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Abrigo das letras

Abrigo das letras

O livro que leio

 

O livro que leio, prende-me a atenção, encontro-me dentro dele, naqueles lugares, vivendo aquelas situações, aqueles momentos, não percebo que os minutos, as horas não param só porque estou a ler um livro. Os olhos cansados, a boca seca avisam-me que é hora de fazer uma pausa. Sacudo os ombros, esfrego os olhos, estico as pernas e levanto-me. Vou buscar um copo de água, a água molha a minha boca, desliza pela minha garganta, refresca o interior do meu corpo.

 

A água que bebo é da torneira, dizem que a água da torneira tem um sabor esquisito, que sabe a desinfetante. Eu bebo água da torneira, houve um tempo em que bebia água engarrafada mas, cheguei à conclusão que não fazia sentido andar a carregar e a pagar garrafões de água, quando a torneira está ali sempre à mão. Cheguei também à conclusão que a água engarrafada é apenas e somente uma máquina de fazer dinheiro para alimentar indústrias e enriquecer uns tantos, porque um dia alguém se lembrou de dizer que a água da torneira tinha mau sabor.

 

Dou alguns passos pela casa, volto a esticar as pernas e a sacudir os ombros, o meu olhar estende-se para lá das vidraças da janela que dá para a varanda, ao longe está o mar, ali mais perto está uma estrada, nela, passam carros e os carros levam pessoas. A praia não está longe, o mar parece estar calmo e o sol é quente (hoje tem sol, amanhã vai estar chuva) dizem eles na metereologia. Hoje está sol, as pessoas passam nos carros, talvez vão até à praia, talvez vão buscar as crianças à escola....

 

Volto ao meu livro, devoro palavras atrás de palavras, palavras que fazem sentido no contexto em que estão inseridas. Às vezes, tenho que voltar atrás na leitura para perceber o que está escrito à frente, outras vezes estou a ler e o pensamento fugiu para outra dimensão qualquer, nessas vezes, também tenho que voltar atrás para reler aquilo que li sem ler.

 

Quando isso acontece, é o subconsciente que me está a avisar que é hora de fazer uma pausa e beber mais um copo de água.

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Livro infantil, Anita ou Martine

As histórias da "Anita" são intemporais. Livros de capa e ilustração bonita, foram lidos pelos pais, hoje são lidas pelos filhos. Agora, a "Anita mudou de nome, chama-se "Martine", para ser mais específica - a "Anita" recuperou o seu nome original, era "Anita" apenas para os portugueses.

 

Desde 2015 que a "Anita" passou a chamar-se "Martine", mas para nós, portugueses será sempre "Anita"!

 

Hoje é o dia do livro infantil, e é Sábado, um dia bom para incentivar as crianças a ler. A Anita ou a Martine são histórias lindas para ler aos pequenitos, eles vão adorar!

 

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Um menino que decidiu mudar o mundo

Há coisas a que não conseguimos ficar indiferentes....

"De tempos em tempos, há histórias que nos fazem recuperar a esperança na Humanidade e que nos recordam que a solidariedade, o altruísmo e a empatia ainda são valores que prevalecem. Li esta semana sobre a história dum menino norte-americano chamado Dylan Siegel. Um menino que decidiu mudar o mundo.

Pelo menos o mundo do seu melhor amigo, Jonah Pournazarian, que sofre de uma forma rara de glicogenose, uma doença genética que afeta o fígado de um em cada um milhão de recém-nascidos. O corpo de Jonah é incapaz de digerir açúcares por isso é alimentado com uma fórmula especial através de um tubo no estômago. Preocupado com a saúde do seu amigo, Dylan prontificou-se a ajudar Jonah a encontrar novos métodos para tratar a sua doença. E resolveu escrever um livro para angariar dinheiro para o tratamento. O livro chama-se ‘Chocolate Bar’ (Barra de Chocolate) e a história é centrada num rapaz que acredita que através das suas palavras, consegue ajudar o seu melhor amigo a curar-se duma doença rara. Segundo o jovem escritor, "barra de chocolate" significa "incrível". Onde será que ele se inspirou para escrever a sua história? Pois, a ficção imita a realidade. Começando num evento da escola em Novembro de 2012, Dylan vendeu 200 cópias do seu livro e 100 barras de chocolate, oferta dum supermercado local. Em poucas horas conseguiu arrecadar cerca de 5000 dólares. O gesto não passou despercebido e em pouco tempo Dylan e Jonah acabaram por chamar a atenção de diversos meios de comunicação nacionais e internacionais. O objetivo de Dylan é arrecadar um milhão de dólares e ele está quase lá. Nos últimos dois anos, já coletou mais de 900 mil dólares, com a venda de cerca de 25 000 exemplares em mais de 60 países do mundo. Agora com 8 anos de idade, Dylan espera inspirar outras crianças (e adultos) a acreditar que podem com as suas ideias, não importa quão grandes ou loucas que pareçam, mudar o mundo para melhor. A mim, inspirou-me. Não li o livro – ainda – e sem querer descurar os dotes literários do Dylan, parece-me que o mais importante é mesmo o gesto que ele teve. Identificou um problema e com altruísmo e determinação, agiu com os olhos postos numa solução para o seu amigo. Os homens não se medem aos palmos.

Que história tão barra de chocolate!"   

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/boss_ac/detalhe/pequeno_grande_homem.html

Livros e leituras - cisnes selvagens,

 

 

cisnes-selvagens.jpegEste é um livro extraordinário, comovente e instrutivo no mais alto grau. Por me ter comovido de modo especial, já o li duas vezes. De alguns livros que já li sobre a China este é sem dúvida o que mais me impressionou. Ao ler o livro, sente-se a atrocidade e a crueldade a que foram sujeitas as pessoas durante décadas, sob o regime de Mao. A China e a sua cultura inspiram curiosidade, e é por esse motivo que recai neste livro a minha escolha.

Cisnes Selvagens retrata a história de três gerações da família da autora, Jung Chang.

A sua avó foi vendida como concubina a um senhor de guerra, que dera um golpe e fechara o parlamento da recém-criada república chinesa. Quando criança, ela teve os pés enfaixados para que não crescessem e ficassem pequenos quando adulta (o padrão de beleza feminino na época). Impressionante...

 

 

O melhor livro

Sem dúvida o melhor livro que já li. Este foi o primeiro livro que me abriu as janelas para o mundo. Foi há muitos anos, mas lembro-me bem como me encantaram as palavras que nele estavam escritas, as imagens e as historias. A partir do momento que consegui ler sozinha fiquei fascinada pelo mundo das letras. Há 40, 50 anos quem sabia ler era uma pessoa instruída, hoje, isso já não basta para não ser considerado analfabeto; mas ler não é só juntar letras, ler é muito mais que isso, é saber interpretar nas palavras escritas o que não está lá escrito, é saber interpretar as palavras no contexto das frases, é saber aplicar as palavras nas frases corretas...