Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Abrigo das letras

Abrigo das letras

Malditas moscas

Raio da mosca que não vê outro sítio para pousar que não seja a minha mão, já me estás a enervar!

- espera lá que já te aplico a sentença.

Levanto-me com a fúria de quem está irritado, vou à cozinha buscar aquela coisa com que se anda á caça das moscas e é uma dança pela sala. Eu a bater nas portas, paredes e armários e ela a gozar comigo, saltitando daqui para ali, mum vai e vem divertido, gozando com a minha raiva. Mosca maldita e irritante, tenho que te apanhar. Foi desta, esmagada contra a parede - não me irritas mais. Apareceu outra, em solidariedade com a parceira - malditas moscas,  e recomeça a cena do crime!

como-acabar-com-as-moscas-domesticas-2.jpg

 (Imagem tirada da net)

A gatinha

A janela do quarto foi aberta para deixar entrar uma ténue réstia de sol. A pequena e fofa gatinha de pêlo tigrado não se fez rogada, aproveitou e saltou a janela, instalou-se e muito bem (para ela) no centro da cama onde a réstia de sol incidia. Quando a dona da casa abriu a porta do quarto, pousou os seus olhos nos olhos da gata, as duas pensaram na mesma coisa mas de maneiras diferentes e entenderam-se perfeitamente - sem mais palavras, a gatinha saltou da cama para o chão e deste para o sítio por onde tinha entrado, neste caso a janela. A gatinha tal como outros gatos (muitos que circulam por ali) e nenhum da dona da casa, mas todos dos vizinhos, passeiam pelo quintal, deitam-se à sombra das árvores, abrigam-se nos telheiros e fazem parte do dia a dia da senhora Deolinda. A senhora Deolinda não gosta de gatos dentro da sua casa, por isso não tem nenhum seu, mas gosta deles e de os ver por ali!

A senhora Deolinda acha os gatos uma fofura, jamais lhes faria algum mal.

tb 2.JPG

(imajem tirada da net)

Dia do pijama

Avó anda ver as cazinhas que eu e o mano trouxemos da escola - Marianinha pega na mão da avó e mostra-lhe as cazinhas, são lindas diz a avó. Marianinha vai explicando que amanhã é dia do pijama e todos os meninos vão de pijama para a escola, podem levar também um peluche e uma almofada. Avó podes dar uma moeda para colocar dentro da cazinha, é para ajudar os meninos que não não têm que comer nem brinquedos para brincar.

 

A avó dá-lhe a moeda, Marianinha fica feliz!

 

Amanhã é o "dia do pijama"

1998fe685abb2f3029e6e2bcef5f384a.png

 

A noite chegou cedo demais

A noite chega e a tarde sente-se com se lhe roubassem uma parte de si,

o dia foi cortado ao meio, como que lentamente apunhalado,

a luz natural desapareceu, e o clima torna-se nostálgico

como as sombras fantasmóricas que os pinheiros lançam,

o sol se escondeu envergonhado por tão cedo recolher, 

tudo escureceu,

a noite chegou cedo demais!

026.JPG

 

Descalços na areia

No meu sonho caminhavamos os dois descalços, de sapatos na mão, na areia dourada da praia, de mão dada, trocando carinhos, fazendo planos, a esperança no futuro nos fazia avançar sem medo, a vida nos sorria. Lentamente as pequenas ondas iam e vinham despejando pedaços de espuma branca que logo se desvaneciam na areia. Os nossos pés recebiam o beijar da espuma como uma carícia fresca que aveludava o caminhar sobre a areia. O sol quase a pôr-se no horizonte oferecia uma panorâmica maravilhosa e romântica num entardecer de outono. Olhei para trás e vi as nossas pegadas que calcavam a areia fina e vi que preenchiam apenas um curto espaço e me sobressaltei... porque seria que não estavam lá todas as pegadas? O meu sonho se estendeu para além disso e deu um salto para lá do tempo, comecei a ver coisas que me atormentavam o espírito e nesse momento acordei...

