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Abrigo das letras

Abrigo das letras

A minha amiga

Enquanto escrevo este texto, ouço uma música calma, tão calma que até me faz adormecer, a música tem como pano de fundo água correndo sobre pedras, fazendo lembrar um ribeiro onde correm águas transparentes. As teclas do piano apaziguam o furor que a minha alma acalenta.

 

Lembro-me que hoje é sexta feira e é treze de Maio, o dia em que Maria apareceu em Fátima e também o dia em que a minha amiga fazia anos. A minha amiga está tão longe, foi-se embora para um lugar tão distante e ao mesmo tempo tão próximo de cada um de nós.

 

Talvez a minha amiga esteja melhor agora porque, agora ela é uma estrelinha brilhante, não tão brilhante como a Senhora que em Fátima apareceu, mas é uma estrelinha que todas as noites ilumina o coração daqueles que com ela privaram neste mundo de luta por poderes, por valores materiais, por ganâncias insustentáveis.

 

A minha amiga fazia anos hoje. A música é suave e doce, a minha alma acalma, às vezes a música faz uma pausa, uma provável interferência do sistema faz com que a música pause uns momentos e volte logo depois.

Enquanto escrevo este texto quase não oiço a música, no entanto, quando ela faz a pausa, levanto os olhos, sei porque levantei os olhos.

 

Hoje vou ao campo, recolho um bonito ramos de flores, flores campestres, as que ela mais gostava, e vou levá-las à morada da minha amiga, ela que está tão longe e tão perto!

( Texto de fição)

 

 

 

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