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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Praia

praia
A tarde está a chegar ao fim, as poucas pessoas que estavam na praia neste dia ensolarado de Junho, já foram embora. A maioria dos veraneantes deste dia de praia, eram estrangeiros. Casais novos com bebés pequenos, alguns jovens e pouco mais. Gosto de estar na praia sem a confusão do verão, gosto de sentir o sol a aquecer a minha pele e as ondas a bater no meu corpo, caminhar descalça na areia molhada e pisar a espuma que vem beijar os pés, saborear o cheiro a maresia em fim de tarde ou logo pela manhã, observar as gaivotas que vêm procurar alimento, vislumbrar um ou outro barco que aparece na linha do horizonte, comtemplar o sol a descer e a esconder-se por detrás de todo o mar que  vista alcança.....

Um fio de água

Entre a vegetação corre com alguma timidez, um fio de água, que teimosamente insiste em correr embora o último Inverno pouco tenha favorecido para que o seu caudal fosse normal nesta época do ano. Este pequeno curso de água vai certamente juntar-se a outros que, todos juntos formarão uma força maior e desaguarão certamente numa qualquer foz. Quando por uma razão ou outra ou simplesmente por desporto caminhamos por montes e vales densamente absorvidos por vegetação, é facil encontrar ribeiros desta natureza. O Verão é uma estação propícia para sair rumo à descoberta de outros caminhos e nos encantarmos com coisas tão simples como um fio de água, o cantar de um grilo ou um lagarto que se aquece ao sol. 

Passeando pela Ericeira

 

 

Percorrendo as praias da Ericeira. Logo pela manhã, o dia estava azul, nada daquelas nebelinas matinais que por vezes se prolonga pela manhã toda, decidi-me pela praia do sul ou praia da Baleia, antigamente conhecida por "Praia dos banhos".

 

 
À tarde dando outras voltas fui ter ao Forte de S. Lourenço! Uma bela paisagem se oberva deste local!
 
 
 
E acabei a tarde na Praia da Empa, onde me estendi ao sol depois de ter dado umas braçadas naquelas zonas de banho fantásticas. Uma praia sem assistência.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Feira do livro

Deambulando por ruas estreitas, ladeadas de casas brancas com barras azuis numa vila piscatória e turística, onde em cada esquina se encontram pessoas que se cumprimentam num alegre "bom dia". É verão de 2012, decorre o mês de Agosto, o céu está azul e sol a queima e, eis que se encontra em frente a uma feira do livro. O objectivo da feira é vender livros, o objectivo dela é simplesmente estar entre eles. Estar entre livros é perder-se no tempo e no espaço. O relógio não existe quando se penetra em mundos de reis e rainhas,  quando se entra nas guerras, quando se perde em amores e desamores, quando se saboreia sem saborear deliciosas receitas e cheira sem cheirar, flores  de doces perfumes. Quando se entra no mundo das crianças e se brinca com elas... É assim que, uma quase viciada em livros se sente quando se encontra dentro da tenda da feira do livro. Por mais tecnologias que surjam, nada substitui o gosto de folhear e ler um livro de papel, sentir o cheiro do papel num livro novo ou, o cheiro do papel velho num livro velho e de folhas amareladas pelo tempo.  Novo ou velho, um livro é sempre uma fonte de descoberta, foi fruto do trabalho do seu autor e o que ele contém não se perde no tempo. O leitor entra dentro de um livro e vive o seu tempo e o seu espaço .

Festas populares

As festas populares que se realizam durante o Verão, um pouco por todo o país, todos os anos de Junho a Outubro, são uma forma de enriquecimento  da cultura portuguesa e das pessoas embora, nem sempre se tenha a percepção dessa riqueza. São tradições que se transmitem de geração para geração sempre com inovação. Quase sempre estas festas são em honra de um santo, que normalmente é o santo padroeiro desse lugar ou freguesia. Esta é uma excelente oportunidade para proporcionar a continuidade de relacionamento e a proximidade entre as pessoas que, de uma forma ou outra deixam de se ver. A organização de uma festa requer muito trabalho, muito empenho e boa vontade de gente que não se poupa a esforços para que tudo corra bem, é de louvar portanto, todo o seu esforço. As Fanfarras dos Bombeiros e as Bandas Filarmónicas são elementos imprescidiveis nas festas do povo.

Manhãs e tardes de praia

 

São chapéus de sol ás riscas, ás flores ou simplesmente de cor lisa, abertos, protegendo do sol os muitos veraneantes que aproveitam uma tarde quente de Julho, nesta praia deliciosa de água calma e transparente; As muitas toalhas coloridas que se estendem aqui e ali no areal dourado, marcam um pequeno território que passa a "pertencer" por algumas horas a alguém. Pessoas que se movimentam em todas as direções brincando e vigiando as suas crianças; as crianças são traquinas e inocentes não conhecem os perigos que espreitam em cada esquina, vigiar todos os momentos delas é "lei". Há quem durma uma sesta, há quem namore, há muitos que conversam e outros que lêem um livro ou uma revista. É a senhora dos bolos que apregoa a "bola de berlim" e o homem dos gelados  "olhó geladinho". O cheirinho a maresia, a brisa que beija o corpo moreno já bronzeado pelas manhãs e tardes, exposto ao sol, o caminhar de pés descalços na linha da água, sentindo as cócegas provocadas pelos grãos de areia ... É Verão

Verão

Ouvem-se as sirenes dos bombeiros (Soldados da Paz)! Está calor, está vento, estes homens não têm descanso. Verão é tempo de praia, de  convivio entre amigos e familiares, de comer gelados, caracóis, piqueniques e sardinhadas. Uma fogueira mal apagada, feita no local errado é o suficiente para colocar em perigo os bens de muitas pessoas. São pomares, vinhas, pinhais, casas, floresta e tudo o mais que o fogo desenfreado encontra pela frente, tudo arde num ápice deixando um rasto de desalento e tristeza para quem perde, muitas vezes o trabalho de uma vida inteira. Sejamos civilizados e responsáveis nestes tempos em que saber viver é tão dificil e exige de cada um, muita criatividade e capacidade para enfrentar a vida com dignidade.

O velho casarão

Por detrás das velhas paredes contam-se histórias que o tempo vai extinguindo, de meninos que brincavam com os patos e os porquinhos da india, de casais de namorados que juraram amor eterno, de mulheres que cozinharam,lavaram a roupa, e amaram os seus homens, de homens que exploraram a terra, jogaram bilhar e amaram as suas mulheres ... histórias repetidas geração após geração, sempre vividas como sendo únicas. O velho casarão de paredes grossas e húmidas, de janelas com vidros partidos e cortinas velhas, de paredes sem tinta, ergue-se desafiando quem para ele olha, como que dizendo " estou velho, estou aqui, fui feito de material sólido, aqui, assim vou continuar até que tu te lembres de me lavar o rosto, renovar as minhas artérias, dar calor ao meu coração, e fazeres palpitar vida no meu corpo.