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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Feira do livro

Deambulando por ruas estreitas, ladeadas de casas brancas com barras azuis numa vila piscatória e turística, onde em cada esquina se encontram pessoas que se cumprimentam num alegre "bom dia". É verão de 2012, decorre o mês de Agosto, o céu está azul e sol a queima e, eis que se encontra em frente a uma feira do livro. O objectivo da feira é vender livros, o objectivo dela é simplesmente estar entre eles. Estar entre livros é perder-se no tempo e no espaço. O relógio não existe quando se penetra em mundos de reis e rainhas,  quando se entra nas guerras, quando se perde em amores e desamores, quando se saboreia sem saborear deliciosas receitas e cheira sem cheirar, flores  de doces perfumes. Quando se entra no mundo das crianças e se brinca com elas... É assim que, uma quase viciada em livros se sente quando se encontra dentro da tenda da feira do livro. Por mais tecnologias que surjam, nada substitui o gosto de folhear e ler um livro de papel, sentir o cheiro do papel num livro novo ou, o cheiro do papel velho num livro velho e de folhas amareladas pelo tempo.  Novo ou velho, um livro é sempre uma fonte de descoberta, foi fruto do trabalho do seu autor e o que ele contém não se perde no tempo. O leitor entra dentro de um livro e vive o seu tempo e o seu espaço .