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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Desafio de escrita dos pássaros - Tive uma ideia

Tive um ideia

Será que tive alguma ideia que outros não tenham tido já? Penso que não!

Numa altura em que o mundo vive uma grande guerra contra um inimigo invisível que obriga a um recolhimento social para o qual ninguém estava preparado, ideias não faltam por aí para ocupar o tempo (esse bem que não chegava para tudo o que se pretendia, parecia um bem escasso, e agora sobra e sobra), todos têem ideias, umas mais úteis que outras, mas não deixam de ser ideias. Deste modo, e como o fator tempo tem que ser preenchido de alguma forma, a minha ideia recaiu para o bocadito de terra que faz parte do meu quintal, dedicar-me a criar uma pequena hortinha onde possa colher um pouco de tudo o que gosto de consumir e repartir, assim, alguém me preparou o terreno com uma máquina de modo a que este ficasse fofo e fácil de trabalhar. Depois foi dar largas à imaginação e fazer o plano de onde colocar o quê, resultado, plantei morangos, couves, alfaces, tomateiros, pimenteiros, beringela, courgete e cebola, ainda semeei coentros e cenouras. Agora dedico-me a regar e arrancar ervas daninhas. Todos os dias observo o seu crescimento e posso dizer que me dá uma alegria redobrada ver o crescimento da vida numa altura tão conturbada como esta!

A foto que ilustra este texto não é a minha mini horta mas sim de outras hortas que vou observando por aí e me dão ideias para a minha!

horta.jpg

 

Desafio de escrita dos pássaros - Foi tão bom não foi!

Vivia-se uma época em que os pais tinham muitas crianças, mais um filho era uma bênção de Deus, por isso na nossa casa éramos muitos irmãos e irmãs, não tínhamos televisão, telemóvel, muito menos Internet, e livros, poucos. O que eram essas coisas? longe de nós imaginar sequer que um dia viríamos a ter isso tudo e que tudo isso iria mudar a vida de todos e todas as formas de vida até aí vividas, como da noite para o dia. Éramos felizes com o pouco que tínhamos, tão felizes como o desafio dos pássaros  quando eles cantam em harmonia uns com os outros. Brincávamos na rua sem qualquer problema, tomávamos conta uns dos outros e ao anoitecer, enquanto a nossa mãe fazia o jantar, nós, as crianças, sentadas no quarto ou na sala fazíamos uma roda e inventávamos as nossas histórias que contávamos para todos. Assim, passavam horas sem darmos por isso inebriados nas aventuras da nossa imaginação e após o jantar íamos dormir tranquilos uns com os outros. 

Ainda hoje, quando falamos da nossa infância, eu e os meus irmãos relembramos sempre essas histórias, às quais demos um nome tão esquisito que nunca mais o esquecemos, lembramos com saudade esse tempo, sentindo a nostalgia própria dessas memórias, de uma felicidade que o tempo não deixou esquecer, levando-nos por vezes a comentar entre nós "foi tão bom não foi!"