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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Dia internacional da dança

29.04.15 | Maria Flor

"Criado em 1982 pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO como uma homenagem ao criador do ballet moderno, Jean Georges Noverre (1727-1810), o dia tem por objectivo chamar a atenção do público em geral para a importância da dança e incentivar o apoio por parte das entidades governamentais a esta arte."

(http://lazer.publico.pt/noticias)

dança.jpg (imagem tirada da net)

Porque sorrir faz bem á saude

28.04.15 | Maria Flor

Sorria!!! Um sorriso vale mais que muitas palavras....

Sorria com o corpo inteiro, sorria com um sorriso genuíno para quem lhe sorri e para quem não lhe sorri; sorria para a familia, para os amigos... quando as pessoas sorriem ficam mais bonitas mais respladecentes.... o estímulo do sorriso trás benefícios para a saúde porque produz um hormona chamada endorfina, por isto e muito mais não se esqueça de sorrir....

sorriso.jpg

 (Imagem tirada da net)

Dia da empregada doméstica

27.04.15 | Maria Flor

Ofélia chegava todas as quartas feiras à mesma hora no seu carro amarelo e fazia sempre a mesma manobra para estacionar. Trabalhava numa mansão como empregada doméstica, não conseguia outro emprego. Ofélia era licenciada no seu país de origem em enfermagem, era inteligente e tinha muitas ambições. Esta era uma das casas em que Ofélia trabalhava, tinha também outras patroas, dois filhos e pagava renda de casa, as despesas eram muitas e Ofélia fazia muitas horas por dia, havia quem dissesse que ganhava bem. Trabalhava dez a doze horas por dia, seis dias na semana, mas Ofélia não queria este trabalho para a vida toda e depois de muito tentar conseguiu vaga num curso de enfermagem que lhe dava equivalência para exercer em Portugal a sua profissão, matriculou-se, conseguiu fazer o curso. Entrtanto a crise económica estalou, as patroas foram-na dispensando... já nada fazia sentido no meu país para Ofélia, já não conseguia ganhar para as despesas e com muito pesar "pegou na trouxa" e, com o marido e os filhos foi tentar a sorte noutro país. Portugal deixou de ser um país de oportunidades para ela e sua família... Nunca mais soube nada de Ófelia!

Mar revollto

26.04.15 | Maria Flor

Ó mar que te agitas e revoltas,

embalas ondas encrespadas,

transportas mermúrios de almas

esquecidas no teu ventre;

mermúrios envoltos em espuma,

lamentos desfeitos na areia;

ó mar pede ao vento que se acalme,

pede ao vento que serene

as almas que te apoquentam!

Mar da Ericeira 049.JPG

 

 

Sismo no Nepal

25.04.15 | Maria Flor

A natureza não perdoa, catástofres naturais acontecem quando menos se espera, hoje foi sentido um sismo de magnitude 7,9 na escala de Richter que atingiu fortemente o Nepal e foi ainda sentido em regiões da Índia, China e Bangladesh, provocando muitas mortes.

 

Ainda tenho na lembrança o sismo que se sentiu em Portugal em 1969, era ainda pequena e lembro-me bem de acordar a meio da noite e ouvir um grande barulho, o meu pai meio desorientado já andava a pé pela casa à procura da porta que parecia que tinha desaparecido devido ao tempo que levava a encontrá-la... saímos todos para a rua onde todos os vizinhos já se encontravam alarmados em camisas de noite e pijamas...

 

"A cidade [de Lisboa] estava silenciosa. As chaminés começam a cair, a louça começa a cair dentro dos armários, o barulho que se espalha nos bairros é enorme e uma parte significativa da população sai para a rua na perspectiva de se afastar dos edifícios, que podem cair se houver outro abalo"

O sismo "é razoavelmente longo. O tempo em que é sentido pelas pessoas é razoavelmente grande, o que permite todo o pânico que se pode desenvolver durante um minuto de uma casa a abanar", 

