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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Esta coisa da intuição....

Ontem enquanto escrevia este post que me deu um tão esperado destaque da equipa sapo, pensava, se calhar esta publicação vai me dar o destaque que há muito tempo não tenho. Algo cá dentro de mim me dizia alguma coisa e pensava no destaque, sim, porque já passou muito tempo sem ver alguma coisa minha nos destaques, mas também é verdade que tenho andado um bocado afastada e aquilo que tenho publicado não tem sido conteúdo de grande relevância, reconheço isso. Ao esvrever a "paixao por antiguidades" senti a intuíção de que iria ser agraciada pela equipa. Às vezes a intuíção leva-nos a mergulhar mais profundamente naquilo que queremos obter. Obrigada à Equipa que me deu o destaque!

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Paixão por antiguidades

Se temos a mania de guardar coisas? sim, temos. Mesmo quando essas coisas já parecem tão velhas e que sabes que nem tu nem mais ninguém as vai usar, ainda assim guardas essas coisas, porquê? Será que no fundo do teu intímo mesmo sem saberes está guardada ainda uma utilização para essa peça? Pois, são algumas perguntas dificies de responder eu sei.

Cansada de olhar para o minúsculo relógio que guarnecia o meu pulso, cansada de olhar para ele e não conseguir ver as horas porque, enfim a vista já não está tão boa como antes, me veio à memória um relógio que há séculos estava adormecido numa caixa sem qualquer préstimo.

Porque não lhe dar vida outra vez? é uma antiguidade, e as antiguidades até estão na moda!

Pego no relógio e o levo ao relojoeiro para saber se o podia pôr a funcionar, ele até me soube dizer em que década foi fabricado, sim, eu sabia que o relógio tinha milhentos anos, ele não me deu nenhuma novidade.

Deu-me um orçamento que aceitei, mandei arranjar, comprei uma bracelete nova e eis o resultado, um relógio todo catita, diferente dos que toda a gente usa, com traços grandes, bons para os meus olhos. Tens que lhe dar corda todos os dias, senão ele não trabalha, dizes-me tu, concordo, mas também te digo que até é engraçado, pois o primeiro relógio que tive também tinha que lhe dar corda. É uma forma de recordar outros tempos, antes de o mundo ter sido invadido pela tecnologia!

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Dia da Espiga 2017

O dia amanhecera soalheiro, com uma temperatura muito agradável, calorzinho de verão. Munidos de chapéu de sol na cabeça, óculos de sol, roupa prática e tênis, ela e as crianças saíram de casa em direcção aos campos a fim de reunir os componentes principais para fazer um lindo ramo de espiga que habitualmente se faz neste dia de quinta feira da Ascenção, que no concelho onde vivo é feriado municipal. Comemora-se o dia da Ascenção de Jesus ao Céu, por isso é chamado de quinta feira da Ascenção, também porque acontece sempre à quinta feira.

Assim, apanharam e compuzeram o ramo da espiga com:

  • espiga de trigo; para que haja abundância de pão ao longo do ano.
  • ramo de oliveira; para que haja paz e que não falte o azeite.
  • malmequer; alegria, ouro e prata.
  • papoila; amor e vida
  • alecrim; saúde e força
  • folha de videira; para que não falte o vinho.

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Terminado o passeio ao campo, cansados e suados, regrssaram a casa, felizes por mais uma vez poderem substituir o ramo de espiga seco que se mantinha em casa pelo novo e fresquinho.

Guardaram esta imajem para mais tarde recordar!

 

 «A origem festiva do Dia da Espiga, coincidente com a Quinta-Feira da Ascensão, é muito anterior à era cristã. Na verdade, este dia é um sucessor de rituais pagãos nos quais se celebrava a primavera e se consagrava a natureza que, após os meses frios, trazia a promessa e a esperança de novas colheitas.»

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