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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Pilares daqui e dali

Desci a rampa, tirei o tiket, a cancela abriu. Bolas, que estacionamento apertado, comentei logo para mim mesma. Está um lugar ali ao canto, vou arrumar ali. O lugar, para quem está muito habituado a estacionar em estacionamentos subeterrãneos apertados, até que nem era mau, havia pilar aqui, havia pilar ali, agora olha pelo retrovisor da direita, agora olha retrovisor da esquerda, agora olha retrovisor central, agora anda para trás, agora anda para a frente, aquilo estava a apresentar algumas dificuldades.

Estava a minha viatura quase arrumada quando vejo sair um carro de um lugar mais fácil. Não estou com meias medidas, avanço para lá, ficou logo arrumadinho ali à primeira. Boa. Para sair também vai ser melhor, penso.

 

Quando foi para sair, embora estivesse fácil, havia que ter muita atenção aos pilares, eles estavam ali a marcar presença e a suportar o peso do edificio, não queria dar mais uma moça ao carro, ele já tem duas ou três moçazitas ligeiras, não faz falta mais nenhuma. Começo a fazer a manobra de marcha atrás, o funcionário que ali estava veio logo em meu auxilio, se calhar ele está ali precisamente para isso, para ajudar as pessoas a não bater no diabo dos pilares, ainda mandam o edificio abaixo, isso é que era um prejuízo complicado...

 

Bem, com tudo isto, ele ainda passou o tiket na máquina para sair, não tive que esticar o braço, às vezes o braço fica tão longe que não chego à máquina, a cancela levantou, subi a rampa, porque há sempre uma rampa, virei à esquerda, porque era para a esquerda que tinha que ir e segui o meu caminho!

 

Obrigada Sr. Funcionário.

 

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