Acordei e fiquei feliz por ter vivido aquele momento mesmo em sonho e percebi que o curto espaço de tempo, foi o tempo em que me mostraste a vida, me ensinaste a viver e fizeste crescer vida dentro de mim, me fizeste feliz. Um dia algo provocou o caos nas nossas vidas e percebemos com profunda tristeza que já não havia tempo para realizar os nossos planos, que o sol tinha deixado de brilhar para nós e tu te tornaste numa estrela a iluminar as minhas noites, a  dar-me força e a guiar-me  na terra até um dia...

6480016_uYeRJ.jpeg

 

 

 

Pneumonia

O Dia Mundial da Pneumonia assinala-se a 12 de Novembro.

 

Este dia celebra-se desde 2009, com o objetivo de consciencializar o mundo sobre a principal causa de morte nas crianças com menos de 5 anos e de gerar ações que combatam este mal. As iniciativas deste dia consistem em exposições, encontros,colóquios, entre outros.

 

O que fazer no dia mundial da pneumonia?

Divulgar o Dia Mundial da Pneumonia;

Difundir os perigos da Pneumonia e as vantagens da vacinação contra a doença;

Fazer uma doação para instituições de luta contra a pneumonia.

 

Dados sobre a pneumonia

Apesar de ser um dos males mais facilmente prevenidos na saúde mundial (através da vacinação), de 20 em 20 segundos morre uma criança vítima de pneumonia. Cerca de 99% dos óbitos derivados da pneumonia registam-se em países em desenvolvimento.

Um simples tratamento com antibióticos, que custa menos de 1 euro, é capaz de curar a pneumonia se for iniciado suficientemente cedo.

A doença mata três milhões de pessoas por ano, contando cerca de 476 mil mortes infantis, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Sintomas da pneumonia:

Dores no tórax, expetoração com secreção amarela (por vezes com sangue), falta de ar, febre e tosse forte.

 

Pneumonia é uma doença  inflamatória no pulmão, afetando especialmente os sacos de ar microscópicos (alvélos) associada a febre, sintomas no peito e falta de espaço aéreo. A pneumonia é geralmente causada por uma infecção, mas há uma série de outras causas. Os agentes infecciosos são: bactérias, virus, fungos e parasitas.

 

Lenda de S. Martinho

s.martinho_com.mendigo.gif

 

Verão de S.Martinho, bem quentinho, parece que estamos no principio de Setembro.

 

Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França quando aconteceu o famoso episódio do manto, que poderá ter ocorrido no ano de 337, próximo da capital da Picardia.

 

Reza a história que um dia, quando regressava no seu cavalo, atravessando montanhas altas e frias, um mendigo com roupas esfarrapadas tiritando de frio pediu-lhe esmola e, como nada tinha para oferecer e ajudar o infeliz, o cavaleiro cortou seu próprio manto vermelho com a espada, dando metade ao pedinte. Contam os relatos escritos que, durante a noite, o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião.

 

Conta ainda a lenda que Martinho normalmente andava bem agasalhado para a época e que o mau tempo, as nuvens e o frio que se faziam sentir, como por milagre desapareceram, dando lugar a um céu sem nuvens, com sol e uma temperatura quente. Por essa razão, normalmante por esta altura o tempo está bom e se diz que é verão de s. Martinho!

