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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Os rios não bebem a sua própria água...

07.09.18 | Maria Flor

Quando fazemos parte  da vida de alguém, deixamos sempre uma marca, boa ou má, ou as duas. Se fomos felizes com essa pessoa vamos nos lembrar sempre dos momentos bons, mas se essa pessoa nos magoa, essas mágoas também vão permanecer para sempre, por vezes são capazes de fazer esquecer os bons momentos. A mágoa tende a prevalecer, a ficar ali viva, recalcada, tornando-se superior ao bom.  A vida é boa quando se está feliz, tem sabor a doce de amora, tem o perfume das rosas e a alegria da primavera. A mágoa torna-nos infelizes, com sabor amargo na boca e no estomago, rouba-nos a alegria de viver, impede que que vejamos mais além, impede que vejamos os outros e obriga-nos a escondermos-nos dentro da nossa concha como um caracol.

A vida partilhada é melhor que uma vida solitária, fomos concebidos para viver em comunidade, uns com os outros, para fazermos  e sermos felizes com os outros. Nada vive para si mesmo, os rios não bebem a sua própria água, as árvores não comem os seus próprios frutos, as flores não espalham os seus perfumes para si mesma e o sol não brilha para ele próprio. Nós não podemos viver para nós mesmos, seria um egoísmo total e nos afogariamos nesse mesmo egoísmo!

Viva para os outros e estará a viver para si, porque será feliz fazendo a felicidade dos outros!

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