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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Os Caminhos da minha Mãe

Muitos caminhos percorreste

uns foram direitos,

outros nem por isso,

calcorreaste o caminho das pedras,

empreendeste os caminhos lisos,

também enfrentaste os sinuosos,

em todos estes caminhos

caminhaste com amor,

e neles choraste lágrimas de dor.

Nos caminhos da tua vida,

aprendeste a linguagem

da gratidão, do carinho e da alegria,

deste tantos filhos ao mundo,

deste tantos ramos à tua árvore,

hoje, ela se estende para lá das montanhas,

com alegria nas suas folhas, estampada,

que tu observas de perto,

porque a tua vida foi

e será sempre um livro aberto!

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Estas flores são para ti minha mãe querida!

Penas!!!

Não apenas porque achei que daria uma belísima foto, mas também porque me levou a encontrar este lindíssimo poema de Fernando Caldeira. !

penas 1.jpg

Penas

Como disserem das minhas,
As penas das avezinhas,
De leves levam ao ar!
As minhas pesam-me tanto,

 

Que às vezes, já nem o pranto
Lhes alivia o pesar!

Os passarinhos têm penas,
Que as lindas tardes amenas
Os levam por esses montes!
De colina em colina,
Ou pela extensa campina
A descobrir horizontes!

São bem felizes as aves
Como são leves, suaves,
As penas que Deus lhes deu!
As minhas pesam-me tanto,
Ai, se tu soubesses quanto,
Sabe Deus e sei-o eu!

(Fernando Caldeira)