 



 

O Sr Bernardo

O sitio e a posição em que aquele cadeirão se encontrava disposto naquela sala oferecia uma visão perfeita a quem nele se sentasse, de tudo o que se passava em redor. O Sr. Bernardo, era uma pessoa quase obesa, a sua barriga enorme e muito redonda fazia lembrar uma bola de pilates, deslocava-se com a ajuda de uma bengala e possuia igualmente um rosto redondo e um soriso encantador, habitualmente ocupava o cadeirão  quando lia o jornal, gostava de estar informado e gostava de ocupar o tempo, embora o cadeirão lhe oferecesse uma boa visão de tudo, nunca se ouvia um comentário de crítica a alguma coisa ou a quem quer que fosse. Ele presenciava e ouvia muitas coisas. O Sr. Bernardo era uma pessoa educada e culta. Quando ela chegava cumprimentava-o sempre com um alegre "bom dia sr. Bernardo" ele dirigia-lhe aquele bonito sorriso como cumprimento. Gostava de boa comida e bem regadinha.

 

Porém, naquele dia o Sr.Bernardo não se encontrava no cadeirão, teria ido ao quarto, ou saído com alguém, as suas pernas e o peso da sua barriga já não lhe permitiam nem grandes nem pequenas aventuras e frequentemente se queixava de desconforto. Não abedicava de bons pratos.

 

O Sr. Bernardo estava no quarto, deitado com a sua barriga apoiada nos lençóis brancos de algodão que cobriam o colchão da sua cama, tinha mau aspeto, estava pálido e sem sorriso nos lábios. Os bons pratos nem sempre ajudavam o bom funcionamento do seu organismo.

 

Naquele dia nada comeu, apenas bebeu chá, tinha que recompor  o funcioamento normal do mecanismo que era o seu corpo, não saiu do quarto e o cadeirão ficou vazio, inerte e frio, embora a temperatura por fora das paredes fosse quente, como um calor de verão. 

 

Há pão por Deus

Os saquinhos estavam dentro de uma taça grande em cima da mesa, neles estavam rebuçados, gomas e linguas de gato. O céu estava muito cinzento e a chuva caía em gotas grossas, escorriam pelas varandas e pátios e desaguavam nas caixas pluviais, as crianças não apareciam e os saquinhos ali estavam imóveis à espera.

 

No dia anterior tinha feito uma corrida contra o tempo para comprar e preparar com carinho aquilo que pretendia presentar as crianças neste dia tão especial para elas e para cumprir a tradição.

 

Noutro tempo, quando era criança, esperava por este dia com uma ansiedade algo desmedida. Era com alegria que saía para a rua em grupo com os irmãos e irmãs e também as outras crianças da rua, percorriam durante cerca de duas horas as ruas da aldeia com dois sacos, um de plástico para as pevides e tremoços e outro de pano que a sua mãe confecionava especialmente para o efeito para as restantes coisas que as pessoas iam dando, os sacos vinham cheios, á tarde entretinha-se a separar as goluzeimas que iria comer durante toda a semana. 

 

Os saquinhos continuam á espera.

 

A chuva vai abrandando, a hora vai avançando e alguém toca a campainha, abre a porta e aí está o primeiro grupo de crianças, são oito, cada uma com o seu saco e o seu chapéu de chuva aberto, "há pão por Deus" pronunciam, a senhora responde que sim e que esperem um pouco, volta para dentro de casa e regressa com a taça grande, os saquinhos saltam da taça grande para os sacos das crianças "que bom, gomas" esclama uma, e  uma a uma vão abrindo os sacos. Eles educadamente agradecem e seguem para outra porta. 

 

Os outros saquinhos vão continuar à espera de resgate.

 

O mais divertido não eram própriamente as goluzeimas (embora fossem importantes porque na época não se tinha acesso a coisas doces com facilidade) era sim o convivio, o caminhar, o bater às portas e dizer "há pão por Deus" e vinham as senhoras distribuir o que tinham para dar. No entanto havia sempre alguém que fazia de propósito para não estar em casa nesse dia.

 

A chuva já parou, a campainha volta a tocar e mais um grupo aparece, os chapéus de chuva estão fechados, a taça grande volta a sair à rua e os saquinhos saltam para os sacos das crianças, esta cena se repete para mais alguns grupos destemidos da chuva que não quizeram deixar cair a tradição.