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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Os rios não bebem a sua própria água...

Quando fazemos parte  da vida de alguém, deixamos sempre uma marca, boa ou má, ou as duas. Se fomos felizes com essa pessoa vamos nos lembrar sempre dos momentos bons, mas se essa pessoa nos magoa, essas mágoas também vão permanecer para sempre, por vezes são capazes de fazer esquecer os bons momentos. A mágoa tende a prevalecer, a ficar ali viva, recalcada, tornando-se superior ao bom.  A vida é boa quando se está feliz, tem sabor a doce de amora, tem o perfume das rosas e a alegria da primavera. A mágoa torna-nos infelizes, com sabor amargo na boca e no estomago, rouba-nos a alegria de viver, impede que que vejamos mais além, impede que vejamos os outros e obriga-nos a escondermos-nos dentro da nossa concha como um caracol.

A vida partilhada é melhor que uma vida solitária, fomos concebidos para viver em comunidade, uns com os outros, para fazermos  e sermos felizes com os outros. Nada vive para si mesmo, os rios não bebem a sua própria água, as árvores não comem os seus próprios frutos, as flores não espalham os seus perfumes para si mesma e o sol não brilha para ele próprio. Nós não podemos viver para nós mesmos, seria um egoísmo total e nos afogariamos nesse mesmo egoísmo!

Viva para os outros e estará a viver para si, porque será feliz fazendo a felicidade dos outros!

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A desilusão não é um estado fácil

Sentada no sofá, olha distraída os troncos que na lareira crepitam entre um brasido incandescente, dos seus olhos pendem umas lágrimas que a custo segurou mas que agora deslizam lentamente pela sua fase. Sente-se desiludida. Lá fora no frio da noite um gato mia, faz uns ruídos estranhos, próprios desta altura do ano , às vezes parecem crianças a chorar. Estes sons vindos da rua entristecem ainda mais o seu coração já partido. Esperara tantos anos por ele, e ele chegara, o seu carinho enchera a sua vida, vivera momentos tão bonitos  que agora teimam em se tornar apenas recordações.

Levanta-se e coloca outro tronco na lareira que parece querer apagar-se, desiludida com quem a mantém acesa. Aquela chama que se apaga é como  a alegria que resplandecia no seu rosto e se apagou. O tronco incendia e ela fica ali a olhar para aquela chama que cresce, que cresce e ilumina, e pensa que bom que era que a serenidade do seu coração voltasse e a paz do seu espirito também. Está desiludida sim e muito triste também, mas pior que estar neste estado de espirito é alimentar algo que não tem asas para voar, nem pernas para andar, é alimentar algo que fica estagnado como as águas lamacentas de num pãntano.

Assim, sabe que hoje não é dia para ponderar seja o que for, o seu estado não permite, amanhã certamente que estará um pouco mais serena e calma, ou não...... A desilusão não é um estado fácil!

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Perante a adversidade a recomeçar do zero

Na adversidade é preciso muita força para mostrar alegria!

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 O meu pensamento está na Madeira e no Continente, está com todos aqueles que vão ter que começar do zero, que vão olhar as cinzas de uma vida que construiram e vão deixar cair lágrimas de tristeza.... está com todos aqueles que na adversidade terão que buscar forças onde nem sabem que existem para recomeçar..... recomeçar do zero, reconstruir uma vida que as chamas engoliram!

A Primavera está a chegar

Dá vontade de ir para o quintal e mexer na terra, arrancar as ervas, arranjar os canteiros, plantar e semear novas flores, olhar para as que já estão em flor; a Primavera a chegar dá mais ânimo, mais alegria, vontade de sair, fazer caminhadas, apreciar a natureza. Não se feche em casa, saia para a rua fale com os vizinhos, diga olá, aprecie o que de bom a vida nos dá...