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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Orou, cantou e conviveu!

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e Vos amo, peço-Vos perdão pelos os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

Pela força profissional, pela força do lazer, pela força de problemas com a saúde e por outras razões, o certo é que  se vai perdendo hábitos que foram transmitidos pelas gerações anteriores. Hábitos que até nos faziam sentir bem connosco e com os outros. Hábitos que também já transmitiu.

 

A nãe já é idosa, mas nunca falha e diz "eu não te ensinei assim", pois não, desabituei-me foi o que foi, responde. A mãe diz - é falta de fé, e ela responde, não tem a ver com isso. Poderia arranjar uns tantos argumentos para se esquivar, mas não interessa, não precisa de se justificar à mãe. Precisa sim é de se justificar a ela mesma e sabe perfeitamente que não tem argumentos que justifiquem porque se não pode ir numa hora ou num dia, vai noutra hora ou noutro dia. É tudo uma questão de opção.

 

Quando vai, gosta de lá estar e arrepende-se por não ir mais. Gosta do ambiente, gosta dos cânticos, gosta das palavras do padre, gosta do ritual e sobretudo gosta de conversar com as pessoas à saída da missa. Ali tem sempre a oportunidade de conviver com as pessoas e até ir tomar um cafésinho, pôr conversas em dia, saber como vai fulano e cicrano.

 

Hoje ela foi, orou, cantou e conviveu, começou bem o dia! Bem haja.

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Viva, elas já estão a nascer

Esta manhã quando descia as escadas, dei por mim a olhar para umas coisinhas brancas caídas nas escadas, muito pequenas em forma oval às metades, olhei um pouco mais e, "olá" as andorinhas novas estão a nascer. As casquinhas dos ovos estão cá em baixo caídas, as andorinhas bebés estão lá em cima. Agora não é preciso esperar muito para que as mamãs começem a sujar a escada toda, todos os dias enquanto alimentam os filhotes.

 

Todos os anos elas vêem na primavera, fazem a criação e vão embora, todos os anos elas sujam muito as minhas escadas, todos os anos eu limpo o que elas sujam e sempre reclamo.

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 Já me têem dito "desmancha os ninhos", nem sequer quero ouvir dizer isso, coisa que jamais fazia era desmanchar os ninhos. Estou muito agradecida às andorinhas por terem escolhido os meus beirais para procriar, se há coisa que me apaixona é vê-las voar em volta da casa, é vê-las trazer comida para os filhotes, é ver as pequeninas a aprender a voar, como as crianças pequeninas quando dão os primeiros passos, mesmo que me sujem as escadas todos os dias e eu as tenha que lavar todos os dias, mesmo assim eu amo as andorinhas!