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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Sinto falta das pessoas que vão desaparecendo

Um a um, homens e mulheres vão desaparecendo da minha aldeia, pessoas que me habituei a ver na sua vida ativa na época em que eu era ainda uma menina, pessoas que no seu dia a dia contribuiam para o desenvolvimento da sua aldeia e o sustento da sua familia. Hoje vejo as casas onde habitaram, algumas muito descuidadas, degradadas até, e sinto pena de as ver assim, outras ganharam nova vida, foram restauradas e estão muito bonitas, os seus antigos donos gostariam de as ver assim! As pessoas da minha aldeia ganhavam o sustento trabalhando a terra, todos os bocadinhos de terra, incluindo encostas eram amanhados para cultivo dos mais variados produtos que vendiam nos mercados das das vilas mais próximas. Produziam o seu vinho a sua carne, as suas batatas e feijões... Era vê-las todos os dias atrás dos seus burritos transportando legumes, frutas e hortaliças...depois chegaram os pequenos tratores com reboque que facilitou o transporte e a vida foi evoluindo....

Hoje, restam poucas dessas pessoas, mas mesmo essas já pouco se veem porque já não saem de casa ou estão em lares de terceira idade. A noticia de mais uma senhora que nos deixou é mais uma perda para a aldeia que a viu nascer..

Regresso do Mercado[1] - Cópia.jpg

 (imagem tirada da net)

 

 

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