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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Padeira de Aljubarrota

 

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 Seja homem ou mulher, uma pessoa não fica na história por ter um corpo perfeito e um rosto lindo. A bondade de Madre Teresa de Calcutá, a coragem de Joana d`Arc, a determinação de Nelson Mandela, a criatividade de Joana Vasconcelos, e também a malvadez e crueldade de Hitler etc..., Brites de Almeida, sendo o seu nome Beatriz como  a rainha Beatriz de Portugal e Castela, mas conhecida por "Padeira de Aljubarrota" ficou na história pela força e coragem que demonstrou ter ao longo da sua vida e como a soube pôr ao serviço do Reino de Portugal quando a invasão de Castela contra Portugal, mais própriamente na conhecida "batalha de Aljubarrota" onde está edificada uma estátua em sua homenagem. Brites de Almeida não era uma pessoa de feições bonitas nem tão pouco tinha um corpo perfeito, conta a lenda que ela nasceu com seis dedos em cada mão, deficiência que lhe causou ser apelidada pelo povo de criatura do demónio e bruxa.

 

  "Acabaria, entre uma lendária vida pouco virtuosa e confusa, por se fixar em Aljubarrota, onde se tornaria dona de uma padaria e tomaria um rumo mais honesto de vida, casando com um lavrador da zona. Encontrar-se-ia nesta vila quando se deu a batalha entre portugueses e castelhanos. Derrotados os castelhanos, sete deles fugiram do campo da batalha para se albergarem nas redondezas. Encontraram abrigo na casa de Brites, que estava vazia porque Brites teria saído para ajudar nas escaramuças que ocorriam.

Quando Brites voltou, tendo encontrado a porta fechada, logo desconfiou da presença de inimigos e entrou alvoroçada à procura de castelhanos. Teria encontrado os sete homens dentro do seu forno, escondidos. Intimando-os a sair e a renderem-se, e vendo que eles não respondiam pois fingiam dormir ou não entender, bateu-lhes com a sua pá, matando-os. Diz-se também que, depois do sucedido, Brites teria reunido um grupo de mulheres e constituído uma espécie de milícia que perseguia os inimigos, matando-os sem dó nem piedade."

 

 

 

Lenda de S. Martinho

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Verão de S.Martinho, bem quentinho, parece que estamos no principio de Setembro.

 

Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França quando aconteceu o famoso episódio do manto, que poderá ter ocorrido no ano de 337, próximo da capital da Picardia.

 

Reza a história que um dia, quando regressava no seu cavalo, atravessando montanhas altas e frias, um mendigo com roupas esfarrapadas tiritando de frio pediu-lhe esmola e, como nada tinha para oferecer e ajudar o infeliz, o cavaleiro cortou seu próprio manto vermelho com a espada, dando metade ao pedinte. Contam os relatos escritos que, durante a noite, o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião.

 

Conta ainda a lenda que Martinho normalmente andava bem agasalhado para a época e que o mau tempo, as nuvens e o frio que se faziam sentir, como por milagre desapareceram, dando lugar a um céu sem nuvens, com sol e uma temperatura quente. Por essa razão, normalmante por esta altura o tempo está bom e se diz que é verão de s. Martinho!