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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Malmequeres do campo

Eu gosto é das flores do campo. Sair por aí pelos caminhos de terra, vaguear pelos campos e, de um lado e de outro encontrar esta abundãncia de maravilhosas flores que selvagicamente nascem e desabrocham numa multiplicidade de cores e formas.

Pego numa, como antigamente começo a desfolhá-la, vem-me à memória "malmequer, bem-me-quer, muito, pouco, ou nada". Quando era adolescente e tinha um fraquinho por algum rapaz, desfolhava o malmequer para saber se era correspondida. Conforme ia tirando uma pétala ia dizendo uma palavra. A palavra que correspondesse à última pétala era a que vigorava. Por exemplo, a última palavra correspondia a "bem-me-quer", ficava feliz da vida porque o tal fraquinho era correspondido. Coisas de adolescentes.

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 Quantos malmequeres já desfolhei na vida, quantas vezes já a minha voz interior se perguntou quem me quer bem e quem me quer mal. Quantas vezes já a minha voz interior me alertou para me afastar de algumas pessoas e me aproximar de outras.

 

A minha voz interior é o meu malmequer de cada dia!

 

No meu campo de malmequeres existe uma flor para cada um de voçês, podem começar a desfolhar!

 

 

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