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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Encontrei isto a passear na calçada

Encontrei isto nas pedras da calçada, pareceu-me uma "carocha" mas fiquei intrigada, por isso a fotografei e fui pesquisar que tipo de inseto é este. Cheguei à "brilhante" conclusão que é este o bicharoco que anda a matar as palmeiras em Portugal.

 

Este "fofinho nojento" entrou em Portugal há sete anos, começei a notar os estragos dele na minha zona há cerca de três ou mais anos, as palmeiras começaram a morrer, o mal começa a aparecer pelas folhas de cima que lentamente vão perdendo a vitalidade e descaindo, o que se alastra a todas as folhas fazendo lembrar aqueles chapés de sol nas terras quentes de África.

 

Não sabia o que é que se estava a passar com as palmeiras até que alguém me disse que era uma praga de escaravelhos que tinha aparecido e que era responsável por isto. Cada vez via mais palmeiras a morrer em todos os quintais, nunca me tinha interessado em pesquisar sobre o tal escaravelho, até que vi isto a passear nas pedras da calçada e fiquei intrigada.

 

Pensava eu que os escaravelhos eram só aqueles bichinhos mais pequenos que apareciam na rama das batatas enquanto elas estavam na terra, segundo a pesquisa que fiz, afinal há muitas raças de escaravelho e esta faz estragos bem avultados a matar árvores de grande porte, até árvores centenárias!

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 Para o escaravelho, as palmeiras são alimento para quatro ou cinco meses, o tempo que o insecto demora a desenvolver-se. Cada fêmea põe 200 a 300 ovos. Uma palmeira pode albergar até 1000 indivíduos prontos a voar – e podem voar durante cinco a dez quilómetros sem parar, contra o vento.

Orou, cantou e conviveu!

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e Vos amo, peço-Vos perdão pelos os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

Pela força profissional, pela força do lazer, pela força de problemas com a saúde e por outras razões, o certo é que  se vai perdendo hábitos que foram transmitidos pelas gerações anteriores. Hábitos que até nos faziam sentir bem connosco e com os outros. Hábitos que também já transmitiu.

 

A nãe já é idosa, mas nunca falha e diz "eu não te ensinei assim", pois não, desabituei-me foi o que foi, responde. A mãe diz - é falta de fé, e ela responde, não tem a ver com isso. Poderia arranjar uns tantos argumentos para se esquivar, mas não interessa, não precisa de se justificar à mãe. Precisa sim é de se justificar a ela mesma e sabe perfeitamente que não tem argumentos que justifiquem porque se não pode ir numa hora ou num dia, vai noutra hora ou noutro dia. É tudo uma questão de opção.

 

Quando vai, gosta de lá estar e arrepende-se por não ir mais. Gosta do ambiente, gosta dos cânticos, gosta das palavras do padre, gosta do ritual e sobretudo gosta de conversar com as pessoas à saída da missa. Ali tem sempre a oportunidade de conviver com as pessoas e até ir tomar um cafésinho, pôr conversas em dia, saber como vai fulano e cicrano.

 

Hoje ela foi, orou, cantou e conviveu, começou bem o dia! Bem haja.

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Viva, elas já estão a nascer

Esta manhã quando descia as escadas, dei por mim a olhar para umas coisinhas brancas caídas nas escadas, muito pequenas em forma oval às metades, olhei um pouco mais e, "olá" as andorinhas novas estão a nascer. As casquinhas dos ovos estão cá em baixo caídas, as andorinhas bebés estão lá em cima. Agora não é preciso esperar muito para que as mamãs começem a sujar a escada toda, todos os dias enquanto alimentam os filhotes.

 

Todos os anos elas vêem na primavera, fazem a criação e vão embora, todos os anos elas sujam muito as minhas escadas, todos os anos eu limpo o que elas sujam e sempre reclamo.

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 Já me têem dito "desmancha os ninhos", nem sequer quero ouvir dizer isso, coisa que jamais fazia era desmanchar os ninhos. Estou muito agradecida às andorinhas por terem escolhido os meus beirais para procriar, se há coisa que me apaixona é vê-las voar em volta da casa, é vê-las trazer comida para os filhotes, é ver as pequeninas a aprender a voar, como as crianças pequeninas quando dão os primeiros passos, mesmo que me sujem as escadas todos os dias e eu as tenha que lavar todos os dias, mesmo assim eu amo as andorinhas!

O sol a afundar-se

A partir desta varanda, tenho esta vista maravilhosa, vejo uma grande bola de fogo. Um fogo que ofusca os meus olhos, um fogo alaranjado que encandeia tudo à sua volta Esta bola que me obriga a desviar os olhos mesmo que tenha oculos escuros, vai descendo lentamente em direção ao mar. Daqui a pouco esta bola de fogo vai reduzindo o seu tamanho, vai modificar o seu formato, vai deixar de ser uma bola, vai passar a metade de uma bola, depois menos do que isso, até ser apenas uma linha alaranjada a esconder-se por completo no mar. Nessa altura a noite está muito próxima!

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 Há coisas bonitas que ainda não é preciso pagar. O pôr do sol é um espetáculo maravilhoso!

 

 

 

 

A arrecadação

Há muito tempo que não entrava na arrecadação, andava sempre adiar, sabia que aquilo estava um caos em termos de arrumação, hoje porém, tinha mesmo que lá ir. Estava lá uma peça que precisava, tinha mesmo que a ir buscar. Tinha por hábito guardar tudo e era por isso que a arrecadação estava atulhada até ao teto. Como iria encontrar aquilo que queria.

 

Valha-me Deus, tenho que arrumar isto! marcou na agenda um dia que lhe pareceu que ser o ideal para aquela horrivel tarefa (quem gosta de arrumar arrecadações).

 

Foi colocando coisas no chão e fazendo separações, muitas coisas teriam que ter como destino o lixo para  poder ganhar espaço para as coisas que merecia mesmo a pena guardar.

 

Enquanto estava envolvida nesta tarefa ia-se apercebendo que na sua cabeça também existe uma arrecadação, aquele lugar onde arruma as coisas e que, de vez em quando volta lá. Já se apercebeu que existem lá gavetas onde raramente vai, mas quando lá vai fica espantada com o que encontra, por vezes encontra coisas que já não deviam lá estar, que já deviam ter ido para o lixo há muito tempo, estão ali só a encher encher espaço. 

 

De tempos a tempos é necessário arrumar a cabeça como se arruma a arrecadação!