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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Ponte Salazar

"Às dez e meia em ponto ouve-se o hino nacional “enquanto no forte de Almada uma bateria dá os 21 tiros da ordenança em salvas compassadas. Lá longe, sobre o rio, sobe um foguete que estoira e deixa um rasto de fumo. E mais foguetes e morteiros rebentam nas alturas, anunciando o começo da cerimónia” de inauguração da Ponte Salazar, lia-se na edição de 7 de agosto de 1966 do DN.

 

O dia será vivido em clima de festa em Lisboa e Almada. Assim se descreve o ambiente na Margem Sul: “Cedo as ruas das terras da Outra Banda começaram a cruzar-se de gente com ar domingueiro e feliz.” A “maioria tomava o rumo dos pontos altos (…). Era uma autêntica romaria. (…). E todos se encaminhavam a pé ou (…) em camionetas para os cimos de Almada, donde se avistam os lugares da festa”.

 

 

Em Lisboa, à noite, toda a cidade saiu para as ruas para ver um “grandioso espetáculo” de fogo-de-artifício.

 

Os elétricos passavam apinhados, com gente dependurada, em equilíbrio precário, arris- cando a integridade física na ânsia de alcançar um ponto estratégico que lhe permitisse ver o show de luzes e cores fabricado pelos pirotécnicos nortenhos”. Por sua vez, a “ponte, profusamente iluminada, oferecia um deslumbrante espetáculo que valia a pena contemplar”.

 

Após o 25 de Abril de 1974, é rebatizada com a designação da data da queda do regime fundado por Salazar. e passa a designar-se "Ponte 25 de Abril"

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