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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Festa do cinema

Quem puder aproveitar, esta é uma boa opotunidade para ver cinema a 2, 50€ o bilhete, durante os dias 16, 17 e 18 em todas as salas de cinema do país.

 

Dois bilhetes por favor e uma caixa de pipocas, assim foi feito o pedido ao balcão da entrada para a sala de cinema.

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 Durante a exibição do filme, a minha mão ia e vinha a caminho da caixa das pipocas, quando o ecrã deixou por momentos de ter imagem e som e se fez um silêncio total. A minha mão ficou suspensa a cortar o ar, como que hipnotizada, qualquer movimento que fizesse iria cortar aquele silêncio, e toda a gente ia perceber que eu estava a mexer nas pipocas, pelo que a minha mão se absteve completamente de mexer nas pipocas naquele momento.

A imagem e o som voltaram a encher o ecrã. Saí satisfeita porque gostei do filme que vi e há muito tempo que não ia a uma sala de cinema. O filme que vi foi " MONEY MONSTER" com algum suspense e ação onde uma das figuras principais é Júlia Roberts

 

Hoje foi dia de ir ao cinema, não percam, até dia 18 é a festa do cinema!

 

Como olhamos para o nosso carro

Há sonhos que temos durante uma vida, que nunca passarão disso mesmo, sonhos; sonhamos com coisas que sabemos à partida, que nunca acontecerão. Esses são os sonhos que preenchem os nossos devaneios, os momentos em que a nossa mente parece se separar do nosso corpo e assumir uma individualidade própria.

 

Podemos estar assim, com essa sensação de fuga a "sonhar" ou a viver coisas impossíveis, que nem sempre são sonhos. A isso eu chamo "uma vida extra".

 

Estes sonhos ou devaneios não se dirigem apenas a riquezas materiais e a vidas luxuosas. Existem actos, valores morais, riqueza interior e enrequecimento pessoal que também são responsáveis por levar a mente a outras dimensões a ponto de, quando recuperamos, termos a sensação de se ter andado perdido durante algum tempo que podem ser segundos como periodos maiores.

Quantas vezes já me aconteceu ter feito uma viagem inteira e não me recordar de ter visto os sítios por onde passei, nem sequer o que vinha a pensar. Nestes percursos a minha mente andou perdida ou sonânbola, não sei que nome lhe dar.

 

Depois, há os outros sonhos, aqueles que temos enquanto dormimos, aqueles que por vezes nos fazem acordar em sobressaltos, é de um desses sonhos que passo a descrever agora.

 

Imagine que vai meter gasolina no carro, chega à bomba, porque precisa de ir falar com alguém que ali está próximo, sai do carro, fecha a porta, tira a chave, e vai falar com esse alguém. Quando volta para meter o combustível no carro, só vê o lugar, do carro nem sombra. Desnorteada olha para todos os lados, o carro tem que estar por ali, tem a certeza que o deixou ali, fala com pessoas, ninguém viu nada. Desata a chorar, ficou sem carro, não tem dinheiro para comprar outro como aquele. O carro são as suas pernas. Aflita, acorda e percebe que aquilo não passou de um sonho, sossega e volta a adormecer porque a noite ainda é uma "criança". (Espero que não se concretize). 

 

Dizem que não sentimos falta daquilo que nunca tivemos, (não concordo muito com esta expressão mas este será um tema para outra ocasião). Quando se tem um carro há varios anos, se por qualquer motivo ficarmos sem ele, vamos sentir a sua falta na nossa vida, e muito. Além da falta que ele nos faz no dia a dia, ao longo do tempo fomos estabelecendo com ele um acentuado sentimento de pertença, de companheirismo e uma empatia como se pessoa e carro fossem um só!

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