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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Nem sempre o que está lá dentro corresponde à beleza do embrulho!

Quase sem me aperceber dei por mim a observar um grupo de raparigas que estava um pouco à minha frente, eram todas bastante novas, bonitas, magras e de corpos bem torneados, os cabelos apanhados no alto da cabeça em um carrapito, tiravam fotografias umas às outras com o telemóvel, e viam as fotos, uma delas diz - estou gorda em todas. Olho-as a todas, não há imperfeição alguma naqueles corpos de pele lisa e bronzeada, tudo está perfeito e no sítio. É impossivel as fotos terem dado alguns quilos à rapariga que assim falava. Também eu já tive um corpo assim, também era magra e ainda sou, mas os meus dezoito anos já lá vão há anos, e o meu corpo já sofreu as transformações próprias que o tempo se encarregou de fazer sem me pedir licença. É inevitável.

 

A importãncia que damos ao nosso aspeto exterior é importante para nos sentirmos bem com o corpo e com a mente, o tempo que dedicamos a tratar dele não é desperdicio desde que não façamos em exagero.Tudo tem o seu peso e medida. Porém, não nos podemos esquecer que o corpo é apenas e só e invólucro que protege o interior e o tenta colorir, tal como um presente quando vem embrulhado num lindo papel brilhante envolto numa fita igualmente bonita com um laço. Quando recebemos um presente assim, tentamos imaginar o que estará lá dentro e por vezes é uma desilusão. Nem sempre o que está lá dentro corresponde à beleza do embrulho!

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