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Abrigo das letras

Abrigo das letras

A leitura da luz

Enquanto esperava pela minha vez, ia ouvindo dstraidamente a conversa que se desenrolava com duas pessoas lá atrás, uma mulher e um homem. Dizia a mulher - hoje só vou chegar a casa lá para  a noite, ontem a esta hora já estava quase despachada daqui. É que, tenho que apanhar a camioneta para a feira onde está o meu marido, depois, petisco ali qualquer coisa e tenho que apanhar outra camioneta para ir a outro sitio levar a leitura da luz, ando a pagar luz que ainda não consumi, sabe, esta coisa das estimativas é uma treta, andamos a pagar aquilo que ainda não gastamos. 

 

Dizia então o homem - eu já há muito tempo que me habituei a dar a leitura pelo telefone, assim, pago só aquilo que gasto e não me chateio mais, dantes também me acontecia isso e nunca sabia o que gastava. É que, isto das estimativas é mesmo muito chato e termos que dar a leitura é chato também, ao fim e ao cabo estamos a fazer o trabalho deles, já pagamos todas aquelas taxas que eles nos impôem e mesmo assim, ainda temos que fazer o trabalho que lhes compete como por exemplo,  fazer e enviar a contagem da luz para eles.

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 Isto acontece com a luz mas o mesmo acontece com a água, pelo menos no meu concelho. No verão, então é deveras aborrecido principalmente para quem tem quintais, pequenas hortas ou piscinas e não tem furo, ou seja, quem tem estas coisas e precisa da água da companhia para poder usufruir delas. Se uma pessoa se distrai com as torneiras e não dá as leituras mensalmente, quando eles vem fazer a contagem que é de quatro em quatro meses, é de ficar tonto e cair para o lado com a conta que aparece. O verão está aí a chegar, nada de esquecer de enviar as leituras.

 

 

 

Palavras do Papa Francisco

Uma família que quase nunca come em conjunto ou que, à mesa, não fala mas vê a televisão ou olha para o ‘smartphone’, é uma família ‘pouco família’. Quando os filhos, à mesa, estão agarrados ao computador, ao telemóvel e não se ouvem uns aos outros, isto não é família, é uma pensão”

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 Nos países ricos somos induzidos a gastar dinheiro para comer excessivamente e, depois, somo-lo de novo para remediar o excesso. Este negócio insensato desvia a nossa atenção da verdadeira fome do corpo e da alma. Quando não há convivência, há egoísmo, cada um só pensa em si, ajudado pela publicidade que a reduziu a uma linguagem de lanches e guloseimas, enquanto tantos, demasiados irmãos e irmãs, ficam fora da mesa. Isto é uma vergonha!”