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Abrigo das letras

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Cartas a meu Pai

19.03.18 | Maria Flor

Pai, dizem que hoje é o dia do Pai, e eu pergunto: mas não são todos os dias, dias do pai? se todos so dias eles lutam e se esforçam para que nada falte aos seus filhos, para que eles tenham uma vida melhor que a deles, se esforçam na sua educação, fazendo o melhor que sabem e, por vezes na intenção de dar o melhor acabam por ter um efeito contrário ao suposto, mesmo assim, as suas intenções são as melhores e sofrem por não terem conseguido o que era importante.

Os pais merecem o melhor de nós, porque eles nos pegaram no colo, nos deram o biberom, nos trocaram fraldas, perderam noites connosco quando estivemos doentes, nos levaram às urgências durante a noite e também de dia, aturaram as nossas birras e, quando crescemos foram imcompreendidos por nós, apenas porque nós achávamos que já sabiamos mais do que eles e nos achávamos muito importantes na nossa ignorãncia própria da nossa idade. Mas tudo eles compreenderam e desculparam porque somos os seus filhos, sangue do seu sangue.

Hoje, pai, já não estás entre nós neste espaço fisico que é o mundo, mas acredito que o sítio onde estás é muito mais bonito do que este e que todos os dias olhas por nós, os teus filhos, a continuação da tua vida na terra.

Hoje, que também já sou uma mulher madura, que também já sou mãe, sei bem dar o valor ao teu esforço e à tua preocupação com a tua família, sei te compreender e me arrependo de não te ter visitado mais vezes, de não ter estado mais tempo contigo, já se passaram alguns anos desde que partiste para esse lugar onde todos nós nos juntaremos um dia. Connosco ficou uma grande saudade para sempre!

Beijinhos da tua filha

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