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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Eleições

Até se ia esquecendo de ir votar, levantou-se nesta manhã de domingo com a intenção de fazer algumas coisas, votar não se encontrava nos planos, ou melhor, encontrava-se, mas estava de algum modo meio esquecido. A manhã já ia a meio quando lhe veio à memória que tinha que ir votar, era um dever, não uma vontade, é sempre assim, vai votar sempre para cumprir um dever, não por vontade. Não se interessa minimamente por politica, mal ouve os partidos quando estão em campanha eleitoral, tudo lhe soa a falso. Em sua opinião, todos os que anseiam para conquistar o poder, têem em vista os seus próprios interesses e não os interesses do país, como deveria ser. Seja como for, bem ou mal, alguém tem que governar o país, portanto, temos que escolher alguém e por isso mesmo, embora sem vontade se põe a caminho e chega ao local para cumprir o dever.

A mesa de voto à qual pertence  é numa escola primária, daquelas ainda antigas e já desativada da função para a qual foi construída, situa-se numa pequena aldeia, não precisa de perder muito tempo em filas. Não há muitos eleitores nesta pacata terra. Estamos a escassos minutos de saber os resultados, entre os muitos partidos se destacam aqueles dois, um vai vencer, e tudo vai ficar igual!

Mais alguns minutos e sabemos os resultados.