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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Vestindo a capa de um livro...um livro que anda

Hoje vou vestir a capa de um livro, vou falar como se fosse um livro; um livro que ficara "esquecido" propositadamente para que outro leitor também pudesse usufruir do prazer da sua leitura.

 

O meu proprietário deixou-me aqui neste banco de jardim, terá se esquecido de mim? será que já não sou importante para ele uma vez que já me dissecou as palavras, já manuseou todas as minhas páginas, capas e contracapas, já devorou todas as minhas letras.... agora, foi-se embora e, eu aqui fiquei sozinho tal como uma coisa que já não tem qualquer préstimo.

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Estou triste com a atitude do meu proprietário, nunca pensei que me abandonasse, mais valia que não me tivesse retirado da prateleira naquele dia na livraria, me colocou sobre o balcão e pagou para me trazer, agora, abandonou-me, qual será o meu destino....estou muito triste!

 

Alguém se senta mesmo aqui ao meu lado, é uma senhora, veste um vestido às flores de muitas cores, é um vestido alegre e fresco, tem cabelos louros e olhos azuis, não sei precisar a sua idade. Olha para mim com ar intrigado, hesita, não sabe se me há-de pegar ou não, olha mais uma vez e, decididamente, pega-me. A sensação destas mãos a folheraem as minha páginas é agradável, sinto calor e conforto, sinto carinho, será que vou ter outro dono, ou será que vou voltar a ficar abandonado?

  

Não sei quanto tempo esta senhora, como novo leitor me dedicou, sei que foi muito tempo para uma primeira vez, sei que despertei o seu interesse, ela fecha-me e guarda-me dentro da sua mala porque, encontrou no meio das minhas páginas uma mensagem que dizia que me podia levar para casa... agora, estou feliz outra vez!

 

Caro Leitor se está a ler este livro - O livro que anda

Pegue, leia e deixe-o em um lugar público para outra pessoa ler.

 Abrace esta ideia e faça o mesmo com seus livros.

 Livro guardado é palavra amordaçada!”

 

Na praia meio selvagem...

Praia meio selvagem, com acesso dificil, sem assistência. Em tempo de verão, quando todas as outras praias estão cheias de pessoas, onde não cabe mais uma toalha, há quem escolha uma praia que não lhe oferece assistência, nem um acesso fácil, mas oferece-lhe tranquilidade, a tranquilidade que aprecia quando está na praia. Caminha sobre a areia, caminha sobre as rochas e perto da rocha estende a toalha, a rocha oferece-lhe a privacidade e serenidade que procura e assim, pega no livro que está dentro do seu saco e começa ler sem distrações!

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 Quando o céu se mostra de um tom azul um pouco mais claro que o azul do mar e se vislumbra a serra lá bem longe, a paisagem tem que ser maravilhosa!

 

Um livro caído na areia da praia

Poderia dizer que, durante um passeio numa  praia encontrei este livro deixado esquecido na areia, poderia dizer que ele foi deixado lá propositadamente para incentivar alguém a ler pela curiosidade do achado, também poderia dizer que quando a maré subisse, as ondas o poderiam destruir, qualquer uma destas hipoteses seria válida, mas não foi isto que aconteceu.

 

Pousei delicadamente este livro na areia depois de o ter acabado de ler e ter ficado a refletir sobre ele, a máquina fotográfica estava ali à mão e não resisti, registei o momento enquanto a leitura ainda estava quente misturada com o calor da areia.

 

Miguel Sousa Tavares relata aqui numa forma mais ou menos romanceada, uma viagem que fez ao deserto do Saara, uma viagem/aventura repleta de dificuldades, tempestades, perigos  e adrenalina, fez esta aventura de jip, na companhia de uma jovem também ela sedenta de aventura pelo deserto!

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 É um livro pequeno, com apenas 125 páginas, lê-se num ápice e é uma narrativa incrível, muito bom mesmo!

Símbolo perdido, a minha última leitura

 O Símbolo perdido de Dan Brown, foi a minha última leitura, é um livro com algum grau de suspensse. Esse suspense acontece quando o próprio filho de Peter Solomon, transformado e completamente tatuado, excepto uma pequena zona no alto da cabeça que ele deixou para o fim, para a altura do sacrifício, altura essa em que coloca o pai entre a espada e a parede. Mal`Akh identifica-se ao pai Peter Solomon, como sendo o seu filho, aquele que dez anos atrás, ele, o pai também o obrigou a fazer uma escolha difícil... Não digo mais nada.

É um livro muito ao estilo de Dan Brown, de suspense, drama e mistério.

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 Chamado por seu amigo Peter Solomon para dar uma palestra em Washington, Robert Langdon viaja até a capital americana, mas ao entrar no palco para iniciar a palestra descobre que tudo aquilo foi uma forma de atraí-lo até ali para iniciar uma busca por um antigo portal místico que tornaria possível a Apoteose. Robert vê-se então forçado a colaborar com Mal`akh, vilão que esquematiza todos os passos de Langdon para que este decifre e revele o segredo da Pirâmide Maçônica, para que assim Mal`akh tenha acesso ao poder prerrogado pela lenda dos Antigos Mistérios. No desenrolar da trama Robert recebe ajuda de Katherine Solomon, irmã de Peter que está sendo mantido refém pelo vilão da história. Katherine é uma pesquisadora de um novo ramo da ciência, a Noética. Juntos vão decifrando os segredos escondidos na Pirâmide e se aproximando cada vez mais do grande Símbolo Perdido, palavra que quando entendida daria ao homem um poder sobre-humano.

 

 

A história de um caracol que descobriu a importância da lentidão

Quando muita gente se passeia pela feira do livro, eu passeio-me pela biblioteca municipal. Deparei com " A história de um caracol que descobriu a importância da lentidão", estava nas sugestões do dia. Nunca tinha lido nada deste autor, nem conhecia o seu gênero, ao abri-lo e ter lido um pouco, soube logo que tinha que o trazer.

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Num ápice devorei esta fábula de Luis Sepúlveda. Parecendo um conto para crianças, é um conto que nos faz pensar o porquê de as coisas serem com são e não de outra forma. O caracol que ousou saber o porquê de ser tão lento e porquê que não tinha nome, é mandado embora do espaço que compartilha com os outros caracóis por estar a ser chato ao levantar tantas questões.

Na sua lenta, muito lenta caminhada em buscas das respostas, encontra uma tartaruga que o que lhe dá o nome de "Rebelde" e o ajuda a ver o que os "humanos" andam a fazer, que irá destruir o seu pequeno espaço dentro do prado e também o habitat de outros animais.

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Preocupado com isto, volta para trás e vai na sua lenta, muito lenta caminhada avisando todos os animais que encontra no caminho, até chegar ao "País do Dente-de-Leão", o seu país. Conta a sua aventura aos amigos, alguns recusam-se a acrediar nele, os mais novos acreditam e seguem-no. Muitos precalços encontram no caminho, mas acabam por encontrar outro País "do Dente-de-Leão".

É uma fábula maravilhosa que nos mostra a coragem, o amor e a entre-ajuda que existe entre todos os seres vivos.

É a primeira fábula que leio de Luis Sepúlveda, fiquei fascinada pela forma como é narrada a história e também pelas ilustrações espetaculares. Livrinho pequeno que se lê "enquanto o diabo esfrega um olho". e que também podemos ler para as crianças, um pouquinho em cada dia para as não cansar e também para as habituar a ler livros um pouquinho maiores.

 

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 Outros estão na mira para a próxima ida à biblioteca municipal.