em factos veridicos, (assunto para outro post). Vai observando os banhistas que por ali circulam e ouvindo sem prestar a mínima atençao a conversas trocadas entre uns e outros, pronto, é assim uma manhã de praia que entretanto já passou.

Hora de ir para casa e tratar do seu almoço, chegada ao carro.... boa!!!! estás apertada como tudo, agora como tiras tu daqui o carro sozinha? Nem pensar, não há hipóse, tens que pedir ajuda, não há outra forma.

Vê um casal que lhe parece ser o ideal para a ajudar, dirige-se a eles; desculpe, o senhor por favor pode me ajudar a tirar o carro daqui? ele olha para a situação e verifica também que não é um caso fácil, por isso pede licença para entrar no carro e ele mesmo vai tentar tirar o carro com a minha ajuda e também a ajuda da sua esposa, anda para a frente, anda para trás, endireita, volta a andar para a frente, volta a endireitar e a andar para trás... lá depois de várias tentativas, enfim o carro estava pronto a sair sem se raspar a si e o do lado. Bem que aquele que a apertou daquele jeito merecia uma lição, mas é melhor não pensar nisso.

Obrigada, muito obrigada..... muito obrigada, nem sei como lhe agrdecer; não se cansou de agradecer. Entrou no carro e seguiu o seu caminho, passou pelas pessoas que a ajudaram que entretanto já iam a subir a rua e acenou com a mão!

Aquele que apertou o seu carro daquele jeito, sabia perfeitamente que o condutor ia ter sérias dificuldades para tirar o carro dali, mesmo assim não se importou, o importante era deixar o carrão ao pé da praia e quem quiser que se desenrrasque!

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Quando a tarde cai e o sol se põe

A tarde vai caindo e o sol lentamente vai descencendo, as pessoas iniciam a fechar chapéus e a enrolar os corta vento, arrumam toalhas dentro dos sacos e enfiam vestidos ou calças, começam a abandonar a praia, o pescador que no pontão lançava a linha ao mar na esperança de apanhar um peixe também já arrecadou todo o material e de cana ao ombro e baldes nas mãos, regressa, passa por nós e deixa dois dedos de conversa, diz que a pesca foi produtiva e que apanhou um bom peixe e segue o seu caminho sorrindo, vai feliz com a asua pescaria. As gaivotas sobrevoam em círculos por cima das nossas cabeças, grasnam, olho-as com a tenção e constato que são lindas com as suas grandes asas abertas, algumas pousam na areia, elas procuram alimento, restos de comida deixada pelos veraneantes.

 

Aos poucos, a praia vai ficando deserta apenas entregue a estas aves, e o sol inicia a sua descida gloriosa até ao Atlantico, afunda-se lentamente para voltar a nascer novamente amanhã, lindo e explendoroso para um novo dia!

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 Mais um dia termina.... um dia de cada vez e a vida vai assim deslizando ....

Um livro caído na areia da praia

Poderia dizer que, durante um passeio numa  praia encontrei este livro deixado esquecido na areia, poderia dizer que ele foi deixado lá propositadamente para incentivar alguém a ler pela curiosidade do achado, também poderia dizer que quando a maré subisse, as ondas o poderiam destruir, qualquer uma destas hipoteses seria válida, mas não foi isto que aconteceu.

 

Pousei delicadamente este livro na areia depois de o ter acabado de ler e ter ficado a refletir sobre ele, a máquina fotográfica estava ali à mão e não resisti, registei o momento enquanto a leitura ainda estava quente misturada com o calor da areia.

 

Miguel Sousa Tavares relata aqui numa forma mais ou menos romanceada, uma viagem que fez ao deserto do Saara, uma viagem/aventura repleta de dificuldades, tempestades, perigos  e adrenalina, fez esta aventura de jip, na companhia de uma jovem também ela sedenta de aventura pelo deserto!

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 É um livro pequeno, com apenas 125 páginas, lê-se num ápice e é uma narrativa incrível, muito bom mesmo!