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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Quando o telefone fixo toca

Antes só existia o telefone fixo, era preciso chegar a casa para poder contatar com as pessoas que precisavamos de falar. Era preciso chegar a casa para que os outros nos contatassem, muitas vezes a interromper a nossa preparação do jantar ou do banho das crianças. Ouvia-se aquele toque estridente trrrriiim, lá corriamos para o telefone antes que se desligasse e ficavamos para saber quem tinha ligado. Hoje não é nada assim, tudo mudou e muito.

 

Agora, quando o telefone fixo toca, quase sempre são aquelas pessoas que nos querem impingir qualquer coisa, um seguro, um cartão de crédito ou uma coisa qualquer de saúde.

 

Começam assim: boa tarde ou bom dia,conforme a hora, estou a falar com a senhora tal.... fala de... quase nunca se percebe o nome que elas ou eles dizem de onde falam, o que nos obriga a a pedir que repitam. É quando eles ou elas repetem o nome do sitio de onde falam que eu lhe digo logo - desculpe, já sei que me está tentar vender qualquer coisa, não estou interessada - mas ainda não ouviu o que tenho para lhe "oferecer" é uma excelente oportunidade - e eu, desculpe, eu a apelar a toda a minha paciência para não ser mal educada, desculpe mas eu não estou interessada em cartões, não quero cartões, e ele ou ela a insistir, e eu a terminar, - desculpe, estou muito ocupada e vou desligar. Desligo.

 

Com todo o respeito que tenho por eles ou elas, sei que estão a fazer o seu trabalho o melhor que sabem, e que esse é o seu trabalho, para isso recebem o salário ao fim do mês, mas que chegam a ser irritantes é uma verdade.

 

E quando dizem que vamos receber em casa qualquer coisa que não temos que pagar nada, eu aviso de imediato, não mandem nada porque eu não quero nada, percebeu.

 

Quando o telefone fixo toca, lá vou atender, às vezes não são eles ou elas, também são as manas ou as amigas!

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