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Abrigo das letras

Abrigo das letras

As ruas fervilham de gente

26.07.15 | Maria Flor

Saio á rua, já é noite alta e está um pouco fresca, o casaquinho que me cobre os ombros é suficiente para quebrar a aragem, caminho lentamente e passo em frente aquele bar, a música está alta, as lanternas estão em cima das mesas, pessoas conversam animadas de copo numa mão e cigarro na outra, indiferentes ao barulho que todo aquele movimento provoca. Continuo caminhando e passo em frente à casa da minha amiga que tem a sua casa paredes meia com aquele bar, penso nela e até me dá dó saber que tem que suportar aquele "inferno" todas as noites. Sim, para ela aquilo é um inferno já que lhe perturba largamente o merecido descanso depois de um longo dia de trabalho. Mas que fazer, o bar tem licença para trabalhar e ela não pode mudar a casa para outro lado. Os meus pés levam-me mais adiante e cruzo com casais de namorados e grupos de adolescentes de telemóvel na mão alheios ao mundo que os rodeia, já que o telemóvel se tornou o centro do universo. As ruas fervilham de gente que está de férias, ansiosas para se divertirem, a noite está agradável. Chego ao local onde deixei o carro e vou para casa, definitivamente a "night" não foi feita para mim!

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