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Abrigo das letras

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A árvore de natal

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Hoje foi dia de montar a árvore de natal lá em casa, não uma árvore grande onde as crianças não chegam para ajudar a montar mas sim, uma pequenina, onde as crianças chegam até ao cimo para colocar a estrela. Foi o trabalho de casa das gêmeas, a avó colocou as luzes em primeiro lugar, elas colocaram fitas, laços e bolas; a avó montou a cabana com pedaços de madeira para o presépio, elas desembrulharam as figuras uma a uma e, vendo que faltava uma peça, uma das gêmeas pergunta: avó, onde está o menino Jesus?  a avó guardava durante todo o ano a figura do menino noutro local, estava sempre à vista, tinha um carinho especial por aquela figura de menino em posição de deitado num berço, foi buscá-lo e colocou-o nas palhinhas dentro da cabana, as meninas colocaram as restantes figuras, o presépio era composto apenas pelas figuras principais. Árvore e presépio ficaram prontos, a avó ligou as luzes, acendeu umas velas pela casa, colocou uma coroa de natal na porta de entrada, assim, deu à casa aquele espírito natalício que já se vive fora de portas. 

 

A avó recua no tempo e revive a época em que ia ao pinhal, levava um serrote, procurava um pinheiro com o tamanho e a forma que mais se adequasse ao seu gosto, era sempre um pequeno pinheiro, cortava-o  e trazia-o para a árvore de natal, metia as mãos por debaixo das camadas de musgo, procurava o mais macio e verde, rasgava-o em bocados grandes que trazia para casa numa caixa de madeira, trazia também umas heras, areia e algumas pedras. Montava então um grande presépio, com as pedras cobertas de musgo dava-lhe relevo em alguns locais para formar os montes e vales, com a areia que levou, desenhava os caminhos por onde passavam os pastores na sua ida  para visitar Jesus. As heras ajudavam a decorar e dar uma idéia mais real ao cenário. Colocava então as figuras, eram muitas, havia as figuras principais e também mais uma catrefa delas: pastores, muitas ovelhas, cães, o anjo em cima da cabana, lavadeiras, padeiros, os três reis magos, mendigos etc.

 

Com a chegada dos pinheiros artificiais esta prática deixou de existir, evitou-se assim o corte de tantos pinheiros em crescimento nesta quadra, também não se montavam tantas árvores de natal, montavam-se mais os presépios com musgo real.

 

Bom Natal!

 

 

 

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