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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Preguiça

Quando estás podre de cansada, resfastelada numa cadeira e cheia de sede, mas sem vontade alguma de te levantares para ir buscar um copo de água, como a "preguiça que morreu à sede à beira do lago", comentas com a pessoa que está contigo, "tenho uma sede que nem vejo" e, lentamente começas a levantar-te para ir buscar o dito copo de água.

 

A pessoa que está contigo diz - deixa -te estar, vou trazer-te  a água e levanta-se para ir buscá-la. Tu voltas a sentar-te e aguardas. Desta vez não vais morrer à sede, alguém reparou na tua preguiça e ajudou-te.

 

Porém, não te habitues mas lembra-te de retribuir o gesto assim que surgir a opoutunidade!

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 Mas... esta preguiça é linda ..... que até dá vontade de continuar a ter preguiça!

O livro que leio

 

O livro que leio, prende-me a atenção, encontro-me dentro dele, naqueles lugares, vivendo aquelas situações, aqueles momentos, não percebo que os minutos, as horas não param só porque estou a ler um livro. Os olhos cansados, a boca seca avisam-me que é hora de fazer uma pausa. Sacudo os ombros, esfrego os olhos, estico as pernas e levanto-me. Vou buscar um copo de água, a água molha a minha boca, desliza pela minha garganta, refresca o interior do meu corpo.

 

A água que bebo é da torneira, dizem que a água da torneira tem um sabor esquisito, que sabe a desinfetante. Eu bebo água da torneira, houve um tempo em que bebia água engarrafada mas, cheguei à conclusão que não fazia sentido andar a carregar e a pagar garrafões de água, quando a torneira está ali sempre à mão. Cheguei também à conclusão que a água engarrafada é apenas e somente uma máquina de fazer dinheiro para alimentar indústrias e enriquecer uns tantos, porque um dia alguém se lembrou de dizer que a água da torneira tinha mau sabor.

 

Dou alguns passos pela casa, volto a esticar as pernas e a sacudir os ombros, o meu olhar estende-se para lá das vidraças da janela que dá para a varanda, ao longe está o mar, ali mais perto está uma estrada, nela, passam carros e os carros levam pessoas. A praia não está longe, o mar parece estar calmo e o sol é quente (hoje tem sol, amanhã vai estar chuva) dizem eles na metereologia. Hoje está sol, as pessoas passam nos carros, talvez vão até à praia, talvez vão buscar as crianças à escola....

 

Volto ao meu livro, devoro palavras atrás de palavras, palavras que fazem sentido no contexto em que estão inseridas. Às vezes, tenho que voltar atrás na leitura para perceber o que está escrito à frente, outras vezes estou a ler e o pensamento fugiu para outra dimensão qualquer, nessas vezes, também tenho que voltar atrás para reler aquilo que li sem ler.

 

Quando isso acontece, é o subconsciente que me está a avisar que é hora de fazer uma pausa e beber mais um copo de água.

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A leitura da luz

Enquanto esperava pela minha vez, ia ouvindo dstraidamente a conversa que se desenrolava com duas pessoas lá atrás, uma mulher e um homem. Dizia a mulher - hoje só vou chegar a casa lá para  a noite, ontem a esta hora já estava quase despachada daqui. É que, tenho que apanhar a camioneta para a feira onde está o meu marido, depois, petisco ali qualquer coisa e tenho que apanhar outra camioneta para ir a outro sitio levar a leitura da luz, ando a pagar luz que ainda não consumi, sabe, esta coisa das estimativas é uma treta, andamos a pagar aquilo que ainda não gastamos. 

 

Dizia então o homem - eu já há muito tempo que me habituei a dar a leitura pelo telefone, assim, pago só aquilo que gasto e não me chateio mais, dantes também me acontecia isso e nunca sabia o que gastava. É que, isto das estimativas é mesmo muito chato e termos que dar a leitura é chato também, ao fim e ao cabo estamos a fazer o trabalho deles, já pagamos todas aquelas taxas que eles nos impôem e mesmo assim, ainda temos que fazer o trabalho que lhes compete como por exemplo,  fazer e enviar a contagem da luz para eles.

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 Isto acontece com a luz mas o mesmo acontece com a água, pelo menos no meu concelho. No verão, então é deveras aborrecido principalmente para quem tem quintais, pequenas hortas ou piscinas e não tem furo, ou seja, quem tem estas coisas e precisa da água da companhia para poder usufruir delas. Se uma pessoa se distrai com as torneiras e não dá as leituras mensalmente, quando eles vem fazer a contagem que é de quatro em quatro meses, é de ficar tonto e cair para o lado com a conta que aparece. O verão está aí a chegar, nada de esquecer de enviar as leituras.

 

 

 

Reaproveitar água

Sendo a água um dos recursos sem a qual não haveria vida no planeta, ocorre-me deixar o registo,neste dia internacional da água,  de duas das práticas que utilizo para desperdiçar menos água. Normalmente utilizo a água de lavar legumes para regar as plantas dos vasos e canteiros e também aproveito a água fria que sai do chuveiro, antes da quente, para lavagens ou para a sanita. Numa época em que este recurso corre sérios riscos, nunca é demais lembrar que se cada um fizer a sua parte, poderão se evitar muitos desperdícios!

Chuva

Ainda bem que a chuva está de volta, já estava a sentir a falta dela. As plantas precisavam de ser regadas, a poeira do carro precisava de sair, o ar precisava de ser reciclado. Gosto de estar em casa e ouvir a chuva a bater nos vidros, gosto de a ver cair dos beirais dos telhados, gosto de a ver cair em grossa pingas dentro das poças e fazer a água saltitar, gosto de a ver correr pelas valetas, gosto de quando aparece o arco-iris, chove e faz sol... gosto principalmente de ver como a natureza se modifica passados uns poucos dias depois de ter chovido... Quase como por milagre tudo fica diferente... até aquela planta que estava ali atrofiada começa a despontar folhas verdes...