http://www.sol.pt/noticia/388436

Revolução dos cravos

25.04.15 | Maria Flor

Ouvem-se foguetes, o dia é de festa e de alegria, António chegou! Finalmente António chegou, após dois anos de serviço militar cumprido em Angola. Em 1973 Manuela era uma adolescente, trabalhava numa multinacional alemã, usava uma bata branca como farda, tecia peças para eletrodomésticos. António cumpria o serviço militar obrigatório, trocavam cartas, muitas cartas que Manuela guarda até hoje e nelas faziam juras de amor, planevam o futuro, ela ia dando noticias da sua aldeia, e esperava o seu regresso com muita ansiedade. Manuela temia que ele não regressasse vivo, António temia que Manuela não esperasse por ele, viviam separados e angustiados. Manuela ouvia na rádio  e via na televisão do café, na altura do natal as mensagens de boas festas das tropas. A guerra no Ultramar ensombrava o pensamento das namoradas, mulheres e de todas as familias dos rapazes que estavam na tropa e também todas aquelas que tinham filhos rapazes. Quatro anos de tropa era muito tempo roubado aos rapazes/ homens deste país. Muitos não voltaram mais, outros voltaram mutiliados, outros voltaram muito afetados pesicológicamente e nunca conseguiram recuperar. Era um tormento.

No dia 25 de Abril de 1974 acontece algo diferente, a rádio começa a tocar (Grândola vila morena) música de Zeca Afonso e (Depois do adeus) de Paulo de Carvalho, foram as senhas escolhidas para dar inicio à revolução que viria a deitar a baixo o regime ditador do presidente Dr. Oliveira Zalazar e implantar  o regime  democratico que vigora até hoje. Tudo se alterou naquele dia cinzento de Abril....em Lisboa vivia-se a revolução, foram distribuídos cravos vermelhos aos soldados!

A independencia às colonias africanas foi uma realidade e os militares puderam finalmente respirar de alivio sem a sombra da guerra do ultramar.

António regressou e foi dia de festa... Manuela e António casaram e construiram o seu futuro, mas António jamais consegue esquecer aquele tempo passado em Angola...

 

"O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Segundo se conta, foi Celeste Caeiro, que trabalhava num restaurante na Rua Braancamp de Lisboa, que iniciou a distribuição dos cravos vermelhos pelos populares que os ofereceram aos soldados. Estes colocaram-nos nos canos das espingardas. Por isso se chama ao 25 de Abril de 74 a "Revolução dos Cravos".

Um menino que decidiu mudar o mundo

24.04.15 | Maria Flor

Há coisas a que não conseguimos ficar indiferentes....

"De tempos em tempos, há histórias que nos fazem recuperar a esperança na Humanidade e que nos recordam que a solidariedade, o altruísmo e a empatia ainda são valores que prevalecem. Li esta semana sobre a história dum menino norte-americano chamado Dylan Siegel. Um menino que decidiu mudar o mundo.

Pelo menos o mundo do seu melhor amigo, Jonah Pournazarian, que sofre de uma forma rara de glicogenose, uma doença genética que afeta o fígado de um em cada um milhão de recém-nascidos. O corpo de Jonah é incapaz de digerir açúcares por isso é alimentado com uma fórmula especial através de um tubo no estômago. Preocupado com a saúde do seu amigo, Dylan prontificou-se a ajudar Jonah a encontrar novos métodos para tratar a sua doença. E resolveu escrever um livro para angariar dinheiro para o tratamento. O livro chama-se ‘Chocolate Bar’ (Barra de Chocolate) e a história é centrada num rapaz que acredita que através das suas palavras, consegue ajudar o seu melhor amigo a curar-se duma doença rara. Segundo o jovem escritor, "barra de chocolate" significa "incrível". Onde será que ele se inspirou para escrever a sua história? Pois, a ficção imita a realidade. Começando num evento da escola em Novembro de 2012, Dylan vendeu 200 cópias do seu livro e 100 barras de chocolate, oferta dum supermercado local. Em poucas horas conseguiu arrecadar cerca de 5000 dólares. O gesto não passou despercebido e em pouco tempo Dylan e Jonah acabaram por chamar a atenção de diversos meios de comunicação nacionais e internacionais. O objetivo de Dylan é arrecadar um milhão de dólares e ele está quase lá. Nos últimos dois anos, já coletou mais de 900 mil dólares, com a venda de cerca de 25 000 exemplares em mais de 60 países do mundo. Agora com 8 anos de idade, Dylan espera inspirar outras crianças (e adultos) a acreditar que podem com as suas ideias, não importa quão grandes ou loucas que pareçam, mudar o mundo para melhor. A mim, inspirou-me. Não li o livro – ainda – e sem querer descurar os dotes literários do Dylan, parece-me que o mais importante é mesmo o gesto que ele teve. Identificou um problema e com altruísmo e determinação, agiu com os olhos postos numa solução para o seu amigo. Os homens não se medem aos palmos.

Que história tão barra de chocolate!"   

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/boss_ac/detalhe/pequeno_grande_homem.html

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